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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

22
Nov10

Notícias

 

 

 

 

 

Chaves recebe exposição Itinerante sobre Literacia Financeira

 

Nos dias 23, 24 e 25 de Novembro a exposição “EDUCAÇÃO +” estará patente na Sala Multiusos do Centro Cultural de Chaves, procurando sensibilizar a população para as questões da Literacia Financeira.


Trata-se de uma iniciativa de âmbito nacional, desenvolvida pela Universidade de Aveiro – através do Projecto Matemática e Ensino (Pmate) – em parceria com a Caixa Geral de Depósitos, destinada às crianças, jovens e ao público em geral.


A exposição “EDUCAÇÃO +” será modular e os conteúdos desenvolvidos serão apresentados dando ênfase à experimentação e ao jogo como forma de estimular uma possível exploração didáctica deste tema.


O horário da exposição será entre as 09h30 e as 12h30 e as 14h00 às 18h00, sendo necessário efectuar a marcação das visitas na Divisão de Educação e Desporto da autarquia, no Centro Cultural de Chaves.


Redacção

 

 

Colóquio “Desenvolvimento Sustentável”


A escola Fernão de Magalhães promove um colóquio, sob o título “Desenvolvimento Sustentável, inserido no Ano internacional da Biodiversidade, a realizar no dia 23 de Novembro de 2010, pelas 21h00, no Auditório Municipal de Chaves.


O Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária c/ 3º ciclo Fernão de Magalhães dinamiza um colóquio intitulado “Desenvolvimento Sustentável”. Esta actividade está inserida na iniciativa das Nações Unidas, que instituiu o ano de 2010 como Ano Internacional da Biodiversidade, tendo em conta também os princípios em que assenta o Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social e os ODM – (Objectivos de Desenvolvimento do Milénio), nomeadamente o objectivo nº 1 Reduzir para Metade a Pobreza Extrema e a Fome até 2015 e o objectivo nº 8 Garantir a Sustentabilidade Ambiental. Considerando que “os destinos das pessoas e do ambiente estão interligados”, pretende-se dar a conhecer e debater criticamente as temáticas, tendo por base o princípio de uma acção local e um pensamento global.

A sessão terá lugar no dia 23 de Novembro, terça-feira, pelas 21:00 horas, no auditório Municipal (GATAT), em Chaves. Esta actividade é apoiada pela Comissão da UNESCO em Portugal e pela Semana Ciência e Tecnologia 2010.


Como oradores estarão presentes a Prof. Doutora Laura Guimarães da Comissão Nacional da UNESCO e o Prof. Doutor João Carrola da UTAD – Departamento de Biologia e Ambiente (DEBA)- Escola de Ciências da Vida e do Ambiente (ECVA) .


Redacção

 

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Juventude luso-galega animou Chaves no maior EMAX de sempre


O maior evento ibérico a nível da juventude juntou centenas de jovens de vários pontos do país e da vizinha Galiza. Partilha de conhecimentos, novos contactos, jogos, música e muita irreverência foram os ingredientes da mostra associativa realizada no passado fim-de-semana


O Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, abriu o 4º EMAX


Mais de 800 jovens participantes e 150 associações juvenis é este o balanço da quarta edição do EMAX – Encontro e Mostra Associativa Juvenil de Portugal e Galiza, que animou a cidade flaviense no passado fim-de-semana, nos dias 20 e 21 de Novembro. Depois de Porto, Vila Nova de Famalicão e Santiago de Compostela, o quarto encontro em Chaves foi “o maior EMAX de sempre”, considerou o presidente da Federação Nacional das Associações Juvenis (FNAJ), Júlio Oliveira.


Na abertura oficial do certame, a lotação do Centro Cultural esgotou com a presença de dirigentes e representantes do associativismo juvenil. Para o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, o encontro serviu para “a juventude de Portugal e Espanha reforçarem laços de amizade e camaradagem”. “O associativismo é a nossa pedra de toque desde o primeiro dia”, reforçou Laurentino Dias, lembrando que o investimento governamental de sete milhões de euros neste âmbito “vale bem mais do que isso”. “Tem havido condições de apoio às associações juvenis”, considerou o responsável, frisando que representam “um trabalho que o país não pode dispensar”, pois é nelas que os jovens “podem depositar expectativas” em tempos de crise.


“No contexto em que vivemos, a juventude precisa de valores, princípios, de resistir à tentação de se lamentar”, realçou o presidente da Câmara Municipal de Chaves, João Batista, ao mesmo tempo que reconheceu que “a juventude é o presente na medida em que participa, reivindica e é mais capaz de se afirmar do que se lamentar”. Perante uma plateia de dirigentes associativos, o autarca garantiu que “Chaves é o melhor lugar que podiam ter escolhido para este encontro”, pois é “um espaço novo de oportunidades e para viver a cidadania europeia”, que “não se faz por decreto”.


