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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

15
Dez10

Notícias

 

 

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ACISAT de parabéns pelo 123º aniversário

Cerca de 200 pessoas marcaram presença este sábado (11 de Dezembro), no Forte de S. Francisco (Chaves), em mais um aniversário da ACISAT - Associação Empresarial do Alto Tâmega que completou 123 anos de vida.

Uma data que, tanto direcção, colaboradores, amigos e associados não quiseram deixar passar em claro, e mesmo em tempo de crise não se “poupou” na boa disposição.

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O jantar comemorativo foi antecedido por um conjunto de acções nas quais a ACISAT se encontra envolvida com empresas e empresários, tendo-se realizado a sessão de encerramento do projecto “Dinamizar”; a sessão solene de assinatura de contratos da “Iniciativa Formação para Empresários” e a entrega de Diplomas a formandos de Chaves e Valpaços dos cursos EFA que viram recentemente concluída a sua formação.

E é precisamente na formação que esta associação quer continuar a apostar. A crer nas palavras do presidente da ACISAT, João Miranda Rua «a formação tem sido uma grande aposta nos últimos anos, contribuindo para uma sociedade mais formada, e ao mesmo tempo, empreendedora e geradora de oportunidades de emprego».

Fundada em 1887, a ACISAT tem como área de intervenção geográfica o Alto Tâmega, que engloba seis concelhos (Chaves, Valpaços, Montalegre, Vila Pouca de Aguiar, Boticas e Ribeira de Pena).

Consciente do importante papel que cabe às Associações na modernização do tecido empresarial, esta Associação tem tido um papel «preponderante», sublinhou aquando do seu discurso, João Miranda Rua que está à frente dos destinos da mesma com espírito de missão, afirmando que «tem sido uma grande responsabilidade honrar esta casa com tantos anos».

Mas nem os tempos difíceis que se avizinham fazem «baixar os braços» da direcção na senda do percurso que vem desenvolvendo em prol da actividade económica da região.

 

 

Orçamento de Câmara para 2011 aprovado com votos contra do PS

 

O Orçamento de Câmara para 2011 foi aprovado por maioria na assembleia municipal, realizada na passada quarta-feira. Ainda assim, houve nove votos contra do PS e quatro abstenções. Socialistas apontam que documento é “completamente afastado da realidade” e obras vão ficar no papel

 

O Orçamento da Câmara Municipal de Chaves para 2011, apresentado pelo executivo social-democrata, foi aprovado por maioria na assembleia municipal, realizada na passada quarta-feira, 15 de Dezembro, no Centro Cultural de Chaves. Ainda assim, nove deputados do Partido Socialista votaram contra e houve quatro abstenções (duas do PS e duas do CDS-PP). Para os socialistas, este plano orçamental, que se manteve num total de 63 milhões de euros, é “irreal” no actual contexto de recessão económica.

 

Para o deputado socialista Jorge Barros, este é “um documento completamente afastado da realidade” e da evolução da situação económica do país, já que não acredita que a Câmara de Chaves consiga obter receitas na venda de lotes do parque de actividades e plataforma logística, bem como na venda do antigo matadouro e escolas desactivadas nas freguesias do concelho, como está previsto no Orçamento. Mesmo mantendo a aposta em obras co-financiadas a 80% por fundos comunitários, a autarquia terá sempre de contribuir com uma fatia financeira, salientou o deputado. “O rol de obras inscritas [no Orçamento] não são para cumprir”, concluiu o deputado do PS António Almeida.

 

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Esclarecendo ser “legítimo” inscrever receitas no orçamento que não é certo se vão ser obtidas, o presidente da Câmara da Chaves, João Batista, rejeitou as acusações de falta de transparência e excesso de optimismo, referindo tratar-se de “aceitar a realidade”, já que ao longo dos anos a autarquia nunca obteve menos de 30 milhões de euros em receitas e calcula os gastos com base nesse montante, admitindo contudo outras possibilidades de receitas. “Se o crescimento económico que o Governo prevê para 2011 se realizar, então conseguiremos executar as obras previstas”, tais como as previstas no projecto de regeneração urbana Mais Chaves, a Fundação Nadir Afonso, o Museu das Termas Romanas, o Balneário de Vidago, atirou o autarca.

 

A bancada socialista criticou ainda a redução de transferências de verbas para as juntas de freguesias. “Como será possível às juntas chegarem aos cidadãos se não lhe transferem verbas?”, questionou ainda o deputado socialista. Por seu turno, João Batista voltou a frisar que haverá mais intervenções directas da autarquia. Já o deputado Manuel Cunha, do PCP, alertou a autarquia flaviense para a necessidade de um “plano C” em 2011, devido ao agravamento geral da situação económica do país.

 

Sandra Pereira

 

 

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15
Dez10

Contos

 

 

 

Do destino dos papagaios pornográficos

 

 

Junto ao canto estava um papagaio. Junto ao papagaio estava um vaso. Junto ao vaso estava outro. O papagaio estava numa gaiola a rasgar folhas de jornal com o bico. Estava triste o papagaio. Noutro local também lá estava um papagaio dentro duma gaiola. Este não rasgava folhas de jornal, limitava-se a olhar para quem passava como quem esbulha sementes com o bico. Estava triste o segundo papagaio. Numa praça estavam vários marroquinos a vender ventoinhas, cintos, perfumes e, também, filmes pornográficos piratas a homens de meia-idade. Estavam tristes os marroquinos e tristes também estavam os homens de meia-idade que compravam filmes pornográficos piratas aos marroquinos. Mais a sul vários emigrantes apanhavam sombra junto ao rio sentados em cadeiras de plástico, comendo tremoços, amendoins e bebendo cerveja fresca. Estavam também tristes os emigrantes, estavam tristes os tremoços, estava triste a cerveja e as cadeiras de plástico e os amendoins. Estava triste a relva e os pássaros e, até, o verde das árvores das margens. Estavam tristes as margens. As duas. No rio pedalavam turistas nas gaivotas, enquanto deslizavam nas águas turvas do T. Estavam tristes os turistas, estavam tristes as gaivotas, estava triste o rio, estava triste a tarde. Na varanda duma rua estreita uma mulher gritou que já não conseguia aguentar mais a monotonia semântica das molas da roupa. Estava triste a mulher. Estava triste a varanda. Estavam tristes as molas e a roupa e a monotonia também estava triste, de uma tristeza redundante, rígida, hiperbólica. Triste também ficou o grito da mulher. Mas de nada lhe valeu. O grito extinguiu-se sem destino. Os gritos não têm destino.

 

João Madureira

 

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