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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

13
Fev12

Intermitências - A Arte do Gozo


 

A Arte do Gozo


Aproveitando o cheirinho a Carnaval e assistindo ao espectáculo mediático diário à volta dos direitos adquiridos, apetece dissertar sobre a arte do Gozo. Antes de mais, não é para qualquer um. É para quem sabe, mas sobretudo para quem pode. Goza-se de cima para baixo, com naturalidade, como se fosse uma lei da natureza, e com à vontade, porque o “carapuço” do gozo não está certamente ajustado à nossa cabeça. Tal como a vida, o gozo é injusto, desigual, cruel, mas apresenta-se como uma arte democrática: só goza quem tem autoridade para isso (e quem só tem estupidez para isso), mas este admite a defesa do gozado. Logo, tal como a democracia, o gozo “goza” de boa reputação, mas, sendo uma arte, tem os seus princípios…


Ponto um. O gozo não é de domínio privado, é público. Todo o artista precisa de público e a arte do gozo não existe sem ele.


Ponto dois. O gozo não é um simples acto, é uma arte. O artista, sempre matreiro, nem sempre certeiro, atira ao alvo. Se exercida com talento e engenho, a arte do gozo aumenta a auto-estima e reconhecimento do artista. E se a obra ganha visibilidade, a autoridade do artista torna-se inquestionável. Então a obra torna-se mero instrumento para exercício do gozo e não tem mais reacção, deixa-se passivamente admirar pelo público e... sorri.


Ponto três. O gozo não é uma personalidade, é um anónimo. É uma arte que não é bonita como a poesia, por vezes também matreira e certeira, e por isso usa uma máscara carnavalesca e colorida para que ninguém a possa levar a mal. É descontraída, é suposto divertir o público, é “para todos”. Deste modo, nunca compromete o artista.


Ponto quatro. O gozo não é uma tristeza, é uma alegria. Ri o artista, sorri a obra, volta a rir o artista. Satisfeito pelas técnicas usadas estarem a resultar, o artista pavoneia-se perante os “holofotes da fama” e consolida a autoridade.


Ponto cinco. O gozo não é inocência, é malícia. Atrás de qualquer arte, há sempre emoções inexprimíveis, desejos reprimidos e segundas intenções. Quem atira sem malícia e responde com sinceridade, simplesmente não domina a arte, logo não tem eficácia. Entre as técnicas maliciosas mais populares, estão a ironia, o cinismo e a arrogância.

 

Fotografia de Sandra Pereira - As máscaras de pão do povo, Veneza, Itália, Outubro 2006


Há 37 anos, o povo português decidiu escolher os artistas que pintariam o seu futuro. E estes não perderem tempo a aprender a lição da democracia e a aplicar todas as suas técnicas, inclusive as mais “transgressoras”, como a demagogia, o populismo, a “mesquinhez” e o “arranjinho”. Sorrindo, a obra de arte foi absorvendo todas estas “técnicas” e adoptou-as como marca do “estilo” português, enquanto os artistas, porta-vozes da arte democrática, as exibiam sem pudor nas galerias do mundo, ganhando reconhecimento e autoridade.


Aos poucos, a arte do Gozo foi sendo desenvolvida e aperfeiçoada pelos artistas até que hoje, no país dos “doutores”, em que cada vez é mais fácil ganhar autoridade de cima para baixo, tornou-se sufocante, insuportável, chocante, quase pornográfica. Hoje, os artistas abusam da sua obra de arte diariamente. À falta de pudor, juntam as técnicas maliciosas e assinam “crise” por baixo em vez do nome de autor. É que tudo o que tiver a etiqueta “crise”, vem “por bem”, ninguém pode levar a mal. É esta a nova cor da arte do Gozo.


O que resta hoje das nossas escolhas? Artistas que pintam mal e culpam a concorrência pela sua falta de talento. Artistas que anunciam técnicas artísticas inovadoras, que no fundo já são velhas, ineficazes e só realçam a fealdade da tela. Artistas que prometem uma obra exclusiva e incrivelmente bela, e passadas duas horas fingem que nunca foi anunciada porque nem sequer existe na imaginação humana. Artistas que deturpam as técnicas mais básicas da arte, mas nunca são julgados pelos críticos. E esses são os que mais riem perante os holofotes... A “lata” deixou de ter limites. Pior: “a lata” passou a ser preenchida com tinta reconhecida e aceite como marca do “estilo” português.


