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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

22
Fev11

Notícias


 

 

O grupo Mitorga actuou no Festival En'Fado

 

O Festival En’Fado, que fez as delícias dos amantes da música tradicional portuguesa durante todo o mês de Fevereiro, está quase a terminar. Na próxima quinta-feira, 24 de Fevereiro, o fadista António Laranjeira, que integrou o elenco do musical “Amália” de Filipe La Féria, encerra o mês do fado no auditório do Centro Cultural de Chaves, às 21h30.

 

É no fado tradicional que António Laranjeira se revê e mais gosta de cantar. A sua outra paixão é a poesia que escreve e interpreta nos seus fados, ou oferece a fadistas amigos. Neste concerto, António Laranjeira, natural de Souselo, no concelho de Cinfães, promete cantar temas de grandes compositores de fado, como Armandinho, Joaquim Campos e Alfredo Marceneiro, os três maiores compositores de fado de que há memória, na opinião do fadista.

 

 


 

 

Na quinta-feira passada, o grupo Mitorga voltou a cantar os poemas de Miguel Torga musicados em fado no palco do Centro Cultural de Chaves. Para quem ainda não conhece, os Mitorga são um projecto flaviense, que começou a ganhar corpo em 2007, ano em que foi celebrado o centenário do nascimento do poeta transmontano Miguel Torga. No concerto em Chaves, ofereceram mais do que os sublimes poemas do poeta transmontano, nomeadamente temas conhecidos do fado tradicional. No final do espectáculo, os três artistas que compõem o grupo – Teresa Ventura, Paiva Ribeiro e José Fonseca – disseram que a reacção do público em Chaves “tem sido um crescendo”, mesmo em dias frios como o do último espectáculo na cidade dos flavienses.

 

Sandra Pereira

 

 

 

PCP vai sugerir ao Governo criação de Unidade Local de Saúde integrada no CHTMAD


O grupo parlamentar do PCP vai apresentar na Assembleia da República um projecto de resolução sobre a criação de uma Unidade Local de Saúde do Alto Tâmega, no qual defende a continuidade da integração do Hospital de Chaves no CHTMAD por um período experimental de dois anos. O PCP acusa os outros partidos de terem uma posição “pouco clarificadora” sobre o novo modelo de gestão que defendem para o Hospital de Chaves.

 

“O Hospital de Chaves está hoje muito mais debilitado para ser autónomo do que há quatro anos”, defendeu ontem em conferência de imprensa o deputado do PCP, Manuel Cunha. Na sequência da discussão da petição pública a favor da criação de uma Unidade Local de Saúde (ULS) no Alto Tâmega, que decorrerá na próxima quinta-feira na Assembleia da República, o grupo parlamentar do PCP decidiu apresentar um projecto de resolução ao Governo, que defende o “reforço funcional” prometido em 2007 no Hospital Distrital de Chaves, mas também a continuidade da integração no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD).

 

No documento, o PCP pede a criação de uma ULS do Alto Tâmega, que “manteria níveis adequados de articulação administrativa, financeira, logística, técnica e clínica com o CHTMAD, pelo prazo de dois anos, após o qual se reavaliaria a experiência e se decidiria em conformidade, no sentido de se aprofundarem as autonomias ou de fazer cessar a experiência”. De acordo com Manuel Cunha, “ao fim de quatro anos de integração, todas as decisões saíram do CHTMAD” e os médicos que exercem a profissão em Chaves são contratados pela unidade de Vila Real. Por isso, embora há quatro anos o PCP tenha defendido uma gestão autónoma da ULS, “a desintegração do Hospital de Chaves, numa saída de conflito, não corresponde hoje ao interesse das populações, nem ao dos profissionais que lá trabalham”, considerou Manuel Cunha, acrescentando que seria mesmo “perigoso” no contexto actual de falta de médicos “uma ruptura” com a unidade de Vila Real, pois “quem assegura que eles ficariam a trabalhar em Chaves?”.

