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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

16
Dez10

Notícias

 

 

 

 

 

Instalações do jardim-de-infância de Santa Cruz cedidas à Associação de Paralisia Cerebral de Vila Real

 

A partir de Janeiro, a Câmara Municipal de Chaves vai ceder as instalações do jardim-de-infância de Santa Cruz, desactivado na sequência da reorganização escolar, à Associação de Paralisia Cerebral de Vila Real

 

Em Janeiro, a Associação de Paralisia Cerebral de Vila Real (APCVR) terá uma delegação em Chaves instalada no jardim-de-infância de Santa Cruz. A decisão da cedência do espaço, desactivado após a transferência do pré-escolar para o novo Centro Escolar Santa Cruz-Trindade, foi anunciada pela vereadora da acção social da Câmara de Chaves, Maria de Lurdes Campos, no Dia da Criança com Paralisia Cerebral, assinalado na passada sexta-feira, 10 de Dezembro, na Escola Superior de Enfermagem de Chaves, com debates sobre diagnóstico e apoios existentes e com a realização de actividades lúdicas para crianças portadoras da deficiência.


Para a vereadora municipal, o jardim-de-infância de Santa Cruz tem “instalações muito dignas” para serem ocupadas pela APCVR, que assim poderá“dar melhor assistência às crianças e jovens de Chaves, que têm de se deslocar a Vila Real diariamente ou semanalmente para fazer a reabilitação”. Sobre a escolha, Maria de Lurdes Campos explicou que esta é “uma associação com respostas muito específicas [no apoio à deficiência], nomeadamente na fisioterapia, na terapia da fala… Estas valências terapêuticas são muito importantes no contexto de trabalhar em rede com as associações que existem” no concelho. “Temos a convicção que estando cá [a APCVR], poderemos colocar mais beneficiários e aproveitar os seus recursos”, rematou a vereadora.

 

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“Sabemos que vai ser o início de alguma coisa. Em Vila Real, começámos numa garagem muito pequenina e hoje temos um edifício já muito simpático com uma cobertura grande de clientes. Em Chaves, a história vai rezar a mesma coisa. Vai começar numa escolinha, mas a ideia não é parar por aqui e continuar a desenvolver a área da paralisia cerebral”, congratulou-se Cláudia Carvalho, técnica de Serviço Social da APCVR. O “plano de ataque” da associação, que vive de verbas do Governo e donativos, já está a ser traçado para arrancar no primeiro mês de 2011 e vai incluir adequações de estruturas da antiga escola e a transferência de parte dos recursos logísticos de Vila Real para a cidade flaviense. “Não queremos duplicar serviços, mas investir em coisas que não existem para tentar diversificar respostas”, explicou.


O espaço já era há muito desejado, mas Cláudia Carvalho ainda não arrisca no número de pessoas que poderá acolher. “Existe a necessidade de intervenção em Chaves. As vias de acesso a Vila Real estão melhores, mas continua a ser um peso grande para as crianças terem que levantar-se às seis da manhã para se deslocarem até uma sessão de fisioterapia”, sublinhou a técnica, acrescentando que os concelhos vizinhos de Montalegre, Boticas e Vila Pouca de Aguiar também vão sair beneficiados com esta nova instalação.


“Às vezes também fico doente, mas não posso deixar o meu filho sozinho”


A principal aposta da instituição em Chaves vai assentar no investimento precoce e na intervenção primária nas crianças dos 0 aos 6 anos, de modo a atenuar o impacto da deficiência, já que “o diagnóstico é extremamente difícil em crianças pequenas”, destacou Cláudia Carvalho. Outra aposta será a inserção profissional, onde falta desenvolver a sensibilidade dos empregadores para a eficácia de uma pessoa com paralisia cerebral no trabalho.


A paralisia cerebral resulta de uma lesão cerebral que atinge o cérebro durante o período de desenvolvimento, provocando uma perturbação do controlo da postura e movimento. Nos casos mais complexos, a criança não consegue andar e falar, o que a torna dependente de outros para realizar actividades do dia-a-dia. É o caso de Ricardo, que está prestes a cumprir 24 anos e sofre de paralisia cerebral profunda. Com a mãe, Lucília Morais, foram uma das 17 famílias a estrear as instalações do núcleo regional de Vila Real da Associação de Paralisia Cerebral em 1991. Antes, eram obrigados a rumar até ao Porto.


Lucília Morais não podia estar mais feliz e “ansiosa” com a abertura do centro em Chaves. “Acho que isto foi a melhor ideia que tiveram para nos ajudar e para estarmos todos bem”, considerou À Voz de Chaves. “Às vezes, também fico doente, mas não posso deixar o meu filho sozinho… Não tenho ninguém a quem recorrer. Na associação, convive com os meninos. Passa melhor ele e passo melhor eu”. A associação de Vila Real, que oferece apoio técnico precoce, reabilitação, centro de actividades ocupacionais, serviço de apoio domiciliário, centro de recursos para a inclusão e actividades de recreação e desporto, paga oito horas semanais a uma assistente social para ajudar Lucília a cuidar de Ricardo. Apenas uma gota num mar de barreiras, onde as listas de espera superam sempre os lugares existentes nas instalações de apoio e onde a cadeira de rodas mais básica chega a custar 16 mil euros.


