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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

30
Abr13

Pedra de Toque

 

Sem ti

 

Não percebo nem aceito o teu desaparecimento súbito.


Pareceu-me um milagre que em vez de benesse, carreou tristeza.


Interrogo-me, questiono-me mas não vislumbro explicação.


A tua tez pálida de branca, a tua boca contrastantemente rubra, o teu sorriso que se adivinhava radioso quando a abrias,


Continuam uma obsessão!...


A tua pele ficou e permanece colada aos meus dedos.


Não me canso da tua imagem embrulhada na música que tocas e que nunca ouvi.


Os teus sonhos permanecem agitados dentro de mim.


E quando a noite era desejada e a ansiedade indescritível já feria, chegou o eclipse sombrio.


Sem mais deixaste-me, após uma breve troca de mensagens, agarrado à saudade.


Não sei teu paradeiro.


Não sei se ficaste com alguma coisa dos nossos momentos.


Adorava desvendar os mistérios que povoam tua cabeça e o que estremece bem fundo no centro do teu peito.


Nunca deixei de te ver espelhada nas águas do meu rio.


Creio que também.


Sinto-te ainda quando lanço o meu olhar baço às montanhas distantes.


Gostava que me ouvisses na escuridão do quarto onde te espero.


Que sentisses o meu amor que sobrevive na ternura dos lençóis em que te envolves.

 

Eu vou-me quedando, triste,


Por vezes, momentaneamente feliz,


E dolorosamente, SEM TI!...

 

 

António Roque



29
Abr13

Quem conta um ponto...

 


Pérolas e diamantes (35): contemplações e algumas deduções

 

 

Foi num fim de semana que finalmente descobri a destrui… desculpem, a transformação do Jardim das Freiras numa praça rasa com um tanque ao fundo. Afinal o seu destino, ou melhor, a sua função, é converter-se num terreiro militar, numa montra de propaganda das nossas forças militares.

 

Em vez de passearmos em redor dos canteiros de flores, vimo-nos, eu e a Luzia, a deambular entre provectas viaturas do exército português, metralhadoras e pistolas com aspeto de serem já do tempo da primeira guerra mundial. Também contemplámos G3 do período da guerra colonial. Ai que saudades!

 

Observámos ainda pais babados a fotografar os seus filhotes alindados com capacetes militares ao volante de carros de assalto blindados. Foi enternecedor observar crianças a brincarem às guerras, os militares a fazerem de animadores culturais e os pais a servirem de repórteres fotográficos, como se estivessem no Afeganistão dos Pequeninos. Uma lágrima rebelde esteve mesmo para me correr pela face abaixo, mas eu, para não dar parte de fraco, consegui aguentá-la. Porra, um homem não chora.

 

Mas não era disto que hoje vos queria falar, mas sim de mais uma apresentação (acho que já vamos na sétima ou oitava) de António Cabeleira como candidato à Câmara de Chaves. Desta vez veio a terreiro afirmar que é o “candidato da verdade”. Mas era escusado, porque no senhor candidato isso é uma redundância. Todos o sabemos.

 

Desta vez veio comunicar que o seu lema é “Todos por Chaves”. O que quer dizer que também me inclui a mim na sua ideia, no seu lema e na sua vontade. Desde já lho agradeço. Mas tenho de lhe pedir desculpas, pois não consigo acompanhá-lo nem na vontade, nem na verdade, nem no lema. Não consigo, não é porque não queira. É mesmo por manifesta incapacidade para o seguir em tão difícil desiderato. Neste caso, desculpe-me senhor candidato, serão “Todos por Chaves”, menos um. No entanto, desejo-lhe as maiores felicidades.

 

Igualmente afirmou que pretende “unir a família social-democrata”. Então ela está desunida? Má notícia nos transmite. Mas acho que exagera. Nós não acreditamos. Que eu saiba ela está mais unida do que nunca. E, como todos sabemos, o povo unido jamais será vencido.