“Os participantes do EMAX estão a fazer história em Chaves”, considerou ainda o presidente da FNAJ, Júlio Oliveira. Num momento em que paira “a ditadura da inevitabilidade”, na qual o discurso político se centra em “chavões como crise, mercados e taxas de juro”, “cabe às associações juvenis recentrar a acção política no que realmente interessa: as pessoas”, incrementando para isso a iniciativa jovem, concluiu Júlio Oliveira.


“O movimento associativo português é muito dinâmico e participativo. Vemos isso na Galiza”, disse ainda Ovideo Tato, director-geral da Xuventude e Voluntariado da Xunta de Galicia. “Há uma relação intensa de cooperação transfronteiriça que queremos transpor para a juventude”, garantiu, avançando que existem dois projectos de cooperação transfronteiriços em desenvolvimento com o Instituto Português da Juventude.

 

Sandra Pereira

 

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Falcão encontrado em Sanjurge

 

Um Falcão foi encontrado no passado dia 18 de Novembro por um popular, no Alto do Queimado, freguesia de Sanjurge, do concelho de Chaves.

 

O aviso foi dado ao Núcleo de Protecção Ambiental da GNR de Chaves que recolheu a ave e a entregou no Hospital Veterinário da C.H.R.F.S. da UTAD em Vila Real.

 

Pelo que A Voz de Chaves conseguiu apurar, a ave é um falcão-peregrino, uma ave de rapina diurna. A capturada é ainda juvenil.

 


22
Nov10

Quem conta um ponto...

 

 

 

Texto de João Madureira

Blog terçOLHO

 

 

 

A crise e a lapidação


 

Ai como os jogos de crianças ganham tanta importância na hora de os jogar! Consomem as nossas capacidades inventivas. Todas as nossas energias. Mas quando crescemos e deixamos de os praticar, parece que nos desaparecem do espírito.

 

O que nunca me vai desaparecer do espírito é a sensação de rejeição sempre que queríamos jogar à bola. Quando chegava o momento de escolher as equipas era uma dor de alma. Ali ficava eu à espera que desta vez não fosse o último a ser seleccionado. Pois quando se é a última opção é porque não conseguimos ser opção nenhuma. E a história repetia-se permanentemente.

 

O mesmo sucede ao nosso país. Quando se põe na fila para jogar nunca ninguém o escolhe como parceiro. É um pouco como o engenheiro Sócrates quando se dispôs a dançar o tango do orçamento. Ou dançou só ou fá-lo agora com um parceiro que não quer dançar. Faz-me lembrar quando, na minha juventude, dançávamos sheik em vez de slow pela simples razão de que não havia par disponível.

 

A vida tem destas coisas, a maioria das vezes somos escolhidos, quase nunca temos oportunidade de escolher. Mesmo que por vezes sejamos invadidos pela sensação contrária.

O tempo que nos toca viver está a transformar-se numa autêntica tempestade eléctrica. Todos estamos em estado de choque. Os bancos, os economistas, os comentaristas, os políticos, os patrões, os empregados, os sindicalistas, os comunistas, os socialistas, os bloquistas, os bloguistas, os sociais-democratas, os partidários de Paulo Portas, os fadistas, os benfiquistas, os sportinguistas, o povo, as elites, o governo, a oposição, o Alberto João Jardim, etc. E olhem que este estado de coisas tem tendência para se agravar.

 

Desde criança que os relâmpagos me assustam. Apesar de afirmar o contrário. Sou mesmo capaz de troçar das mulheres e pôr-me com ar de chalaceiro a recordar que só nos lembramos de Santa Bárbara quando trovoa. Mas quando a seguir ao ribombar do trovão se lhe segue o magnífico dardo de um relâmpago o meu coração acelera para níveis preocupantes. E eu sou hipertenso. Os hipertensos sofrem muito com as crises. Os hipertensos e os tesos. Então se os hipertensos forem igualmente tesos aí ficam mesmo à beira de um ataque de coração, asma ou ansiedade. Com esta crise, que mais do que nacional é internacional, mesmo a Igreja e o Santo Padre estão apreensivos.

 

Isto não está para brincadeiras. Apesar de sentir que quase todos nós tentamos disfarçar o melhor possível a inquietação que nos atormenta.

 

A princípio pensei que a crise porque passamos fosse a modos que uma trovoada. Logo a seguir ao céu negro, ao barulho do embate das nuvens carregadas de água e do dardejar dos relâmpagos, sobreviria a bonança do astro rei e do céu azul. Mas esta trovoada tem-se revelado contínua e permanente e os céus não há meio de ficarem despejados. Pelo contrário, a cada trovão seguem-se milhares deles sempre em crescendo como uma ribombante sinfonia de Beethoven. E então que dizer dos relâmpagos! Se não fossem fruto da ficção para me ampararem nesta prosa um pouco angustiada, eram suficientes para produzirem mais energia eléctrica do que os aerogeradores que o engenheiro Sócrates semeou pelo cocuruto das serras do nosso país.