Sandra Pereira



Autarquia de Chaves aprova Regulamento de Apoio ao Associativismo


Novo regulamento define normas e condições dos apoios a atribuir pela câmara aos clubes e colectividades desportivas, culturais e recreativas sedeadas no concelho.


A Câmara Municipal de Chaves já tem definido um Regulamento de Apoio ao Associativismo, que estabelece a atribuição de subsídios a clubes, associações desportivas, culturais e recreativas. O referido regulamento foi aprovado na última reunião de Câmara, no passado dia 6, encontrando-se actualmente em fase de consulta pública (por um período de 30 dias) para recolha de sugestões e/ou observações, podendo ser consultado nas Juntas de Freguesia, Câmara ou no site www.chaves.pt


Com este regulamento, a Câmara pretende criar um mecanismo regulador, com o objectivo de estipular de forma clara e concreta, as regras de apoio aos projectos de desenvolvimento desportivo, cultural e recreativo, apoiando assim nomeadamente o funcionamento e desenvolvimento da actividade regular, a organização e realização de actividades pontuais/especiais, a construção/beneficiação de instalações, bem como a aquisição de veículos de transporte.


De referir igualmente que o presente Regulamento dá concretização aos objectivos propostos no Plano de Prevenção de riscos de gestão, incluindo os de corrupção e infracções conexas da Câmara, em vigor no concelho desde Dezembro de 2009.

 

Redacção


Eurocidade aposta na criação de Directório Comercial


A Eurocidade Chaves-Verín está empenhada na criação de uma Fronteira Comercial Aberta, que visa promover e aumentar as opções de compra dos eurocidadãos, assim como tornar mais atractiva a região para os visitantes, criando espaços de compra e lazer.


A Eurocidade Chaves-Verín, através dos seus Municípios e em colaboração com a AEVER (Asociación de Empresarios e Empresarias de Verín), a ACISAT (Associação Empresarial do Alto Tâmega), ProCentro (Associação de Promoção do Centro Urbano de Chaves) e Câmara de Comercio de Ourense, criou o Directório Comercial da Eurocidade, com informação completa em diferentes idiomas, de todos os estabelecimentos comercias e de serviços existentes na zona. O seu acesso por tipo de serviço facilita a sua exploração por meios interactivos, através do site da Eurocidade.


A Eurocidade convida os comerciantes/empresários a participarem de forma activa na iniciativa, através da sua inscrição gratuita no Directório Comercial que se localiza no seu site: www.eurocidadechavesverin.eu

 

Para registarem o seu estabelecimento comercial ou serviços, os interessados podem descarregar o formulário que se encontra disponível no referido site e enviar ao email: gat.mjoserivero@eurocidadechavesverin.eu ou inscrever-se no Gabinete de Apoio Técnico localizado no Concello de Verín ou no Edifício Polis, Ladeira da Trindade, nº17, em Chaves.

 

Redacção


Onda de assaltos preocupa comerciantes

 

Na semana passada, uma onda de assaltos na zona do Mercado Municipal trouxe prejuízos a cafés e restaurantes da zona.

 

De dia 3 para dia 4 de Dezembro, uma Churrascaria no Mercado Municipal, foi assaltada. Os assaltantes partiram o vidro da porta, ao que tudo indica com um paralelo, e levaram bebidas, máquinas com chocolate, destruíram o telefone, levando as moedas, bem como tabaco, estragando a máquina.


António Silva, dono do estabelecimento, explica que os assaltos já são coisas habituais, tendo já visto a sua montra grande da churrascaria partida e também a janela da cozinha, por onde já entraram.

 

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No mesmo edifício, mas do outro lado, e uns dias mais tarde, mais uma vez o café “O mimo” foi visitado pelos assaltantes, numa situação que já se tornou hábito. As formas de entrar à socapa já foram muitas, como arrombamento de portas e quebra de janelas, mas das duas últimas vezes, com uma diferença de 15 dias, os larápios entraram sem fazer grande barulho, fazendo um pequeno buraco no vidro.


“Roubam sempre tabaco e levam sempre as moedas que ficam na caixa registadora. Desta última vez levaram uma máquina de chocolate”, explica Sandra Carvalho, adiantando que ao todo já sofreram 14 assaltos, estimando que em cada visita dos amigos do alheio, só em tabaco, os prejuízos podem chegar a 500€.


Um pouco mais distante, mas ainda na zona, o café “O nosso café” também sofreu na semana passada uma visita indesejada. “Felizmente os prejuízos foram relativamente poucos. Chegamos de manhã e vimos a porta arrombada”, conta Fernando Rito, explicando que os assaltantes estariam à procura de trocos, pois levaram apenas moedas.