 

Promete ainda “fazer o melhor possível pelos flavienses”. Disso ninguém duvida. Os doze anos de gestão autárquica do PSD são disso a melhor prova: o centro da cidade é hoje um espaço privilegiado de comércio e turismo, a população residente aumentou significativamente, o nosso tecido industrial amplificou-se como nunca. E até já temos uma fábrica de pastéis de nata no imenso complexo construído em Outeiro Seco. E, como se isto fosse pouco, o Hospital de Chaves aumentou as suas valências, o Tribunal ganhou um estatuto de dignidade que a todos enche de orgulho e o Ensino Superior vai ser substancialmente ampliado, pois a UTAD está a pensar seriamente em transferir os seus melhores cursos para Chaves.

 

Além disso, o senhor candidato é um estratega experimentado, sagaz e audacioso. Ora vamos lá às evidências. António Cabeleira, passa de segundo na lista da Câmara a primeiro. João Batista, atual presidente, passa a candidato a presidente da Assembleia Municipal e António Vicente, o atual presidente da AM, passa para 14º na lista da candidatura do PSD. Basta este pormenor para nos apercebermos que quem mexe assim nas listas, é um jogador de xadrez espantoso.

 

Do resto das suas promessas nem é bom falar, pois elas são tão boas, tão atuais e inéditas, que encheríamos páginas e páginas de jornais e mesmo assim, estamos em crer, não conseguiríamos dar-vos nem sequer uma pálida imagem da sua pertinência e profundidade. 

 

Sobre o combate político, AC limitou-se a criticar o PS por ter levantado “suspeitas sem qualquer sentido” em relação à dívida da Câmara, que para o PSD é de 40 milhões e para o PS é de 50 milhões. A nós, seja qual for a cifra parece-nos uma cratera do tamanho das que a chuva provocou em Marvão. A verdade é que o PS de Paula Barros não veio ainda a público apresentar os seus números. Ao que nos disseram, o “aparelho” partidário anda entretido a compor as listas autárquicas. Pelos vistos não consegue fazer as duas coisas ao mesmo tempo.

 

Chegou-nos aos ouvidos que foi constituído em Chaves o “Movimento Autárquico Independente”, mas deve ser boato, pois se nem o PSD nem o PS dizem nada é porque não existe. Nós até vimos um cartaz na sua sede. Mas pode tratar-se apenas de uma alucinação. João Neves não era capaz de fazer uma desfeita dessas aos partidos do sistema.

 

 João Madureira

 

28
Abr13

Desportivo de Chaves regressa à II Liga - As imagens são de Bustelo

 

As imagens são de Bustelo mas a notícia fresquinha é a do Desportivo de Chaves  regressar à II Liga Portuguesa de Futebol ao vencer hoje o 2º classificado, o Ribeirão, por 1-0. Está de parabéns o nosso Desportivo de Chaves.




E agora as imagens, sem grandes comentários para além da informação de serem imagens de Bustelo. Quanto a história de cada uma, pois pela certa que todas as imagens têm uma história para contar, fica ao vosso critério, ao critério da vossa imaginação, das vossas recordações ou até saudades, não o sei, ficam com toda a liberdade do mundo para verem nelas o que cada um quiser.




E mais nada por hoje. Amanhã estaremos de regresso à cidade que se tem mostrado iluminada de sol, mas com um frio de rachar.



27
Abr13

Pecados e Picardias

 

Pecados e picardias

 

Apeemo-nos no sonho … Abril e Maio

 

Sonho de Abril, apeemo-nos sem condição,

Ensombre o abatimento da esperança  

do  futuro,  que foge  por temer a solidão,

sintamos evitável  esmorecer a lembrança

 

Apeemo-nos no sonho!... Lutador de Maio.

Adormeçam os remorsos do  nosso futuro

Proíba-se  transformar  o  homem em  lacaio

 Derrubando o medo de saltar esse muro

 

Abasteçamos  as reservas de liberdade

Como os sinos replicam  mortos de saudade

Para  acordar do silêncio  almas lentas

Apeemo-nos no sonho , conquistas sedentas

 

Para  que  Abril continue em Maio

Demos as mãos,  juntos, apeemo-nos no sonho…

 

Isabel Seixas



27
Abr13

Soutelinho da Raia - Chaves - Portugal

 