 

Por isso penso que a crise não é uma trovoada, é antes a guerra. E uma guerra ninguém a consegue vencer. Somos todos vencidos por ela. Apesar de, por vezes, ficarmos com a sensação do contrário. Na guerra mesmo os vencedores são vencidos.

 

Esta crise tem-se mostrado pródiga em orfandade. Ninguém parece responsável. Ou, pelo menos, responsável directo. E os zelotas apontam todos o dedo ao pecador que, na sua ilusão momentânea, pensam ser o actual primeiro-ministro, qual prostituta evangélica. É claro que também ele não está isento de culpa. Mas quem não tiver pecados nesta situação que atire a primeira pedra. Se for capaz. Pois, se por qualquer acto de Deus, os culpados fossem atingidos por uma carga divina de pedras, estamos em crer que nenhum dos que tanto criticam Sócrates se salvava de morrer lapidado.

 

Esta crise serve na perfeição como um laboratório experimental para se aquilatar da imensa hipocrisia, demagogia e irresponsabilidade que atravessa o nosso tecido político e social. Portugal é, pelo menos ouvindo os interlocutores políticos nacionais, um país de autistas. Ou mesmo de irresponsáveis. Sendo que no primeiro caso os interlocutores são inimputáveis aos olhos da Ciência e no segundo são criminosos aos olhos da Lei.

 

Mas o que mais nos fere é a insustentável leveza da visão da extrema-esquerda parlamentar, e ao seu actual compagnon de route, o putativo pai dos pobres, dos velhinhos, dos pensionistas, dos polícias e dos submarinos, o maior demagogo que apareceu no país após o 25 de Abril, o jornalista e reputado evangelizador Paulo Portas. Pois se a demagogia pagasse imposto, o maior contribuinte deixava de ser Herman José para passar a ser o líder do CDS.

 

E a mesma receita aplicada aos dirigentes do BE e do PCP faria com que estes mentores dos amanhãs que cantam (e meticulosos revisores históricos das noites estalinistas que dizimaram milhões de inocentes proletários e agricultores, comunistas, socialistas, democratas, independentes, católicos, ateus, islamitas, budistas, pretos, brancos, mulatos, amarelos, etc.) fossem obrigados a recorrer a empréstimos bancários que, estamos em crer, teriam dificuldade em obter, quer pela pouca credibilidade financeira, quer por causa dos incipientes negócios a que se dedicam.

 

Sim, nós sabemos que tal estratégia não resolvia toda a crise mas lá que tapava uns buracos, isso é mais que certo.

 

E como já quase todos pagaram a crise (os ricos, os pobres, os remediados, os burgueses, os funcionários públicos, os agricultores, os operários, os militares, os socialistas, os sociais-democratas, eis chegada a vez de os portugueses reclamarem aos comunistas que é chegada a sua vez.

 

Francisco Lopes, o candidato do PCP à Presidência da República, firmou que “país comunista não há nenhum no mundo. Nem nunca houve.” Partindo desse pressuposto, apelamos ao senhor deputado para que obrigue o seu partido a criar aqui em Portugal o primeiro país comunista do mundo. Nós que já demos novos mundos ao mundo podemos vir a criar o primeiro país comunista do planeta. E como vamos partir do zero, tudo é possível.

 

Agora que o país que dizem tanto amar está a tocar no fundo torna-se necessário que os marxistas-leninistas, com o seu espírito de missão, se instalem no governo para, de uma vez para sempre, provarem aquilo que valem. Eu sei que o problema será tirá-los de lá. Mas as situações desesperadas exigem soluções radicais. Prova disso é o incrível facto de Timor Leste se ter disponibilizado a comprar parte da dívida pública portuguesa. E outra prova, menos significativa é certo, mas mesmo assim paradigmática, é a intenção da China comunista mostrar apetência por adquirir títulos da dívida nacional.

 

E não são necessárias mais provas para evidenciar aquilo que afirmamos. Apenas o comunismo está em condições de salvar o nosso país.  Só os militantes do PCP estão em condições de convencerem os seus camaradas chineses a emprestarem-nos dinheiro. Urge proporcionar-lhes a oportunidade. Lá diz o nosso querido povo, que eles, mais do que ninguém amam e defendem: a ocasião faz o ladrão.

 

 

PS – Para executivos: Nunca se esqueçam que um fato deve assentar perfeitamente nas mangas, costas e calças. Tenham sempre em atenção que as bainhas devem bater na sola do sapato, sem que sobre tecido enrugado em baixo. Pormenor a ter em conta: use gravatas elegantes e discretas, fuja das espampanantes como Portugal foge do FMI. Pode, de vez em quando, optar pelas golas altas. Acompanhe tudo isto com perfume Bleu de Chanel, relógio Jumping Hour da Baume & Mercier, pasta cinza em pele Furla… e à crise chame um figo. Os comunistas que a paguem se forem os tais homens de coragem que tanto apregoam.

 

 

 

 

 

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