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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

07
Mar14

Discursos Sobre a Cidade - Por Gil Santos

 

 

Os banhos de Aquæ Flaviæ

 

 

Brotam das parafundas da nossa Veiga águas enxofradas e mui cálidas, desde que o mundo é mundo e o Tâmega corre ó p’ra baixo.

 

Uns dizem que as esquentam as paredes do inferno, outros um vulcão (!) que um dia nos há-de engolir e outros uma caldeira a que ninguém sabe o poiso. Seja como for, o certo é que desde tempos imemoriais que esta fonte geotérmica vem sendo o ex libris da região. A ela se deve o lugar e o nome da nossa excelsa cidade.

 

Nas margens do curso de água que, preguiçosamente, atravessa o povoado, aproveitando o atalho cavado pela falha geológica que originou a Veiga, aflora aquela água, no epicentro da urbe a que os romanos quiseram chamar Aquæ Flaviæ. À principal fonte, sita no Tabolado, os flavienses puseram o nome de Caldas.

 

Foram os romanos, povo conquistador, que no século I delas se apossou à força da Sétima Legião Gémina de Titus Flávius Vaspasianus. Os de Roma depressa lhes encontraram proveito. E tanto as usaram para sarar as maleitas do corpo, como as do espírito. Para o efeito construíram balneários, dando assim o corpo a banhos e a alma à prodigalidade ao ócio e quiçá à intriga.

 

 

Sempre houve dúvidas sobre a verdadeira localização destes banhos. Uns afirmavam que estariam soterrados nos caboucos do Convento dos Anjos, outros na foz do Ribelas, na sua margem esquerda. Afinal, nem estavam num sítio nem no outro. Descobriu-se, em 2008, estarem no Arrabalde sob o terreiro do antigo mercado municipal. Ali se mantiveram, provavelmente, até ao século V, altura em que os Suevos invadiram a cidade e os teriam destruído. Sabe-se que deveriam ter sido reconstruídos, uma vez que foram de novo demolidos, por razões estratégicas, no período da Guerra da Restauração, entre 1640 e 1668.

 

O Dr. Francisco da Fonseca Henriques, natural de Mirandela, médico de D. João V, rei de Portugal, dedica aos banhos de Chaves[1] algumas páginas da sua obra Arquilégio Medicinal. É muito interessante o relato e talvez um dos mais antigos que se conhece. Pelo interesse, convoco algumas das mais curiosas passagens. Respeitarei a forma original da letra para maior proveito do leitor. O Dr. Mirandela, como era conhecido, começa por nos dizer que:

 

“Estas são as melhores Caldas que há neste Reyno para achaques frios de nervos, de juntas, e mays partes do corpo, a que se devaõ aplicar banhos de Caldas. Nascem ellas entre a muralha da fortificação da Praça de Chaves e o rio Tamega, em huma grande planície, a que os naturaes da terra chamaõ Tabolado, por ser lugar em que fazem os seus festejos de cavallo, e os exercícios militares; e alli abrindo huma cova, com a mão que seja, em qualquer parte deste território, sahe em muyta copia ágoa calidissima, que tirada das Caldas, se conserva quente nas quartas todo hum dia.”

(Henriques, Francisco da Fonseca, Arquilégio Medicinal, pp. 26-27)

 

 

 

De seguida relata alguns episódios de cura, quase milagrosos:

 

