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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

14
Jan11

Notícias


 

 

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GD Chaves com pedido de insolvência

 

Dia 18 deste mês realiza-se nova assembleia-geral extraordinária de sócios, numa altura em que Mário Carneiro voltou a demonstrar a intenção de abandonar a gestão do clube, e os capitães do plantel sénior alertaram para salários em atraso e dificuldades dos jogadores. Entretanto, Sérgio Jorge, antigo jogador do Desportivo fez um pedido de insolvência do clube.

 

Clube vive momentos difíceis dentro e fora das quatro linhas


O antigo jogador do Chaves, Sérgio Jorge, emprestado ao clube pelo Vitória de Setúbal na época de 2002/2003 fez um pedido de insolvência do Grupo Desportivo de Chaves por dívida não paga ao jogador.


O jogador lesionou-se ao serviço do clube ficando impedido de jogar futebol, mas os dois clubes, Chaves e Setúbal, imputaram responsabilidades um ao outro e o caso foi resolvido pela justiça. Em dúvida estava o facto de o jogador estar ou não já lesionado quando chegou a Chaves.

 


Numa primeira instância, o clube flaviense foi absolvido, mas, mais tarde, acabou por ser condenado pelo Supremo Tribunal de Justiça ao pagamento de uma pensão vitalícia no valor de 483 mil euros.


No final da partida que resultou num empate a zero bolas entre o Chaves e o Pontassolense os três capitães do Grupo Desportivo de Chaves compareceram na sala de imprensa do Estádio Municipal de Chaves. Alertando para os salários em atraso, o plantel flaviense pede a ajuda da cidade para que o clube possa sobreviver.


“Estar aqui e só exigir dos jogadores e não compreender o que eles passam é demais” – Luís Miguel


“Costumo dizer que eu amanhã de certeza absoluta não acordo com 80 kg, porque as coisas não são de um dia para o outro, vão acontecendo”, reagiu assim à situação do clube Luís Miguel, treinador dos flavienses, reclamando que para que as coisas saiam bem, é preciso que o básico esteja bem.


“Para que as coisas corram bem, sabemos de antemão que é preciso o mais básico, que são os ordenados, a vida dos jogadores toda em dia, que é para eles poderem aguentar a pressão dos sócios, a pressão de querer ganhar. Mas agora há a pressão da família, a pressão dos filhos, a pressão das contas, a pressão dos bancos e isso são pressões, que destabilizam completamente a maneira de treinar de encarar o jogo. As pessoas não se lembram que isso é extremamente importante”, confessou o treinador.


Usando até uma alusão ao treinador José Mourinho, o técnico Luís Miguel explicou a importância que o psicológico tem. “Se Mourinho mandou um jogador para passar dois dias com a namorada, ele sabe que isso é importante para o jogador poder render, não estamos a falar de coisas que são essências à vida como aqui, que é o caso de comer. As pessoas quer queiram quer não isso tem influencia”, atirou, desabafando: “Às vezes estar aqui e só exigir dos jogadores e não compreender o que eles passam é demais”.


O grupo de trabalho merece assim uma atenção especial de Luís Miguel. “O espírito é bom, este grupo de trabalho é excelente e tem encarado as dificuldades de uma maneira maravilhosa”, contou. “Esta situação não se passou de um dia para o outro, é uma situação que se tem vindo a agravar e que está a tomar proporções que são insustentáveis e, por isso, o desabafo dos jogadores”, concluiu Luís Miguel.


Nova assembleia extraordinária é dia 18


Dia 18 de Janeiro, terça-feira, há nova assembleia-geral extraordinária de sócios e mais uma vez Mário Carneiro demonstrou a intenção de abandonar a gestão do clube. A assembleia tem como ponto único a análise do momento do clube e a resolução do problema directivo.

 

Diogo Caldas

 


 

 

 

Jovem flaviense reaviva arte de entalhar

 

O dom de Leonel Aguieiras já é reconhecido entre as gentes da sua aldeia, Bobadela, mas o jovem artesão mostra-o ao público pela primeira vez na Sala Multiusos do Centro Cultural de Chaves, até 22 de Janeiro.

 

Com apenas 19 anos, Leonel Aguieiras descobriu um dom que se transformou numa paixão e num rumo para a sua vida. Quando pega numa simples tábua de madeira de castanheiro, começa a trabalhá-la minuciosamente. Ao longo de várias horas, define-lhe uma imagem, dá-lhe relevo e confere-lhe beleza. É a conhecida arte de entalhar madeira, uma habilidade manual altamente especializada e transmitida ao longo das gerações de pai para filho ou para poucos aprendizes, que foi perdendo protagonismo face à pedra.

 

 

 

 

 


Depois do reconhecimento alcançado entre as gentes da sua aldeia, Bobadela, no concelho de Chaves, o jovem artesão expõe pela primeira vez a sua “arte de entalhar” na Sala Multiusos do Centro Cultural de Chaves até 22 de Janeiro. Porque decidiu reavivar a ancestral arte de entalhar? “Ia sempre a feiras de artesanato, sempre gostei da madeira. Comecei a inspirar-me nisso e a esculpir”, conta Leonel Aguieiras. Foi em 2007, e de forma totalmente autodidacta.