 

 


 

 

PCP exige cumprimento de promessas do Governo e articulação com outras unidades de saúde da região

 

Além do “cumprimento do Protocolo assinado [em 2007] entre o Ministério da Saúde e autarquias do Alto Tâmega de resposta imediata às carências de recursos humanos e à ausência de investimentos – caso da remodelação do Bloco Operatório”, o PCP defende ainda a fixação de “formas de articulação com as outras unidades de saúde de cuidados primários e diferenciados da região”, a “concretização, no prazo de 60 dias, das medidas necessárias para o funcionamento de consultas das diversas especialidades existentes em Vila Real no pólo de Chaves”, e ainda a consolidação do “Hospital de Dia“, com a realização de todas as consultas externas em Chaves, de modo a reduzir o número de utentes que actualmente precisa de se deslocar a Vila Real.

 

Outras novidades que constam no projecto de resolução comunista são o desenvolvimento de uma rede de transportes de doentes e profissionais no quadro da CHTMAD e o estudo de outras possíveis valências e áreas a articular na ULS, nomeadamente a criação de um Centro de Alcoologia. Para Manuel Cunha, este projecto de resolução implica alterações na legislação vigente, mas o PCP “lança o desafio”, que “não é assim tão complicado”.

 

Para o deputado comunista, “é muito importante que os autarcas e população mantenham a pressão para que o Governo concretize as promessas que fez” e o PCP está “disponível para todas as tomadas de posições e manifestações para exigir melhores cuidados de saúde para a população do Alto Tâmega”. De resto, os comunistas não têm grandes expectativas sobre a discussão da petição pública no Parlamento. “Não estou a ver que o Governo mude de opinião. O que o pode embaraçar é esta proposta do PCP”, rematou o deputado Manuel Cunha, também ele médico de profissão.

 

Sandra Pereira

 

 

22
Fev11

Pedra de Toque - Balsamão


 

 

 

 

Balsamão

 

O progresso no mundo moderno desgasta.


O corpo e a mente fatigam-se, cansam-se às raias do esgotamento, com ritmo, o stress da vida nos dias de hoje.


Depois não existe a compensação com uma alimentação correcta e saudável, nem com o indispensável sono profundo, sereno, tranquilizador.


São os congelados, os enlatados, “os aviários”, os conservantes, os problemas, a ansiedade, as angustias, a metafísica, a luta, desleal por vezes, a ambição desmedida transformada em hábito, tudo, tudo a fazer mossa, a fazer rugas, a provocar o espasmo nervoso, a motivar o calmante nocturno.


Face a tal realidade, é bom, sabe bem, reconforta uma visita a Balsamão.


Dista cerca de 80 Kms da nossa cidade, situa-se a 17 Kms de Macedo de Cavaleiros e a 4 da Freguesia de Chacim.


Aí existe um Santuário e um Convento transformado numa modesta – em obras de beneficiação e ampliação – mas confortável pousada, com a direcção de padres Marianos, extremamente gentis e hospitaleiros.


As refeições que nos servem são confeccionadas à base de produtos naturais, com o desejável paladar caseiro, e o preço que nos pedem a final, é demasiado módico, comparado com o corrente, no vulgar restaurante e em idênticas estalagens.

 

Balsamão

Foto de JP Nascimento

 

Mas o que efectivamente fascina é o espectáculo deslumbrante da paisagem que do local se enxerga.


Os olhos não param na lonjura dos campos vestidos pelas folhas prateadas das oliveiras sem fim e pelo amarelo torrado das searas, salpicados, aqui e ali, pelo vermelho rubro das papoilas e pelo branco das belas rosas bravas, que exalam perfumes que inebriam.


Respira-se fundo o sabor do campo tratado e o silêncio quebrado pelo melódico chilrear dos pássaros em liberdade.


Uma sensação de paz, misturada “com a brisa que refresca, o calor que aquece e o vento que sacode”, penetram, invadem, mergulham através dos poros e chegam lá donde moram a angustia, os sonhos e a esperança.

 

Longe ainda dos malefícios do progresso, Balsamão e seus campos em redor, banhados pelo rio Azibo, afluente do Sabor, é sitio que merece visita urgente, sempre.


Estive lá uma vez, mas não deixarei de voltar.


Porque sabe bem, reconforta, sossega, reequilibra, consola!...

 

António Roque

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