“São estas ágoas tão eficazes em curar os achaques frios de nervos, que excedem a quantas Caldas temos em Portugal, e às de Ledeima em Castella. Em algum tempo houve casa de banhos no mesmo sítio das Caldas; mas na guerra da feliz acclamaçaõ delRey D. João IV as mandou desnecessariamente demolir o conde de Mesquitella, que governava as armas daquela Província; deyxando privados os doentes do benefício das Caldas; de tal maneyra que da mesma província, e da mesma terra das Caldas, estavaõ indo às de Ledeima buscando o remedio que deyxavam em suas casas, ou às suas portas, pelo esquecimento em que ficaraõ depoys que naõ houve casa de banho em que se usassem; até que nós as lembramos, porque vendo a qualidade, e copia das agoas, que nos pareceraõ excelentes para os ditos achaques, aconselhàmos a alguns doentes que tomassem banhos em tinas, com que se curavaõ felizmente. A primeyra pessoa que de distancia de sete legoas fizemos ir a estas Caldas, foy huma mulher nobre, já quadragenária, que havia anos estava com huma parlisia universal, de forte lesa, que só a língua movia, e falava.Entrou a tomar banhos de tina; e no terceyro se restituio o movimento de maneyra que andou pela casa, e continuando com elles, sarou perfeytamente. Este caso fez resucitar estas Caldas por ser esta pessoa conhecida em toda a Provincia e assim foy havendo concurso a ellas com admiraveys sucessos.

 

[mais à frente continua]

 

A Condessa de S. João Dona Anna de Lorena, hoje Religiosa no Convento da Madre de Deos dessa cidade, tomou banhos destas agoas em Nantes, lugar distante meya legoa de Chaves, e sempre se batiaõ muyto, para ficar em calor moderado, capaz de tomar banhos, com que melhorou das queyxas que padecia.

 

Luis Vahia Monteyro, hoje Governador do Rio de Janeyro fez ir agoa destas Caldas a Villasboas, distante de Chaves dez legoas, onde sua mulher tomou banhos, para se curar de alguns achaques, de que se temia huma esterilidade; e ainda que a agoa chegava fria, e se aquentava para entrar no banho, eh tal a sua virtude, que a curou dos achaques que padecia e pouco depoys da cura se fez fecunda. As pessoas, que por pobresa naõ podem tomar os banhos em tinas, fazem uma cova em que caybaõ no mesmo lugar das Caldas, e alli se enterraõ para não morrerem; porque assim se curaõ.” (ib. ibid.: pp. 28-29)

 

 

Ainda um caso que considera prodigioso:

 

“Entrando hum pobre muyto hidropico no pátio das Casas de Duarte Teyxeyra Chaves, que nesta Corte foi Conselheyro do Ultramarino e Tenente general de Artilharia da Corte, e Reyno, o mandou recolher sua mulher em huma casa terrea no mesmo pátio fazendo-lhe chamar Medicos, e Cirurgiões, que o curassem. Prohibiaõlhe eles agoa; mas o pobre apertado de sede, la se arrastava como podia, e foi bebendo daquella agoa de que usavaõ os porcos, cujas viandas se fazem com agoa das caldas; e em breve tempo estava saõ o hydropico, sem saberem os Medicos a que atribuir a melhoria, até que o doente confessou o delito, que foy todo o seu remedio.” (ib. ibid.: p. 31)

 

Depois diz-nos que:

 

“Nos gallicados as usamos também algumas vezes; naõ para os curar de gallico, que isto faz melhor o Mercurio, mas para os achaques de nervos que necessitavaõ de Caldas. E doente houve, que sendo toda a sua vida valetudinario, e morboso, o que se attribuía a ser filho de pays gallicados, e a ter elle, adquirido também este contagio, dando-lhe hum estupor legitimo no rosto, lhe aconselhamos banhos destas Caldas, de que usou tomando ao entrar no banho hum xarope de salsa parrilha, como se costuma fazer nos suores de estufas, e tendo depoys regimento da mesma salsa, naõ só se curou do estupor, mas ficou com muyta boa saúde remediado de todos os mays danos, que se imputavaõ ao contagio gallico.” (ib. ibid.: p. 32)

 

E ainda que:

 

“Nós sabemos de huma menina de seis meses, que tomou no mês de Agosto dezoyto banhos, em nove dias, para se curar da debilidade, ou laxaçaõ de huma perna, que não podia mover, de que houve o bom sucesso que se dezejava.” (ib. ibid.: p. 33)

 