Entretanto, já vendeu três trabalhos, mas agora espera que o seu talento sensibilize mais pessoas, conta o jovem, que já não estuda para se dedicar de corpo e alma à sua minuciosa arte, cuja maior exigência é mesmo a paciência. “Gosto mesmo disto, quero continuar e fazer exposições para que as pessoas conheçam cada vez mais as minhas obras”, afirma. Contudo, não coloca de parte a hipótese de cursar Belas Artes a nível universitário, mesmo que as gentes de Bobadela o aconselhem a “não aprender com ninguém”.

 

De brasões de cidades ou clubes futebolísticos aos santos padroeiros das freguesias do concelho de Chaves, são muitos os temas que inspiram Leonel Aguieiras. “Uma obra demora no mínimo 13 dias, no máximo três semanas. O que eu gosto mais são as caricaturas de pessoas e o tema religioso porque tenho muita fé!”, explica. E caricaturas não faltam nesta primeira mostra, desde A do cantor Zeca Afonso ao revolucionário argentino Che Guevara, de charuto na boca. A oportunidade de expôr num espaço municipal surgiu através da Chaves Viva e, de 28 de Janeiro a 6 de Fevereiro, as “tábuas” de Leonel Aguieiras estarão patentes na Galeria Maria Priscila, em Vidago.


Sandra Pereira

 

 

 

 

 

Cavaco Silva recebido em Chaves por dezenas de apoiantes


O recandidato à Presidência da República, Cavaco Silva, esteve esta quinta-feira, 13 de Janeiro, em Chaves a almoçar com os militantes sociais-democratas da região e distribuiu cumprimentos e sorrisos numa arruada que foi até meio da Rua de Santo António

 

No almoço-comício, que decorreu no auditório do Hotel Aquae Flaviae repleto de militantes do PSD, o candidato à Presidência da República, Cavaco Silva, insistiu numa vitória à primeira volta no próximo 23 de Janeiro, recordando a sua passagem na campanha há cinco anos, onde teve em Chaves “a convicção de que iria ganhar e à primeira volta”.

 

 

 

 

 


Chaves tem vindo a afirmar-se como um pólo de desenvolvimento regional”, afirmou o presidente e recandidato, destacando a qualidade dos produtos locais, como o presunto e os enchidos. Cavaco Silva elogiou ainda os autarcas locais que se têm assumido “cada vez mais como agentes de desenvolvimento económico”. Após o almoço, o candidato presidencial foi recebido com grande entusiasmo por dezenas de apoiantes no Largo do Anjo e distribuiu cumprimentos num breve percurso até meio da Rua de Santo António.


Durante a manhã, Cavaco Silva foi recebido por umas dezenas de pessoas na Praça do Município, em Valpaços, onde pediu ao povo que oiça os apelos do padre para “exercer o direito” de votar.


S.  P.

 

 

 

 

 

Caiu na Ponte Romana e acabou por morrer


Um homem com cerca de 32 anos faleceu hoje, dia 13 de Janeiro, na Ponte Romana em Chaves. As causas da morte são ainda desconhecidas.


O incidente aconteceu por volta das 20h15, quando “Garrano”, como era conhecido, caiu na Ponte Romana, tendo sido chamado ao local o INEM para socorrer a vítima. Apesar da assistência médica, o homem acabou por falecer no local.

 

 

 

 


Este falecimento surpreendeu amigos, moradores e comerciantes da Madalena, e não só. Contou quem viu a vítima, que “Garrano” estaria a vomitar sangue, antes de cair na ponte. O falecido teria nos últimos tempos problemas pulmonares, contou ainda uma pessoa próxima.


Na Ponte Romana, estiverem além do INEM a Polícia de Segurança Pública de Chaves, e foi ainda realizada peritagem no local.


Diogo Caldas

 

 

Mais notícias em http://diarioatual.com

 


 

 

 

14
Jan11

Discursos Sobre a Cidade - Por José Carlos Barros


 

 

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Nenhum de nós era capaz

 

um texto de José Carlos Barros

 

 

Nenhum de nós era capaz de confessar que a jeropiga sabia a petróleo. Nenhum de nós

deixava transparecer nos músculos do rosto a contracção quase irreprimível que não

chegava a exercer-se por um esforço de vontade e ocultação do sabor do licoroso vinho/

 

pior que a varinhas enferrujadas de cofragem. Era quando esperávamos no Farragacho a

camioneta da carreira de Chaves às Boticas. Recordo com esse distanciamento próximo

das fotografias a sépia o estaminé a que a designada requalificação urbanística deu

sumiço a meio do que haveria de deixar de ser (assim é o tempo) um extremo quase

metido lá dentro/

 

do Bairro Vermelho. Bebíamos jeropiga para sermos homens sem o sermos ainda nesse

fabuloso estabelecimento também conhecido se bem me lembro por Malgudo onde se

vendia o Comércio do Porto e havia uma salinha de anexo afeita entre outras tantas

coisas ao sete e meio/

 

batido durinho nas mesas. A minha vida são hoje tão poucas coisas quando telefono aos

amigos e recordamos a jeropiga que sabia a petróleo e provavelmente não era tão má

como imaginámos e nunca confessámos bebendo-a ainda crianças a querer ser homens/

 

que lembro como um milagre essas horas à espera da camioneta da carreira num

edifício de memória algures entre o Jardim do Bacalhau e o salão imenso dos bilhares/

 

a caminho do Santo Amaro.

 

 

 

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