Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

05
Mar14

Chá de Urze com Flores de Torga - 26

 

Hoje e nos próximos capítulos vamos abordar os Poemas Ibéricos de Miguel Torga. Será uma síntese, por nós abordada, e que ficará aquém de tudo que se possa dizer sobre os Poemas Ibéricos e Miguel Torga.

 

Vamos dividir estre trabalho em quatro partes, tantas quantas as partes em que os Poemas Ibéricos são divididos.

 

Os Poemas Ibéricos – 1ª parte

 

Os Poemas Ibéricos são divididos em quatro partes - História Trágico-Telúrica, História Trágico-Marítima, Os Heróis e O Pesadelo – Os poemas Ibéricos buscam revisitar a história dos povos da península.

 

Miguel Torga começa o seu livro com o poema “Ibéria” que, aliás, é independente de quaisquer outras partes do livro, ou seja, o poema em questão é a própria apresentação do livro pelo próprio autor, uma espécie de prefácio ou prólogo.

 

Este poema é, em suma, uma síntese do povo e da terra ibérica. O primeiro quinteto resume como é a península vista do mais alto cume. Pela certa uma alusão aos  Pireneus que fazem a fronteira natural entre a península e o resto da Europa, que nos separa da Europa e dá uma identidade própria aos povos ibéricos. Uma península com apenas terra (a grande meseta ibérica), sol e pinhais, características únicas da península, um ambiente hostil. Quem conhece a meseta, sabe ao que Torga se refere. O primeiro quarteto mostra-nos a ânsia de um povo em saber o que está para além do mar, e enfrentar os seus perigos na procura de novos mundos. Uma ansia que dói como um tumor enraizado, a península como uma antena da Europa, a ponta da Europa como recetor do chamamento constante do mar. O segundo quarteto é uma alusão ao desbravamento do mar, às descobertas, às suas dificuldades (bem patentes no poema “Regresso”) do povo ibérico desdobrado em portugueses e espanhóis. No último quarteto a loucura e sonho do povo ibérico de ser dono do mundo.

 

Na parte chamada de História Trágico-Telúrica, Miguel Torga descreve a Península com os seus poemas A Terra, A Raça, Fado, A Vida, O Pão, O Vinho e A Miragem. Ou seja, o poeta trasmontano mostra os elementos básicos da cultura ibérica. O poema Fado mostra o destino reservado a portugueses e espanhóis, um destino que calhou ao povo ibérico como uma condenação da qual não se pode fugir:

 

“FADO

 

Tem cada povo o seu fado

Já talhado

No livro da natureza.

Um destino reservado,

De riqueza

Ou de pobreza,

Consoante o chão lavrado.

 

E nada pode mudar

A fatal condenação,

No solo que lhe calhar,

Humana vegetação

Tem de viver, vegetar,

A cantar

Ou a chorar

Às grades dessa prisão.”

 

 

Sobre mim

foto do autor

320-meokanal 895607.jpg

Pesquisar

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

 

 

Links

As minhas páginas e blogs

  •  
  • FOTOGRAFIA

  •  
  • Flavienses Ilustres

  •  
  • Animação Sociocultural

  •  
  • Cidade de Chaves

  •  
  • De interesse

  •  
  • GALEGOS

  •  
  • Imprensa

  •  
  • Aldeias de Barroso

  •  
  • Páginas e Blogs

    A

    B

    C

    D

    E

    F

    G

    H

    I

    J

    L

    M

    N

    O

    P

    Q

    R

    S

    T

    U

    V

    X

    Z

    capa-livro-p-blog blog-logo

    Comentários recentes

    • Anónimo

      Assisti a construção das aldeias de Criande e Alde...

    • Cláudia Luís

      Ola bom dia gostaria de saber a morada e o contato...

    • Amiel Bragança

      Com um Abraço votos de Santa Páscoa.Amiel Bragança

    • Anónimo

      Que bom sabermos particularidades da vida de um gr...

    • Fer.Ribeiro

      Obrigado pelo comentário. Em relação ao Chaves Ant...

    FB