Numa breve fussadela pela história das Caldas de Chaves, e seguindo de perto o relato doNovo Aquilégio[2], percebemos que, em 1807, dois anos antes da visita indesejada dos franceses do duque da Dalmácia, houve um primeiro projeto de construção de um balneário para banhos. Porém, a montanha pariu um rato e o projeto quedou-se tão simplesmente por uma singela proteção a uma das muitas nascentes, mandada erigir pelo futuro rei João VI. Dela ainda se conserva a lápide exposta junto da atual buvette: MILIT. XENODOCH.UTILIT. O.PUBLIC. JOAN.PRINC:REG:O:P:P:= A N MDCCCVII

 

 

Mais tarde, já em 1892, Alfredo Luís Lopes relatou desta forma um outro projeto de construção do balneário, que se haveria de quedar pela intenção:

 

“Consta-me que ultimamente por iniciativa do visconde de Alentem, do Porto, se projecta a construção de um grande estabelecimento hidroterápico, em que convenientemente se explorem as especiais águas da municipalidade de Chaves. É para desejar que tão louvável projecto se realize e que, no futuro balneário, se instalem os banhos de vapor mineral, a que estas termas tanto se prestam e que poderiam, perfeitamente, rivalizar com as de Baden-Baden. Os banhos davam-se então em pensões ou casas particulares para onde a água mineral era transportada sem perder o calor: É tão elevada a termalidade das águas que para quase todas as casas de Chaves elas são transportadas, a fim de ainda quentes se aproveitarem em usos medicinais e caseiros.”

 

Em 1899, a Câmara Municipal de Chaves adquiriu o alvará de exploração das águas. Nesse mesmo ano, confiou a Terra Viana a missão de elaborar um estudo para uma edificação balnear.

 

A Crónica da Vila Velha de Chaves, em 1912, relata que a primeira câmara republicana da cidade adjudicou as Caldas ao banqueiro flaviense Cândido Sotto Maior, com o compromisso da construção de um balneário. Contudo, a Grande Guerra e as dificuldades de transferência de fundos do Brasil para Portugal, onde este capitalista tinha a sua riqueza, inviabilizaram os seus planos, abortando o desiderato em 1919. Em 1920, o coronel Aníbal Montalvão planificou um novo projeto, interrompido pela sua morte em 1923.

 

 

Em 1934, a Câmara Municipal mandou construir uma buvette, ao tempo muito criticada. Sobre essa captação escreveu Joyce Diniz, em 1940:

 

“A captagem não oferece garantia hidrológica nem higiénica e sobre ela mandou construir a Câmara daquele Concelho uma buvette, que não foi autorizada pela direcção Geral, a água é levada para várias pensões vizinhas, nem só modestas mas mesmo sórdidas, onde são dados banhos. A água termal anda perdida entre as areias, nas margens do Tâmega, rebentando à superfície, em diferentes pontos. No vasto areal da margem do rio e junto à buvette, têm lugar periodicamente grandes feiras de gado de que resulta, forçosamente, a impregnação das areias pelas urinas de milhares de cabeças de gado vacum, suíno, caprino, etc. E é através dessas areias que corre a água medicinal, para chegar à buvette, aonde é distribuída ao público gratuitamente, por uma empregada vestida de bata branca, paga pela Câmara Municipal, consequentemente com chancela oficial.”

 

 

 

Na Hidrologia Portuguesa de 1946, o engenheiro Acciaiouli também fez menção, aliás muito pouco abonatória, àquela exploração que não contava ainda com qualquer balneário. Em 1945, tinha sido nomeado um diretor clínico, que, segundo aquele engenheiro, tivera de “vencer grande resistência para a inscrição dos doentes, desde sempre habituados a fazer o tratamento como queriam. Somente a empregada da Buvette dava as suas indicações sobre a quantidade de água a beber.” Acciaiouli termina o seu escrito referindo que se guardava a resolução do governo sobre as medidas a tomar a fim de terminar esta irregular situação.