Como o tempo não tem andado de feição para grandes reportagens nas nossas aldeias, vamo-nos valendo do nosso arquivo para trazer aqui imagens do nosso mundo rural e, felizmente que há aldeias como a de Soutelinho da Raia onde há sempre uma imagem para trazer aqui e, é com gosto que o faço, pois Soutelinho é uma das poucas aldeias que ainda mantém a sua virgindade de aldeia tradicional transmontana, onde se tem reconstruído com gosto e onde felizmente há poucos atentados à sua dignidade. Claro que também sofre do envelhecimento e de despovoamento, aqui não é exceção, mas, embora com muito casario abandonado e em mau estado, é preferível vê-lo assim, pois sempre há a esperança de que melhores dias virão para uma boa recuperação, do que vê-lo transformado numa modernice pirosa que em nada dignificam as nossas aldeias. Claro que as modernices também devem ter lugar nas aldeias, mas em lugar próprio, fora do seu núcleo.



26
Abr13

Largo da Madalena

 

 

LARGO DA MADALENA


Secou na praça o fontenário romântico

o silêncio da água fechou a tarde

num aroma de musgo e limo verde.

Apenas se ouve o pânico

de um corvo rouco

poisado na boca aberta

de um santo barroco

do frontão da igreja

escura e deserta.

E o corvo grasna assim seja.

O resto é o ruído da sombra dos muros nus à roda

tece-lhes o tempo o perfil no chão o puro atrito

do eco agudo de um grito

devolvido à nossa boca muda

pelo gosto salgado do granito.

 

Fernão de Magalhães Gonçalves, Andamento, Coimbra : 1984.

25
Abr13

O Homem Sem Memória - 150

 

O Homem Sem Memória

Texto de João Madureira

Blog terçOLHO 

Ficção


150 – Como se os textos não chegassem para a confusão, o acompanhamento musical proposto veio ainda deitar mais achas para a fogueira. Cada sensibilidade partidária, se assim se lhe pode chamar, propunha apenas as canções dos bardos ligados à sua fação política. Nenhuma foi aprovada à primeira. Se um elemento propunha uma canção, por exemplo, do Luís Cília, logo alguém mais ligado à extrema-esquerda argumentava que esse tal de Luís era revisionista, ou social-fascista, quando não as duas coisas ao mesmo tempo. Os membros ligados ao PS não se atreviam a tanto, rejeitavam-no porque as suas canções eram muito chatas e, sobretudo, muito mal cantadas. Numa coisa todos concordaram, com a abstenção compreensível dos membros ligados ao Partido Comunista, o Luís Cília desafinava muito.


Alguém se lembrou do José Barata Moura, mas os desalinhados rejeitaram-no porque, diziam, era muito conotado com as canções dedicadas às crianças. Os mais avisados argumentaram em seu favor que, mesmo assim, quem soubesse ler nas entrelinhas facilmente se apercebia que por detrás das letras aparentemente infantis, encontravam-se mensagens muito adultas. E musicalmente era muito bom.


Os mais basistas contrapuseram que o povo a quem era destinada a peça de teatro não tinha cultura para se aperceber das mensagens encobertas e que se estava a borrifar para a qualidade da música. O povo, lembraram os mais comprometidos com a revolução a todo o custo, detestava a música, classificada pela burguesia, de qualidade. Quanto mais qualidade, menos adesão e por isso menos revolução. E o que atualmente interessava era esclarecer o povo, trazê-lo para o lado da revolução, não hostilizá-lo com merdas pseudorrevolucionárias dos intelectuais pequeno-burgueses, que provocavam a raiva e a ira de quem era pobre e simples.


Aparentemente todos estavam de acordo em que o mais importante era produzir um espetáculo para as massas, para as esclarecer e para as colocar do lado da revolução. Mas já divergiam no nível de qualidade, ou na falta dela, que tinham de dar ao espetáculo. Alguns recusavam-se mesmo a nivelar por baixo o texto – como se isso fosse possível – e a deitar borda fora a boa música e os bons textos de intervenção.


Enquanto os mais basistas defendiam que eram os intelectuais que tinham de descer ao nível do povo, os mais distintos afirmavam que essa ideia era a modos que fascista, pois o povo tem, para que a revolução triunfe, de se cultivar e aprender a apreciar e a desfrutar da verdadeira cultura.