Hoje, a arte do Gozo deixou de ter limites e torna Portugal num país sem defesa, onde tudo é permitido e ninguém leva a mal. E é assim que a arte se torna crime, um atentado à beleza da obra que continua a... sorrir. Nos tempos que correm, convém pois ter as regras da arte do Gozo sempre no bolso e sacá-las em caso de necessidade. Por exemplo, quando ouvirem Cavaco Silva dizer que a reforma não lhe chega para as despesas ou Passos Coelho a concluir de modo brilhante que “já estamos pobres. Há é pessoas que ainda não se deram conta disso e continuaram a viver como se não fossem pobres”. Nesses momentos, é sacar as regras do bolso e constatar qual é a nossa reacção: Riso? Raiva? Revolta? Um sorriso?


"La fiction prend le pouvoir" ("A ficção toma o Poder"), titulou o diário francês "Le Monde" na semana passada. O artigo dizia que as televisões estão a produzir cada vez mais séries que retratam a suposta realidade política em que nos fizeram acreditar desde que a democracia existe. Em tradução livre, dizia que "como cada palavra pública parece hoje sabiamente pré-escrita, como qualquer deslocação ou anúncio parece ser posto em cena e previamente validado por estudos de opinião, como mais nada passa por natural, só a ficção estará em posição de mostrar o real”. Resumindo, diz o "Le Monde", que existe uma vontade de "acrescentar espectáculo ao espectáculo".

 

E se um dia nos fartamos de tanto espectáculo? Deixamos de sorrir, denunciamos o artista, retirámo-la a autoridade e exprimimos novas emoções e desejos reprimidos. Uma revolução artística que recupera o expressionismo e o realismo que desafiaram os padrões da arte nos inícios do século XX? Parece uma utopia, mas a acontecer, depois de termos pintado cravos, há que escolher uma flor bem mais modesta...

 

Sandra Pereira

 

 

13
Fev12

Quem conta um ponto... Da expetativa ao imobilismo (II) – Saudades do futuro


 

Da expetativa ao imobilismo (II) – Saudades do futuro

 

E de novo volto à putativa “década de progresso” da gestão do PSD, e de João Batista (ou melhor será dizer, da sua fação partidária alargada aos neutros e aos que estão sempre com quem vence), com a vontade do costume. Viver numa cidade de província tem destas coisas, por mais voltas que possamos dar, voltamos sempre ao local da desavença.

 

Entendamo-nos, dizer meias verdades é ainda pior do que mentir, porque nos fundamentamos no parecer (não no ser), porque confiamos nas aparências, porque persistimos no embuste, tingindo-o com o manto diáfano das palavras que não correspondem aos factos. E na apresentação (encenação?) da sua “façanha” à frente do município, João Batista, apesar de não mentir, também não falou verdade. Ou não contou a verdade necessária.

 

Encheu as páginas dos jornais (eu sei, eu sei, e o seu vice também o sabe, não há almoços grátis, estamos aqui, estamos lá, eu sei, eu sei) com palavras bonitas, politicamente corretas, agradáveis de ouvir, fáceis de dizer, mas que falam de uma outra coisa, a ficção política. Podíamos aqui falar das tão propaladas cem obras realizadas e das quinze que afirma querer ver concluídas até ao final do seu mandato. Podíamos, mas fica para a semana que vem. Cada coisa a seu tempo.

 

Desta vez quero referir-me, sobretudo, à demagogia com que elaborou o seu discurso. A determinado momento afirmou: “O desenvolvimento constrói-se em bases sólidas tendo como pilares fundamentais as pessoas, o território, a criação de condições para o desenvolvimento de atividades económicas e a cooperação.” Lembrando que esse foi o seu “rumo claro” e a “sua matriz explícita” nos dez anos da sua gestão. São bonitas de ouvir, tais palavras, e ficam bem a quem as profere, mas, infelizmente, senhor presidente, não correspondem à verdade.

 

A verdade é que a população do nosso concelho diminuiu durante os últimos dez anos, o que retira de imediato toda a solidez ao seu argumento. Se as pessoas foram embora é porque aqui não lhes foram criadas as condições necessárias e suficientes para conseguirem viver com a dignidade indispensável. Por isso rumaram a outras terras, porque esta onde nasceram passou a ser-lhes madrasta. Não lhes proporciona emprego, não lhes fornece a educação superior necessária, não lhes dá espaço para criarem família, para se divertirem com qualidade, para se cultivarem com regularidade e para viverem com esperança no futuro. Por isso migram, abandonando pais e mães, amigos, terras e casas. Antigamente ainda iam e voltavam. Agora vão e não voltam mais. Só uns dias nas férias e um que outro nas quadras festivas.

