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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

02
Fev14

O Mundo Rural e os Sabores de Chaves na TV


 

Estamos na era da informação. As novas tecnologias aplicadas à comunicação fazem com que tenhamos, por exemplo, o acesso à informação na hora,  mas também a muita informação que anteriormente nos estava vedada ou pouco acessível por não sair dos livros guardados nas bibliotecas, nas sebentas, nas teses de mestrados ou doutoramentos,  mas sobretudo, as novas tecnologias aplicadas à comunicação fazem com que todos tenham acesso à informação, mas também que todos possam disponibilizar informação e daí, a comunicação/informação hoje em dia ser um autêntico poder ou o quarto poder como alguns defendem, aquele que vem logo a seguir ao Legislativo, Executivo e Judiciário, e mesmo ante do poder económico. Mas todos sabemos que isto são teorias, pois a realidade é bem diferente e, o tal quarto poder hoje em dia é o primeiro poder, aquele que mais força tem na opinião pública e na sua manipulação e que sobretudo está feito para servir e favorecer interesses particulares,  económicos e políticos, às vezes, para favorecer tudo isto junto. Assim, a comunicação/informação de hoje em dia, além de ser um poder é uma arma, e todos sabemos como as armas são perigosas…

 

Uns meses depois de ter criado este blog, um dos meus visitantes fieis chegou à fala comigo e o primeiro que me disse foi: “Você é um aldrabão, tenho ido por essas aldeias que deixa no blog e não são nada daquilo que nos mostra”.  Calei-me, pois na realidade não tinha argumentos para me defender da acusação, pois embora eu soubesse que não havia qualquer  manipulação das imagens que publicava,  sabia que havia manipulação ou seleção nos olhares que captavam essas imagens, ou seja, com imagens reais eu ia deturpando a realidade das nossas aldeias, a agonia pelas quais elas passam com os abandonos, o despovoamento, o envelhecimento da população que nos levam à morte lenta de uma cultura e tradições, mas sobretudo os atentados que se foram consentindo e praticando nos núcleos tradicionais com as demolições da construções típicas transmontanas para darem lugar às maisons das revistas que algum dinheiro dos nossos emigrantes faziam reluzir da pior forma.

 

Pois com o tempo este blog também foi cedendo à verdade da realidade. Os olhares seletivos continuam, é verdade, mas agora mais abrangentes e, se não resisto a deixar por aqui verdadeiras pérolas da nossa paisagem ou da nossa arquitectura tradicional, selecionando o olhar para deixar de fora algumas aberrações que às vezes lhe servem de vizinhança, também é verdade que não deixo de fora a outra face da moeda, principalmente a dos abandonos e envelhecimentos, as ruinas e o envelhecimento da população, afinal de contas, aquilo que de mais vulgar há agora nas nossas aldeias.

 

Tudo isto graças ao programa televisivo da SIC que está a ser neste momento  transmitido em direto desde Chaves para todo o mundo (e durante toda a tarde) com a flaviense Srª D. Agata a servir de cicerone ,  a respeito da feira dos sabores de Chaves, em que a realidade da informação  televisiva que passa é bem diferente da realidade que se vive por cá no dia a dia. É o tal quarto poder feito para manipular informação para favorecer interesses.

 

Que me desculpe o Couto de Ervededo ao ter-me servido das suas imagens para ilustrar este texto.

 

 

02
Fev14

Pecados e Picardias


 

A Taverna

TARDE

 

Entraram os jovens

Alegres a fazer algazarra

Raparigas provocantes

Ávidos por farra

 

Povoaram as mentes

De fantasias indecentes

Até do servente

Com ar sério…inocente

 

Pediram misturas

Vinho e brancas puras

Coloridas afrodisíacas

Eufóricas maníacas

 

Estalaram as línguas

No prazer das gargalhadas

Em goladas exíguas

Das bebidas apressadas

 

Começaram os calores

Rostos rubros desinibidos

A dar larga aos amores

E aos toques atrevidos

 

Até o jovem solitário

Saiu da sua apatia

Declinou o corolário

Sorriu à ironia

 

A jovem espampanante

Com o top e mini-saia

A fazer-se insinuante

Com os olhares de soslaio

 

As meninas trocistas

Riem por tudo e por nada

Das piadas são artistas

Têm a vida embriagada

 

Dividem a conta

Cada um a sua parte

Saem a bater com a porta

Rindo da sua arte

                                            

Isabel Seixas

 

 

01
Fev14

As Coisas Boas da Vida


 

 

Uma tertúlia

 

As tertúlias, ou as cavaqueiras, numa versão mais popular, são um valiosíssimo património cultural das nossas gentes. É nestes círculos informais que se partilham informações, trocam ideias, esgrimem argumentos, despertam consciências e até mobilizam pessoas e recursos para uma determinada causa. Quem teve a oportunidade de crescer na aldeia lembrar-se-á com certeza das conversas dos homens, no adro da igreja, ao domingo de manhã, antes do início da missa, enquanto as mulheres, já no interior, iam ensaiando os cânticos... Era um verdadeiro momento de cavaqueira onde se falava de tudo, desde o estado do tempo até aos problemas com o sistema de regadio da aldeia...

 

Hoje em dia, porém, numa sociedade que julgamos cada vez mais informada (mas, eventualmente, menos formada), com a rádio e a televisão, e mais recentemente a Internet, a invadir literalmente as nossas casas, começam a perder-se estes salutares hábitos de conversa. Preferimos assistir impávidos e serenos a pseudo-debates televisivos, ou então percorrer páginas e mais páginas da Internet, a maioria das vezes ricas em palavras mas parcas em conteúdos, do que discutir os nossos problemas e as nossas inquietações com os que estão mais próximos de nós. Provavelmente, também aqui se nota o reflexo de uma sociedade cada vez mais fechada em si mesma e nos seus exíguos apartamentos, onde o único contacto possível com o vizinho do lado é pela porta da entrada que, obviamente, está sempre fechada.

 

Aceite o meu conselho. Comece a reservar mais tempo para si e, sobretudo, mais tempo para estar com os outros. Reúna os seus amigos e atreva-se a falar mais, mas também a escutar e a compreender outros pontos de vista e outras ideias. Vai ver que a experiência é verdadeiramente enriquecedora e em pouco tempo estará a desfrutar do inigualável prazer de uma verdadeira cavaqueira.

 

Experimente e depois diga-me qualquer coisa...

 

Luís dos Anjos

 

 

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