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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

30
Nov10

Pedra de Toque - O Teatro em Chaves II

 

 

 

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O Teatro em Chaves II

 

 

 

 

Em crónica recente falámos de teatro, e do gosto e interesse manifestados pelas gentes de Chaves por esta eterna forma de expressão artística.


Resumidamente contamos das realizações teatrais do início do século até aos anos cinquenta.


Para o efeito colhemos religiosamente elementos na memória fresca de muitos jovens de oitenta e mais anos que recordaram grandes espectáculos roídos de saudade.


Ficaria no entanto bastante incompleto este retrato sobre o teatro em Chaves se não referíssemos o que de importante se fez de 1955 a 1975/76.


Após um curto período de letargia, um jovem professor que aqui leccionou durante dois anos no liceu – José Manuel Mendes – lançou a semente das letras e das artes (o que é dizer da cultura), num grupo de jovens estudantes.


Nasceu deste modo uma pequena tertúlia que, a par das matérias exigidas por programa, discutia problemas, entusiasmando-se com a leitura de obras válidas. Surgiram então alguns recitais de poesia, apresentados por jograis, novidade na forma de dizer poemas.


Procurou-se, a partir daí, o aproveitamento das tradicionais récitas do Liceu e da Escola para, na segunda parte dos espectáculos, se apresentarem peças em um acto de autores de qualidade.


E assim apareceram nos anuais saraus peças como “Antígona” de Anouilh numa versão do grande e saudoso António Pedro ou “O Óleo” de Eugene O’Neill, representadas com muito êxito e com grande adesão por parte do público.

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Surgiu posteriormente o Grupo de Teatro dos Canários que exibiu no Cine-Teatro “A Gota de Mel” de Leon Chancerel e “O dia seguinte” de Luís Francisco Rebelo.


Na Sociedade Flaviense “representou-se” poesia e fez-se uma teatralização do célebre conto de Domingos Monteiro “A Ladra”.


Com a receita a reverter para as obras de reconstrução da Igreja Matriz, um vasto grupo de pessoas das mais diversas idades e estratos sociais, levaram à cena na casa de espectáculos da cidade, com lotações esgotadas as peças “Frei Luís de Sousa” de Almeida Garrett e “O Processo de Jesus” do italiano Diego Fabri.


Dado o agrado manifestado pelo público, estes espectáculos repetiram-se.


Voltemos aos Canários para lembrar um outro espectáculo exibido em mais de meia dúzia de sessões no teatro da Rua do Correio Velho na nossa cidade e depois noutras localidades, fruto de uma criação colectiva de vários amigos, entre os quais eu me incluía e a que demos o nome “O FUTURO PERTENCE AO POVO”.


Texto naturalmente comprometido com o momento político que se vivia na época, mas que resultou num espectáculo com música, também com poesia, que mereceu entusiasmo, adesão e aplauso dos muitos que a ele assistiram.


Não deixaremos de voltar a este tema, porque foi sempre importante para os flavienses.

 

 

 

A. Roque da Costa

 

 

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