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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

04
Jan14

Pelo Planalto do Brunheiro

 Carambelo no Planalto do Brunheiro - imagem de arquivo

 

Tarde de 30 de dezembro do ano que recentemente nos deixou. Desde o vale, olhei para a coroa da Serra do Brunheiro e estava num daqueles dias de coroa coberta com nevoeiro quando às vezes acontece um fenómeno meteorológico, quando ar húmido do vale sobe pela encosta fora e quando chega à coroa da serra, em contacto com as temperaturas negativas, congela contra tudo que é obstáculo, criando um espetáculo de verdadeiras esculturas de gelo que por cá também se conhece por carambelo e/ou carambina. Pois é, às vezes acontece esse fenómeno, mas só às vezes, pois na maioria das vezes o nevoeiro que se vê na coroa da serra, não passa mesmo de nevoeiro. Foi o que aconteceu na tarde de 30 de dezembro.

 

 Entrada do adro da igreja de Carvela

Já não é a primeira vez que recorro ao pretexto do carambelo para subir a serra e pela certa que não foi a última vez. O que eu queria mesmo era ir à coroa da serra, monitorizar que o despovoamento é também um fenómeno que aconteceu ao longo destes últimos anos 30 anos, mas contrariamente às causas naturais dos fenómenos meteorológicos, este do despovoamento, é por outras causas des(humanas), politicas e económicas, e bem longe de serem naturais, antes resultado de perversidades de quem nada se interessa pelas pessoas, pelo povo, pela nossa cultura, pela nossa história.

 

Rua da aldeia de Maços  

Nogueira da Montanha é uma freguesia composta por 11 aldeias e os números não enganam, pois segundo os últimos Censos a população da freguesia (das 11 aldeias) pouco mais é do que 500 pessoas o que se estivessem repartidas equitativamente pelas aldeias da freguesia, daria pouco mais de 45 pessoas por aldeia, só que, algumas destas aldeias já hoje estão praticamente despovoadas na sua totalidade, como é o caso da sede de freguesia – Nogueira da Montanha.

 

Largo principal da aldeia de Nogueira da Montanha

 

Parece que também a natureza se quer associar a este fenómeno do despovoamento, mandando para lá o nevoeiro para compor o quadro da melancolia que já por si faz as horas melancólicas dos dias de quem resiste na montanha e no planalto do Brunheiro, nevoeiro que parece também toldar a visão e as mentes dos que se sentem iluminados pelas luzes da ribalta das cidades e do poder.

 

Rua principal da aldeia de Nogueira da Montanha

Enfim, como eu costumo dizer -  com uns bons estadulhos resolvia-se depressa isto tudo – mas infelizmente já não há que os faça e,  com o tempo, vai acontecer o mesmo que aconteceu ao engaço de outros tempos, nem sequer vão saber o que é um estadulho. E com esta vos deixo e com ela me vou.

 

As fotos, com exceção da primeira que é de arquivo, as restantes são do dia 30 de dezembro passado.

 

 

04
Jan14

As Coisas Boas da Vida

 

Os amigos

 

Um dia nascemos e, sem quaisquer formalismos, temos de imediato direito a uma família. Pai, mãe, irmãos mais velhos, avós, tios... passam a ser as pessoas do nosso círculo mais próximo e as mais importantes para nós... porque dependemos delas. Entretanto, vamos crescendo e descobrimos que afinal também podemos ter outras pessoas importantes na nossa vida e (veja-se só a nossa sorte...) até podemos escolhê-las. É verdade... são os amigos. Primeiro, os amigos de infância, com quem partilhamos as primeiras experiências e descobrimos que o mundo não acaba ao fundo da rua; depois, na escola, o colega de carteira; mais tarde, os amigos na universidade com quem partilhamos a vida académica, e mais tarde ainda, os amigos no emprego e no nosso meio social. A vida, nas suas diversas etapas, vai-nos proporcionando sempre inúmeras oportunidades para alargarmos o nosso círculo de amigos.

 

Ainda bem que assim é, porque ter amigos (amigos verdadeiros) é realmente fantástico.

 

Com os amigos sentimo-nos bem. Em cada reencontro há sempre um sorriso autêntico, uma mão que se estende ou um caloroso abraço com uma palmada nas costas. Depois, perguntamos como têm passado e alegramo-nos ao saber que estão realmente bem. Com os amigos conversamos sobre algo mais do que o tempo, falamos abertamente sobre tudo, partilhamos alegrias e tristezas, e sabemos que mesmo nos momentos mais complicados podemos contar com a sua ajuda e compreensão.

 

Aceite o meu conselho. Apesar da eterna falta de tempo de que todos nos queixamos e da distância física que possa separar as pessoas, reserve algum tempo para “cultivar” as suas amizades. É importante que o faça e não é difícil: um telefonema, um SMS, um e-mail... ou então, melhor ainda, uma visita surpresa...

 

Experimente e depois diga-me qualquer coisa...

 

Luís dos Anjos

 

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