 

Ou seja, o tal desenvolvimento de que se orgulha assim tanto não existiu, o território ficou mais desertificado e as atividades económicas são hoje um arremedo do que já foram. Por exemplo, apesar de ter construído o parque industrial de Outeiro Seco, que custou uma fortuna e se encontra literalmente às moscas, servindo quase exclusivamente para os mais novos irem praticar o arremesso livre com pedras, por lá não se instalaram novas indústrias, nem no nosso concelho emergiu qualquer atividade económica digna de registo. E sem atividade económica não há emprego e sem emprego não há salário e sem salário não há pão, nem casa, nem roupa, nem educação, nem família. E sem família não há crianças e sem crianças não existe futuro. É por isso que Chaves expira a cada ano que passa. É por isso que os campos estão abandonados, as casas desertas e os caminhos cheios de ervas. É por isso que nas aldeias só vemos pessoas idosas, galinhas e cães. É por isso que temos que mudar de rumo. É por isso que temos de mudar de vida.

 

Para lhe ser sincero, relativamente à cooperação não faço a mínima ideia ao que se quer referir. Só vislumbro uma única possibilidade: a Eurocidade, mas essa é uma outra ficção que será desmontada a seu tempo.

 

Pensei que o senhor presidente ia falar no comércio local, que diz defender mas que abandonou à sua sorte. Basta subir a rua Direita e descer rua de Santo António para nos inteirarmos do seu lento definhar. O comércio local, uma das principais riquezas da nossa textura urbana, está tão anémico que até dói. As lojas mudam de mãos, e de atividade, a um ritmo frenético, sugerindo falência atrás de falência. Isto apesar de muitos dos proprietários, ou arrendatários, gastarem aquilo que têm e não têm em obras de remodelação que se revelam uma aposta ruinosa. Falta-lhes apoio, falta-lhes incentivo, falta-lhes dinâmica. As pessoas preferem as grandes superfícies. E se calhar a Câmara também não vê grande mal nisso.

 

É relevante que, por se sentirem sós e abandonados, muitos dos mais dinâmicos comerciantes, proprietários e locatários do coração da nossa cidade, sentindo que a autarquia os abandonou, se tenham unido e criado uma associação para combaterem a desertificação e o abandono a que estão sujeitos. E fizeram-no porque amam Chaves. Porque foram aqui nados e criados, porque é aqui que vivem e é aqui que querem continuar a viver. E já que a autarquia, como bem dizem os flavienses, não lhes “bota uma mão”, são os próprios a pôr mãos à obra e a tentar dinamizar uma parte da cidade que, apesar de histórica, se vê abandonada. E as noites por ali são muito difíceis de passar.

 

Por ali trafica-se droga em quantidades assinaláveis e a prostituição é uma dura realidade. Uma realidade que envolve mulheres emigrantes que se prostituem à luz de velas em quartos abandonados, em casas de madeira, mesmo ali perto da Igreja Matriz e a uma ou duas centenas de metros da Câmara Municipal. Só que isso acontece durante a noite e, à noite, o centro da cidade transforma-se num bairro abandonado à sua sorte e à sua desgraça. Enquanto os mais jovens se tentam abstrair da dura realidade em que vivem consumindo álcool e outras substâncias bem mais tóxicas, as pobres mulheres latino-americanas, ou do Leste europeu, satisfazem as carências afetivas de adultos solitários.

 

Apesar da dura realidade, que causa incómodos e transtornos a quem continua teimosamente a fazer do centro da cidade o seu local de trabalho e residência, a autarquia faz olhos cegos perante a triste realidade e varre o lixo para debaixo do tapete. Sei de proprietários que estão na disponibilidade de cederem espaços habitacionais gratuitamente a associações recreativas e culturais para tentar criar um tipo de ambiente mais saudável que expulse dali os drogados, os traficantes e as prostitutas, para que a degradação não se torne endémica e atinja o ponto sem retorno.

 

João Batista, na cerimónia de propaganda servida aos jornalistas, refere que o balanço da sua “década de progresso” é positivo. E afirmou que “pretende ser lembrado pela obra feita e pelo que ela representa para o bem geral dos cidadãos”.

 

Mais uma vez lamentamos dizer-lho, mas o balanço da sua “década”, apesar das suas boas intenções, não é positivo. É, pelo contrário, negativo. E não sou eu que o afirmo, são as pessoas que foram obrigadas a ir-se embora do nosso concelho, muitas das vezes com o coração apertado e as lágrimas nos olhos, que o evidenciam e o confirmam. E, que eu saiba, ninguém abandona uma cidade em progresso. O contrário é que é verdadeiro. 

