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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

17
Jan14

Discursos sobre a cidade - Por Isabel Seixas

 

Namoro

 

Lusco fusco, um vulto, cabeça entre as mãos,

O silêncio cúmplice do jardim gelava

Sem noção, noite e luar como irmãos…

As pontes que o rio Tâmega namorava…

 

Afaga-as no leito, à socapa, as sombras

nas margens, ramos, nas árvores falam do vento,

Beija-lhe os pés com suavidade como ondas

que se perderão no tabolado e no tempo…

 

há novo vulto sentado em baixo do chorão,

um olhar sem destino num ponto do castelo

só ele e o frio sem sonhos sem emoção

Chaves na fechadura, um ato de Otelo

 

Que fazem vultos, na senda oculta das pontes,

Namoro? História? Passado…Horizontes…

 

Isabel Seixas

Chaves Musa Inspiradora

 

 

17
Jan14

Ocasionais - "FOTÓGRAFOS" ou " A FOTOGRAFIA e os Meus Amigos"

 

“FOTÓGRAFOS”

 

ou

 

“A FOTOGRAFIA e os Meus Amigos”

 

O diabo das fotografias que petisco nos Blogues Flavínios dá-me que pensar, põe-me a cabeça à roda, aumenta-me a cobiça, faz-me sentir inveja, mata-me de saudades e de tristeza e faz-me sonhar.

 

Quantas vezes fico convencido de que são elas, essas Fotografias, que estão a olhar para mim: elas é que são o sujeito e eu sou o objecto!

 

Merleau-Ponty, deslumbrado com «o ver», deixou-nos, nas suas obras, descrições e explicações para nos ajudarem, quer na compreensão de problemas filosóficos através da percepção, quer na interpretação do visível e do invisível, quer, particularmente, na serenidade da meditação sobre a pintura.

 

Para nós, a Pintura e a Fotografia são como brilhantes e fascinantes constelações de estrelas muito distantes, às quais somente conseguimos olhar e tentar adivinhar os segredos dos encantos com que nos fascinam.

 

Não temos nem «letra nem careta»; nem pincel e tinta; nem lente ou «click» que saibamos usar para qualquer uma delas, Pintura ou Fotografia, lhe roubarmos, ou apanharmos, e guardarmos uma verdadeira relíquia.

 

Mas sabemos absorver e deixarmo-nos absorver por ambas!

 

Compensa a nossa fraqueza e imperfeição a arte, o entusiasmo e … a percepção dos nossos Amigos, para quem a Pintura e a Fotografia são tão importantes como o ar que respiram.

 

E, especialmente, aos meus Amigos Fotógrafos admiro - lhes, cada vez mais, a coragem, a valentia com que se arrimam para fotografar uma queda d’água, um mar revolto, uma luta amiga entre animal e homem; um desfiladeiro, um penhasco ou uma cornija ancestral.

 

Além disso, descobrem, para mim, lugares que eu nem imaginava que existiam, uns, outros de quem tantas vezes passei ao lado sem «os ver»; rostos que são límpidos e brilhantes espelhos de alma, e outros, ainda, que são verdadeiras interrogações para as quais nunca consigo encontrar resposta ou solução!

 

Os meus amigos da Fotografia são mesmo fenomenais!

 

Para que os leitores saibam quem são alguns dos «patifes» a quem devo algum regalo de vida   -   ao meu «olho» e ao meu «espírito»   -, a quem “culpo” por alguns dos paradoxos com que me confronto; a quem “acuso” pelas canseiras a que me obrigam para colher mais um grãozinho de conhecimento, aqui vai a «denúncia»:

 

- Dinis Ponteira e Fernando Ribeiro, os maiores culpados; o «Berto Alferes; o «João “TerçOlho”, o «Bano Nascimento», o «António Tedim», o «Pablo Serrano», o «Mário Silva», o «Carlos Silva», o «Zé Pereira, de Valdanta», a «Tânia de Segirei», a «Ana Borges», a «Carminha Videira», seguidos por um batalhão de «Lumbudus» em permanente revelação.

 

Afinal o mundo não é opaco.

 

Do meu amigo Merleau transfiro para o Fotógrafo aquilo que ele disse acerca do Pintor: “o fotógrafo é o único a ter direito a olhar sobre todas as coisas sem nenhum dever de apreciação”.

 

Tal como o pintor, o Fotógrafo e estes meus amigos citados surgem como «soberanos na sua ruminação do mundo», sem outra «técnica» do que a criada pelos seus olhos e pelas suas mãos à força de ver, à força de pintar, à força de fotografar, «obstinados a tirar deste mundo, onde soam os escândalos e as glórias da história, telas que nada acrescentarão às cóleras e às esperanças dos homens, e ninguém se queixa».

 

As cores moldam a forma como sentimos. Os olhos vêem-nas; a nossa mente cria-as.

 

“Só se vê aquilo para que se olha”!

 

 

Mozelos, 15 de Janeiro de 2014

 

Luís Henrique Fernandes

 

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