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Este fim-de-semana os “Sabores e Saberes” tradicionais estão em Chaves
Abre esta sexta-feira a mostra “Sabores e Saberes” de Chaves no Pavilhão Municipal da cidade. Nesta sexta edição, são esperados 30 a 40 mil visitantes à procura de produtos genuínos e… do famoso Pastel de carne.
O presunto, os pastéis de carne, o folar e a couve penca – sem esquecer a louça do barro preto de Nantes – são os produtos que garantem a autenticidade tradicional da mostra “Sabores e Saberes” de Chaves, cuja 6ª edição arranca esta sexta-feira, a partir das 15 horas, no Pavilhão Municipal. Apesar da época de feiras gastronómicas estar no seu auge, o sucesso da mostra flaviense está garantido, acredita o vereador da Câmara de Chaves, Paulo Alves, acrescentando que são esperados entre 30 a 40 mil visitantes durante o fim-de-semana.
Em Chaves, o “rei” da festa é mesmo o Pastel. Entre 120 candidaturas de expositores, foram seleccionados 82, sendo que 10 a 15 são produtores de pastéis. “Tem sido um produto bastante divulgado e procurado a nível do país. Os nossos principais produtores têm tido uma grande procura”, refere Paulo Alves. Visto viverem-se tempos de crise, os produtos hortícolas, como a couve penca e a batata, também vão estar em grande destaque nesta edição.
Para quem quiser deliciar-se no local, o Festival Gastronómico irá decorrer em paralelo numa tenda montada no parque de estacionamento do Mercado Municipal, com cinco tasquinhas. Os milhos e a aletria serão os pratos típicos servidos. Os restaurantes da cidade não vão deixar escapar a oportunidade de associar-se ao evento com pratos regionais como o arroz de fumeiro, o salpicão no borralho ou a feijoada à transmontana.
“Quando tivermos o pavilhão multiusos, a feira terá uma procura muito maior”
Numa mostra cujo carácter distintivo é o “saber fazer”, ou seja, o artesanato local, a “Sabores e Saberes” gerou no ano passado à volta de 300 mil euros e a hotelaria registou uma taxa de ocupação de 80 a 90%. “Através destes produtos regionais e gastronómicos que todos conhecemos: o salpicão, a alheira e o folar que é diferente do de Valpaços…”, os flavienses começam a sentir o cheiro das oportunidades de negócios, acredita Paulo Alves. “Hoje, mais do que nunca, o mercado está mais exigente e se temos um produto de qualidade, há que defender este nicho de mercado. Estou convencido que se os produtos forem certificados, terão uma janela aberta para exportar os produtos”.
Prova disso, tem sido notável o esforço da parte dos concelhos do Alto Tâmega em criar um evento que, a cada ano, chame religiosamente fiéis de todo o país. Em Chaves, o processo de certificação do Pastel e do Folar aguarda actualmente “luz verde” da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, e já está em curso o processo de certificação da couve penca. “Estou convencido que quando tivermos o pavilhão multiusos, a feira terá uma procura muito maior”, acredita Paulo Alves. Até lá, o terreno do futuro pavilhão, em Santa Cruz, está em fase de expropriação e tem conclusão prevista para 2012.
Com um orçamento de cerca de 48 mil euros, a mostra sofreu este ano um corte de 10 a 15%, essencialmente em animação, que este ano está totalmente a cargo da “prata da casa”, e publicidade, embora a organização tenha mantido o cartaz na rede de caixas multibanco da região Norte, que teve 400 mil visitas no ano passado. Hoje, está marcado para as 15h30 o 3º Encontro de Danças e Cantares Tradicionais do concelho, sendo que a animação prossegue até Domingo com folclore, danças e cantares de grupos locais.
Uma vez que a mostra “Sabores e Saberes” teve de ser adiada para este fim-de-semana devido às eleições presidenciais, realizadas no dia 23 de Janeiro, a RTP optou por montar o palco do “Programa das Festas” em Mirandela, já que no ano passado tinha estado em Chaves. Contudo, a feira será apresentada esta quinta-feira no programa da RTP “Praça da Alegria” e é quase certo que a TSF irá emitir, este sábado e em directo, o programa “Terra a Terra” no recinto da mostra.