 

Depois, tentando confundir desejos com a realidade, diz que a “sua” equipa “funciona independentemente de quem está à frente”, porque estão “cheios de entusiasmo”. Para já, perdoe-me que lhe diga, mas não tem equipa, e, muito menos, entusiasmo. Se é que algum dia os teve. Todos sabemos que já passou o testemunho ao vice camarário, mas o senhor presidente também sabe que o seu segundo nunca fez verdadeiramente parte da sua equipa.

 

O António fez sempre parte da equipa do António. E o senhor tentou sempre fazer que não via a realidade. Mas todos sabemos que pior cego é aquele que não quer ver. E sempre lhe digo que com a cretinice feita em relação às chefias na Câmara, que penso que ainda preside, o senhor não se vai embora sem que a água lhe dê pela barba, desculpe, pelo bigode. Hoje o poder não se compadece com os Pilatos de trazer por casa. E o povo não lhes perdoa desde tempos imemoriais. E o senhor presidente sabe disso melhor do que eu.

 

Antes de terminar, por hoje, deixe que me refira a uma coisa que, depois de lida e pensada, me inquietou. Por me preocupar com a ideologia e por prestar atenção às definições, reconheço que fiquei de boca aberta quando, a determinada altura, destacou, relativamente aos seus dez anos de “progresso”, “uma matriz social-democrata inequívoca” (até aqui cheguei, mas quando fez o enunciado é que me fui abaixo do entendimento): “Realismo na ambição, pragmatismo e humanismo na gestão.” Então esta é que é a sua matriz social-democrata? Raios parta, mas esta matriz é a de qualquer um, seja ele social-democrata, democrata-cristão, socialista, comunista, fadista, taxista, bancário, jogador de golfe ou filósofo da treta.

 

Mas deixemo-nos de perifrásticas, como muito bem diz o povo que quer passar por erudito, e vamos tentar finalizar esta crónica da melhor maneira possível, pois tristezas não pagam dívidas, nem desfazem dúvidas.

 

Perdoe-me, mas razão tem Francisco Taveira, quando na sua análise da situação política, feita no mesmo local e à mesma hora, disse sem papas na língua: “Há vida para além dos problemas financeiros e económicos. Falharam os economistas, agora é preciso dar lugar aos psicólogos, aos filósofos e aos poetas, pois é preciso trazer novamente alegria para a política.”

 

Desde já afirmo que estou inteiramente de acordo com o seu antigo vereador. Realçando, talvez, a necessidade de dar lugar aos poetas. Mas, senhor presidente, o seu vice não encaixa na definição apresentada. Além disso, a política, a necessitar de alegria, com o seu vice vou ali e já venho. Sisudo como é, encaixa melhor no perfil marcial. E a política autárquica democrática entregue a um autocrata é uma aberração.

 

O poeta Manuel António Pina diz que há muitos bons poetas em Portugal, mas do que nós estamos precisados não é de bons poetas, é de boas pessoas. Pois o seu vice, não sendo poeta, podia até ser boa pessoa. Mas nem mesmo assim consegue, por muito que tente, encaixar no figurino, pois quem o conhece sabe do seu instinto persecutório, da sua arrogância institucional, do seu caráter belicoso, da sua ânsia de poder, da sua manifesta prepotência que o levou a destituir e despromover técnicos superiores da Câmara, com provas dadas desde há muitos anos, leais à sua independência, rigorosos nos seus princípios e competentes no seu serviço.

 

Mas, o que todos sabemos é que vice-presidentes já passaram pela Câmara uns quantos, enquanto os técnicos que o seu vice destituiu aí vão permanecer até ao fim das suas carreiras, dando o melhor de si com o firme propósito de servir o município e os seus munícipes. E, estou em crer, não se importarão muito quando virem o António sair, rodeado pelos seus compinchas a quem agora arranjou os tachos, pelo portão gradeado com o rabo entre as pernas para não mais entrar. 

 

Por isso é que eu, e muitos outros como eu, já estamos com saudades do futuro. Então, até lá. E que a sabedoria nos acuda e a paciência não nos abandone.

 

João Madureira

 

 

13
Fev12

Duas imagens


 

Para iniciar a semana ficam duas imagens. A primeira é da cidade e também uma imagem de marca para quem olha a cidade desde as margens do Tãmega, na Madalena. A segunda imagem é para cumprir o contrato de trazer aqui sempre as nossas aldeias aos fins de semana. Claro que esta segunda imagem deveria ter acontecido ontem ou no sábado, mas como tal não foi possível, fica hoje. Trata-se de uma imagem de Cimo de Vila da Castanheira.

 

 

Ainda para hoje, a habitual crónica de João Madureira - "Quem conta um ponto...", às 9H00 e às 17H30 a "Intermitências" de Sandra Pereira.

 

Até lá.

 


 

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