Outros havia, como sempre os houve e haverá, que defendiam que era no meio que estava a virtude. Que o povo, para seu bem e para a sua emancipação, tinha de se elevar um bocadinho, e os intelectuais, também para seu proveito e aceitação, tinham de descer um pouco do seu pedestal e aproximarem-se mais do povo. Porque a cultura sem o povo não presta e o povo sem a cultura também não é lá grande coisa. A melhor solução era unirem esforços e prosseguirem juntos pela mesma senda do progresso e do futuro. A aliança entre os intelectuais tinha de ser feita. Por isso tornava-se necessário escolher bons textos, que fossem ao mesmo tempo de qualidade e simples, bem assim como as canções que também tinham de aliar a simplicidade com a qualidade. Alguém lembrou Fernando Tordo ou Paulo de Carvalho ou Carlos Mendes. Mas a grande maioria levantou a sua voz num coro de protestos tal que se fez ouvir no outro lado da rua. Alarido que teve o condão de ocasionar que vários dos amantes do copo e do petisco, que se encontravam na tasca já nossa conhecida, avisassem o dono da taberna de que se preparasse para trabalhar porquanto a malta do teatro estava para chegar. Alguém discordou da designação, pois, na sua opinião, a malta dos “Canários” era muito mais da política do que do teatro. O teatro para eles era um pretexto para a política. Não sabemos se por causa das avisadas palavras deste último parlante amante da pinga, ou se motivado pela boa notícia de que a passarada das artes cénicas e dramáticas estava para chegar, o taberneiro serviu uma rodada a todos os presentes, junto com o seguinte aviso: “Porque estou de bom humor, esta é por conta da casa, mas é bom que não vos habitueis, porque a vida está cada vez mais difícil. Estamos todos metidos numa grande crise.” Ao que o bêbado mais esclarecido do grupo contrapôs com toda a razão: “Os ricos que a paguem, pois apenas eles é que têm dinheiro. Nós nem para o copo amealhamos.”


E os “Canários” em bando chegaram. Em bando comeram e beberam. E em bando se foram porta fora para mais uma discussão de onde, forçosamente, tinha de surgir a luz. A claridade da reconciliação.


Mas não foi fácil. Rejeitados os cantores festivaleiros, mesmo que comunistas, da fação pró-soviética, alguém se lembrou de sugerir José Mário Branco. O clamor foi igualmente grande, pois os elementos do PC levaram-se dos diabos. Para os revisionistas, o esquerdista era inegociável. Entravam as canções dele e os punhalistas, que constituíam a maioria, se contarmos os independentes por si controlados, iam-se embora, inviabilizando o espetáculo. Falou-se de Francisco Fanhais e a cena repetiu-se. “Esquerdista e ainda por cima padre, era o que mais faltava”, indignaram-se de novo os punhalistas. Alguém se lembrou do José Jorge Letria, mas a maior parte não lhe reconheceu a suficiente qualidade revolucionária. Alguém lembrou, de novo, que para a peça só podiam ser escolhidos cantores de intervenção. “E o Carlos do Carmo?” “Quem?” “O Capachinho Vermelho!” “Esse só canta fado. E o fado é reacionário.” “Nem todo. O «Povo que lavas no rio» é uma grande canção de intervenção…” Novo brado na sala.


Na taberna ao lado, novamente se levantou o moral aos mais resistentes do copo e da noite: “Ó senhor Crispim, vá-se preparando que a rapaziada do teatro vem aí de novo.”


Alguém voltou a discordar da designação, pois, na sua opinião, “a malta dos Canários era muito mais ligada à política, que é uma porca… do que ao teatro, que é uma puta, ou... o teatro é um pretexto para a porca… o que  eles todos querem com todas estas macacadas sei-o eu bem…” e compôs um gesto feio e obsceno na direção da porta.


O taberneiro, para que o bêbedo se calasse com o seu discurso, pois no grupo dos “Canários” militavam algumas meninas de boas famílias, que por isso mesmo não podiam escutar baboseiras deste calibre, resolveu oferecer mais uma rodada de tinto e um pratinho de moelas ao quinteto que tinha resolvido pernoitar na tasca, em troca de comer, beber e calar.


E o bando chegou. E o bando comeu e bebeu. E o bando foi-se embora para mais uma discussão de onde, necessariamente, tinha de brotar a claridade do entendimento.