Sandra Pereira
Novo Agricentro abre portas e cria 10 postos de trabalho
Cerca de 1500 pessoas visitaram o novo Agricentro, inaugurado sábado na Zona Industrial da Cocanha, em Chaves. Trata-se de um investimento que criou 10 postos de trabalho locais e espera facturar um milhão de euros em vendas no primeiro ano de actividade.
Entre clientes, parceiros e convidados, cerca de 1500 pessoas estiveram na abertura do Agricentro, em Chaves, uma loja com cerca de 4 mil referências que opera nos sectores de agricultura, pecuária, jardim, animais de estimação, bricolage e casa e lar. No total, foram investidos cerca de um milhão de euros na 13ª loja do grupo Agridistribuição – a primeira no distrito de Vila Real – e criados 10 postos de trabalho a nível local.
“Esta é uma loja projectada para fazer vendas na casa dos 100 mil euros por mês e, para isso, tem de ter cerca de 250 a 300 clientes por dia”, avançou Nuno Carvalho, presidente do conselho de administração da sociedade local BioChaves, que explora a loja. Mas no primeiro ano de actividade, o grupo espera atingir um milhão de euros em vendas, “um resultado simbólico”, que deverá crescer no ano seguinte.
O grupo Agriloja decidiu instalar-se em Chaves porque “esta zona, em termos agrícola e pecuária, tem mercado. Também encontramos o parceiro certo que é a Cooperativa Agrícola do Norte Transmontano, que já tinha esta estrutura e a ambição de abrir um espaço”, explicou Nuno Carvalho. Para o responsável, a mais-valia do conceito Agricentro, no mercado há mais de 10 anos, é a marca própria e o aconselhamento personalizado, com uma equipa de técnicos agrícolas que acompanham os clientes no campo ou na loja. Haverá ainda uma política publicitária das “mais dinâmicas que existe”, com 18 folhetos promocionais ao longo do ano em todos os segmentos.
Embora admita um “cenário de alguma retenção e cepticismo”, Nuno Carvalho acredita a agricultura transmontana está numa fase de reconversão numa cultura mais intensiva e moderna. “No nosso país, a agricultura sempre esteve muito dependente dos programas estruturais e dos subsídios. [Mas] se olharmos para a cultura da castanha, que há uns anos era marginal, hoje é vista como um meio de subsistência e um negócio interessante”. Daí que haja “uma série de rectificações que vão ser feitas na agricultura, a que estamos atentos e temos soluções”, concluiu.
Embora mais pequeno que o formato “Agriloja” do grupo, por uma questão de densidade populacional, o Agricentro, conta com um espaço de cerca 700m² aberto de segunda a sábado das 9h às 20h. Até 2013, o grupo quer ter 27 lojas em Portugal, planeando inaugurar duas em Bragança e Mirandela.
Sandra Pereira
Enorme onda de solidariedade pelo Igor
Afluência superou as expectativas e os mil Kits foram todos utilizados, ficando ainda muita gente por contribuir e já está marcada nova recolha de amostras de sangue, para dia 5 de Fevereiro nos Bombeiros Voluntários Flavienses, para ajudar o pequeno Igor.
A região esteve em peso para ajudar a salvar o Igor, de 7 anos, comparecendo nos Bombeiros Voluntários de Chaves para a recolha de Amostras de Sangue, na tentativa de encontrar um dador compatível de medula óssea.
Muitos compareceram e muitos ficaram sem poder ajudar pois a afluência foi de tal forma grande que os Kit’s para a recolha acabaram, havendo assim a necessidade de realizar uma nova recolha de amostras.
Dia 5 de Fevereiro, próximo sábado, das 10 às 16 horas quem não pode ajudar desta vez pode comparecer novamente nos Bombeiros Voluntários Flavienses.
Igor Silva, de 7 anos, que sofre da doença – “Síndrome Mielodisplásico” – precisando de um transplante de Medula Óssea. Podem ser dadores todas as pessoas entre os 18 e os 45 anos, e que tenham um peso superior a 50kg.
A sua ajuda pode fazer a diferença.
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