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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

20
Jul12

Discursos Sobre a Cidade - Por Luís Fernandes


 

 

“Um Povo que ignora a sua História,

 e os elementos de toda a ordem que o constituem,

 não pode ter ideal.

 E um Povo sem ideal é como se estivesse morto”

 

– José Leite de Vasconcelos.

 

 

“… DEVIAM IR”

 

 

CHAVES, Os FALVIENSES, parece ser, parecem ser, uma fortaleza, uma comunidade, rendida.

 

A Nação foi atirada para compromissos e conflitos, manifestamente mal preparada, desorganizada e, mais grave ainda, dirigida pelo piorio dentre os que tem gerado. Em súmula, dizemos que a Nação Portuguesa tem sido Governada, autárquica e centralmente, por traidores, a merecerem ser julgados em tribunal marcial.

 

A resignação a que está entregue o Povo Português leva outros Povos a pensar e a dizer que Portugal, no século XXI, é um País de castrados!

 

De capados! – diriam os nossos avós.

 

E um Município, tão antigo e com tanta História desde a sua fundação - quase Dois mil anos! - mostra-se tão débil, tão impotente, tão resignado,  tão perdido e derrotado que até, para seguir a moda do Dia do Município, elegeu uma data triste, de luto, sem acontecimento de grande, ou se quer pequeno, acontecimento de glória - a não ser para meia dúzia de pindéricos inúteis e covardes que só aparecem a gritar vitória depois de haver um vencedor.

 

 Andam por aí uns pedantes que se dizem doutores em História. Sê-lo-ão, com certeza. Alguns, sacramentados; outros, «arrelvados».

 

O aplauso que deram para eleição do “8 de Julho” demonstra a pequenez do respeito que têm por uma disciplina fundamental para a compreensão da Sociedade em que estamos inseridos.

 

Eles sabem, mas não querem saber, que quilo que configura uma COMUNIDADE é uma Memória.

 

Eles sabem, mas não querem saber, que a Liberdade e a Igualdade só se realizam na Solidariedade   -   e esta somente na memória colectiva.

 

Colaram-se ao palavrão «republicano», por ter saído vencedor e terem-no confundido com o de «democracia», porque foi o ideal mais propagado com o 25 de Abril.

 

De erro em asneira, de equívoco em trafulhice, CHAVES, os Flavienses, caiu numa situação degradante, vergonhosa.

 

O seu património histórico, vasto, riquíssimo (sem favor algum) está condenado a um insolente e provocador desprezo por parte do Governo Central e com a covarde colaboração da Administração Municipal.

 

A situação «geo-estratégica», tão do agrado e do constante encher de bochechas dos actuais Presidentes de Câmara (o milagre de serem Um só, eles sabem como o benzem!), tem sido, nos últimos anos, um a vantagem apenas para o cimento armado e seus armadores.

 

Os Povos deste Município têm vindo a ser colocados em posição de desvantagem cada vez mais perigosa, próximos do limiar de extinção.

 

Até no tempo do contrabando, da geira de «um quarto de dia» ou de «mei-dia», a cidade e as Aldeias tinham mais vida, mais esperança!

 

Paulatinamente, e desgraçadamente com o silêncio e a conivência de «pavões, «lalões»,  e «lalõezinhos», o Concelho foi roubado de Serviços Públicos  com séria importância para a dinâmica do seu crescimento económico, político e social.

 

Os ajustamentos administrativos foram subordinados a interesses duvidosos ou decididos leviana e incompetentemente - fecho de Escolas; abandono de Casas Florestais; “Plataforma Logística” em nome sabe-se lá do quê!;  «mamarrachos» ao deus-dará (com dádivas do diabo! – acreditamos); desdém pelos Recursos Agrícolas e Florestais;  “vesguice” e inacção perante as potencialidades turísticas, e a caprichos de um delirante e ridículo fundamentalismo partido-cretinocrático.

 

Nos dias em que a cidade podia e devia mostrar a sua qualidade cosmopolita, sábados e domingos, tornaram-na numa cidade – fantasma.

 

CHAVES perdeu identidade - que já nem a fama do Folar, dos Pastéis, da Couve e do Presunto lhe valem! A das Caldas…. Foi-se!

 

Também os desleixados e os delapidadores dos bens e belezas e de patrimónios FLAVIENSES DEVIAM  IR  a Tribunal Penal Internacional e ficar de exposição no MONTE DA FORCA!

 

Temos a esperança que esta dinastia de «pavões» e «lalões» seja a dos últimos contemptíveis capadócios da NOSSA TERRA.

 

Luís Fernandes

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