Voltou-se de novo à discussão de quem era ou não era cantor de intervenção, com possibilidades de vir a ser admitido. Dos poucos que ainda restavam, talvez porque todos os grupos tinham guardado os trunfos para o fim, apareceram os nomes de Sérgio Godinho, o de Adriano Correia de Oliveira e de José Afonso. Todos foram aceites. O Sérgio porque era um esquerdista moderado, que não hostilizava os revisionistas nem os socialistas, o Adriano Correia de Oliveira porque, apesar de ser militante do PC, não hostilizava os esquerdistas e era grande amigo de Manuel Alegre e da esquerda do PS, e o Zeca Afonso devido à sua qualidade, à sua honestidade e à sua militante e esfusiante humildade e também porque sim. Dos esquerdistas, era o único com quem os punhalistas não se metiam, honra lhes seja feita.


Por fim, alguém com mais sentido de humor resolveu questionar os presentes: “E então, não incluímos nenhum cantor de intervenção do PS?” “Mas não tem ninguém”, lembrou a maioria. “Alguém se lembra de algum?” “Eu”, respondeu o José. “O Paco Bandeira!”


A risada foi tão intensa que estamos em crer que foi nessa noite que a enorme trave mestra que sustentava o telhado dos “Canários” sofreu a primeira grande fissura nos tempos da democracia e que lhe viria ser fatal, como mais à frente informaremos. 


Na taberna ao lado, mais uma vez se levantou o moral ao quinteto do copo. E o mais afoito voltou a avisar: “Ó senhor Crispim, vá-se preparando que a rapaziada do teatro vem aí de novo.”


E por aqui nos ficamos, pois o resto podem os estimados leitores adivinhar sem que para isso seja necessária a nossa intervenção. Porque, bem vistas as coisas, o leitor também tem que fazer alguma coisa. N’est-ce pas?


151 – A verdade é que a peça foi escrita, musicada, ensaiada e ...

 

(continua)

 

23
Abr13

Intermitências

 

Contratempo

 

Contra o tempo… "Aconteceu enquanto dizíamos que isso não iria acontecer mais. Que estávamos seguros. E então aconteceu".


Foi mais um contratempo. Ninguém cai num buraco, porque às vezes é preciso andar meio perdido para chegar a um sítio realmente diferente. Mas tu não queres pensar nisso...


Contra o tempo… "Trabalhe duro no emprego de hoje ou trabalhe duro para encontrar um emprego amanhã".


Foi outro contratempo. É a crise do cromossoma Y, ou é a crise do cromossoma X. Certo é que todos precisamos de amigos quando nos espera um espancamento. Mas tu não queres pensar nisso…


Contra o tempo… “Os cientistas anunciam ter descoberto uma forma de ler os sonhos das pessoas ao utilizar aparelhos de ressonância magnética para abrir a porta a alguns segredos da mente inconsciente”.



Xangai, 2008 - Fotografia de Sandra Pereira


Foi de novo um contratempo. Entusiasmo demasiado fácil. Entrar em efervescência. Não olhar além das imagens, para os cheiros, as cores, para as traduções, para os significados, as emoções. Não visualizar o que não é visível. Mas tudo tem solução, tu não queres pensar nisso…


Contra o tempo… um indivíduo só. Porque há sempre um lugar vedado a terceiros. Tu seguias a corrente do receio, do acanho, da cobardia, do seguro, do conhecido. Tu não querias pensar nisso. Tudo tem solução, mas não há ponta de irracional em ti.


Foi apenas um contratempo. Hoje viajas. Foges para bem longe de tudo o que já viveste. Não visualizas o que não é visível, mas queres cheirar, queres ver, queres sentir. Com o estômago e o pensamento a darem voltas e mais voltas… quase até ao vómito. Queres significados. Foste atingido por um relâmpago súbito de (ir)reflexão, e o choque foi tão forte que andaste meio perdido. Temeste muito, tremeste mesmo por ti próprio, não visualizaste o que não era visível, mas viajas… até aterrar de vez. Aos poucos, mudas de aspecto, tornas-te sol ou nuvem. Tudo tem solução.


Contra o tempo…

 

Sandra Pereira



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