Pecados e Picardias - Por Isabel Seixas
Das vidas esquecidas
Há um odor a entusiasmo nos prémios Nobel porque premeiam a vida numa dimensão do saber, premeiam a obra e determinam genialidade idónea por trabalho feito e de alguma forma comprovado do autor. E é uma forma de reconhecimento e de lembrança mesmo para quem já tinha feito a descoberta.
Há uma prevaricação da ilusão inatingível em subestimar pessoas por não dar por Elas, acende-se a luz quando surge a eminência de morte e o augúrio do desaparecimento e então damos conta que estiveram aí à nossa procura talvez à espera e não demos por Elas porque da sua obra de estar presentes não há prémios Nobel .
Das vidas esquecidas, emerge o pecado de quem as esquece, sem o olhar atento enternecido pela diferença de querer ser lembrado e acolhido por quem no dia a dia está ao lado.
Das vidas esquecidas estamos nós nos chove não molha, na preguiça displicência do não Te ver , na sonolência do não querer, e é também por isso que os prémios Nobel fazem sentido para lembrar este ano não só mas também a Poesia porque abre caminhos à compreensão da vida de todos e da nossa incluída, porque nos dá receitas de amar nas vidas esquecidas descobrindo o ingrediente que faltava e que determinava o sabor não sei qual é mas é Amor…
Isabel Seixas