Sem soluções à vista


Com três assaltos nos últimos dois meses, a situação fica cada vez mais difícil de sustentar para o café “O Mimo”. “Pensamos em fechar as portas, porque isto revolta”, afirma Sandra Carvalho.


Sem grandes soluções para a Churrascaria , António Silva considera que “a câmara deveria fazer alguma coisa”. “Era preferível um alarme em vez do guarda-nocturno”, atira. De resto, nem com um guarda-nocturno a vigiar no Mercado Municipal se têm evitado os assaltos.


“Nós tomamos sempre medidas, mas não adianta nada”, acredita Fernando Rito, explicando que se reforçam as portas e as janelas, mas acaba por ser inútil quando os ladrões querem roubar.


Diogo Caldas



Mais notícias em http://diarioatual.com

 


16
Dez10

O Homem sem Memória (24) - Por João Madureira

 

 

 

Texto de João Madureira

Blog terçOLHO

 

24 – O guarda Ferreira costumava demorar muito até se decidir ir para casa. Preferia de longe escutar os amigos dos copos a dissertar sobre nada e sobre coisa nenhuma, do que ouvir os impropérios da mulher sempre a criticar-lhe a inclinação pelo vinho e pelo cigarro na companhia de bêbados e debochados, em vez de estar em casa a jantar com a família. A mãe do José era uma mulher conflituosa, possessiva, de relação difícil. Para ela, quase todas as mulheres eram putas. Especialmente as mais novas e bonitas. Todas as semanas arranjava ao marido uma nova amante. E insinuava que era essa a principal razão porque não gostava de ir para casa fazer companhia aos seus, comer a comida que ela preparava no pote, aquecer-se à lareira, ensinar as contas aos filhos e rezar o terço antes de irem para a cama.


Mas o guarda Ferreira demorava sempre o tempo de mais um copo e de dois ou três cigarros antes de se decidir ir para casa. O José também se deixava ficar ali na modorra a ver a televisão, a comer um bolo e a beber um Sumol. Estava visto que nenhum dos dois apreciava os jantares em família. E como quase todas as noites a sua mãe lhes pregava um sermão, a um porque só bebia e fumava e a outro porque não estudava e era incapaz de ir buscar o seu pai e trazê-lo para casa a horas de cear; tanto o guarda Ferreira como o seu filho não se moderavam em adiar sempre mais um pouco a hora de recolher.


Muitas vezes, antes de chegar a casa, o pai do José amparava-se na esquina da casa do Padre Zé e vomitava o vinho que tinha bebido. Depois sentava-se num muro que havia por ali perto e fumava mais um cigarro. Falava pouco com o filho, mas apreciava a sua companhia, porque o José não o censurava, nem sequer com o olhar. Por vezes, pai e filho olhavam para o céu estrelado. Nessas alturas o guarda Ferreira fazia sempre o mesmo comentário: há tantas estrelas no céu, meu filho, que até dá que pensar qual a razão da nossa existência. Então José olhava para o rosto do pai, sempre um rosto triste, e murmurava: pois é pai, a vida é fodida. Com um sorriso nos lábios, o guarda Ferreira perguntava ao filho onde tinha aprendido pensamentos tão profundos e a dizer asneiras na presença de um guarda-republicano.


Custava-lhes sempre ir para casa. Mas os últimos metros eram uma autêntica via-sacra. Abriam o portão a custo, atravessavam os dez metros do pátio como quem transporta um saco de batatas às costas, subiam as escadas como se elas os levassem à forca, abriam a porta de casa como se fosse a da prisão e por fim lá descortinavam a mãe, a temida Dona Rosa, como se fosse uma loba no cio, a rosnar de raiva, a ameaçar e a ferir os seus com palavras cruas e duras. Por vezes fazia que desmaiava, pretextando um ataque nervoso. Punha tudo em sobressalto: filhos, marido, vizinhos e até o cão. O Leão era o único que ainda se surpreendia com o teatro que ela protagonizava, o pobre inocente. O cão era-lhe fiel e dedicado. Ela batia-lhe muito, em excesso. Aquela mulher fazia tudo com excesso. Batia no Leão com uma vergasta. E ele, que era um cão possante, apanhava a porrada sem se mexer, gania como que a pedir desculpa, e, no fim, chorava, ia lamber-lhe as mãos e deitava-se aos seus pés, como que a protegê-la. O Leão era, por isso, o único que recebia o carinho da mãe do José. Talvez porque o tratamento resultava no cão, ela estendia-o aos filhos para ver se obtinha o mesmo resultado. Ao marido, na impossibilidade física de o fustigar com a chibata, vergastava-o com palavras azedas, sujas, impróprias de uma mãe e mulher.


25 – Um dia, tendo o guarda Ferreira chegado a casa para almoçar depois de uma manhã extenuante de perseguição a contrabandistas de Vilar de Perdizes, encontrou a porta fechada à chave. Um pouco mais tarde, vindo da escola, chegou o José. O pai perguntou-lhe pela mãe(...)

 

(continua)

 

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