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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

16
Nov10

Pedra de Toque - General Augusto Ribeiro de Carvalho

 

 

 

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General Augusto Ribeiro de Carvalho

 

 

 

 

Sempre que os mais velhos, sobretudo os de bairrismo saudável e de postura digna face à vida, me falam de Chaves de antanho, escuto-os religiosamente.

 

E perco, com gosto, as horas possíveis sempre que a oportunidade se depara, procurando não perder pitada.

 

Dentre as personalidades marcantes da nossa história relativamente recente, todos me destacam a figura prestigiada e culta do General Augusto Ribeiro de Carvalho, nascido em Chaves no dia 1 de Junho de 1857.

 

Militar distinto, recebeu várias condecorações entre as quais a Torre e Espada, pela competência, brilho e valentia com que sempre serviu na sua carreira.

 

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De armas na mão, com coragem e pundonor, defendeu a cidade de Chaves, contra as investidas dos rebeldes monárquicos em 1912 e 1919, lutando pela Republica amada.

 

Escritor de mérito, publicou abundantes textos em jornais e revistas nos quais versou, por norma, temas relacionados com a defesa e o progresso da sua terra.

 

Com Pinto Ribeiro, maestro inspirado, fez parceria na construção de operetas, que fizeram sucesso no tempo.

 

Foi ainda autor de “Chaves Antiga”, a nossa primeira monografia, publicada em 1929 pela Sociedade Nacional de Tipografia que é ainda hoje, um livro procurado para sabermos das nossas lendas, da nossa história e das tradições locais.

 

Entre 1919 e 1922 chefiou o Município, do qual saiu, em termos financeiros, claro, nem mais rico, nem mais pobre.

 

Os que tiveram a sorte de o conhecer como autarca e de apreciar a sua obra, dizem-nos ter sido o melhor Presidente da Câmara que Chaves já teve.

 

Aí, como na vida, foi exemplar, eficiente e honesto.

 

Abriu ruas e praças, modernizou, iniciou o saneamento do burgo.

 

Segundo se sabe, manteve bom relacionamento com os empreiteiros da época, mas nunca constou que alinhasse com eles em duvidosos compadrios ou lhes concedesse benesses de alto preço.

 

Nem tal era admissível, pensável sequer, num homem com a estatura moral do General Ribeiro de Carvalho.

 

O seu porte altivo, o seu recorte severo não significavam pedantismo ou vaidade.

 

Reflectiam sim, lisura, honradez, verticalidade e mesmo humildade e humanismo, qualidades que são apanágio das pessoas cultas e inteligentes.

 

Era, por isso, estimado e admirado por todos quantos com ele tiveram o prazer da convivência.

 

Homem progressivo, homem de cultura, sabia que o futuro promissor só podia ser edificado no respeito profundo pelo passado.

 

É isto mesmo que, de forma superior, nos diz no prefácio da sua mais conhecida obra.

 

Mais ou menos assim:

 

“Só com o conhecimento por todos e em especial pelos mais jovens da história da cidade é que a velha Chaves terá o amor dos seus filhos, aquele amor de que ela necessita para que progrida e se engrandeça, o que até agora muito lhe tem faltado, porque em verdade, NÃO SE PODE BEM AMAR AQUILO, QUE MUITO MAL SE CONHECE”.

 

 

 

António Roque

 

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