 

Aquele diretor clínico era o flaviense Mário Gonçalves Carneiro, que, em 1945, tinha defendido em Coimbra a sua dissertação ao doutoramento, sob o tema dasCaldas de Chaves.

 

Contudo, o Tabulado estava quase na mesma e a buvette, tão criticada em 1940, continuava firme e hirta. Tratava-se de uma construção semicircular, aberta em colunas para o exterior, ao gosto da primária arquitetura do Estado Novo.

 

O local foi assim descrito por Mário Carneiro:

 

“Apenas existia uma Buvette com colunas ao gosto romano, de água não captada, e junto algumas Pensões e Hospedarias, uma delas a Pensão Jaime construída mesmo junto das nascentes, todas rodeadas de terrenos onde eram lançados os estrumes de lojas de animais e feitas várias plantações hortícolas. […] Numa enorme extensão de terreno plano, chamado Tabolado, realizava-se semanalmente a feira do gado e no ribeiro Rivelas lavava-se roupa doméstica e num poço de água quente ao lado da Buvette depenavam-se galinhas. Na cidade havia o chamado Grande Hotel (com vinte e três quartos de dormir e sete quartos de banho), e várias Pensões.”

 

O médico montou o gabinete de consultas na sua residência da Rua Direita. Aí recebia os pacientes e prescrevia o tratamento, constando, geralmente, da ingestão de água, de banhos e de dieta. A prescrição era entregue pelo aquista no Hotel de Chaves ou nas pensões que possuíam quartos de banho ou que tinham prática balnear com tinas portáteis.

 

 

 

Em 1948, o direito de exploração das águas foi vendido, por cento e vinte contos, à empresa Termas de Portugal. Curiosamente, esta empresa tinha sede em Lisboa, no endereço do palácio do banqueiro Sotto Mayor. Este comprometeu-se a executar as captagens e a construção de um balneário e de uma nova e mais moderna buvette.

 

 

Em 1949, iniciaram-se, por conta do Estado, as obras de desvio do Ribelas e a demolição da antiga buvette. No ano seguinte, finalmente, abria o edifício provisório dos balneários. Em 1952, foi inaugurada uma nova buvette. De arquitetura arrojada, contrastante com a da cidade, esta nova estrutura em cimento armado tem a forma circular, com cobertura em cogumelo, assente em colunas. A nova edificação, contemporânea da ponte Engenheiro Barbosa Carmona, que, finalmente, aliviava as costas à velhinha Ponte Romana, emprestava uma cara nova a uma cidade velha. Esta buvette aparece descrita no Anuário de 1963 nestes termos: ”Pelas suas proporções e traça arquitectónica deve ser considerado como um dos mais belos exemplares das estâncias crenoterápicas portuguesas.”

 

 

Em 1962, as termas regressaram à edilidade, a qual, com auxílio do Estado, as reaveria por mil e duzentos contos de réis. Desde logo se haveria de providenciar à construção de um novo e mais amplo balneário, concretizado dez anos depois e inaugurado em 1973. Um dos melhores da Europa termal.

 

Numa obra publicada em 1964, sob o título As Caldas de Chaves no Passado, no Presente e no Futuro, Mário Carneiro dedicou o último capítulo a este novo balneário. Propôs a construção de um hotel próximo que pudesse acolher os aquistas que crescentemente procuravam as curas destas águas. Curiosamente, mencionou também aquilo a que chamava nascentes bastardas. Identificou algumas delas, arredias da concessão camarária: a de água férrea, a meia distância entre a buvette e a ponte do Ribelas; a das poldras do Tâmega, um pouco a jusante destas pedras salteadas que atravessam o rio; a da pensão Rito, no seu quintal da rua das Longras; as da rua do Tabolado, uma na pensão das Caldas, e outra no quintal do Dr. João Baptista de Morais e, ainda, a do Grande Hotel de Chaves, cavada em poço fundo.

 

 

 

O dedicado diretor clínico, que emprestou quase toda a sua vida profissional a estas águas, esclarece-nos que, em 1982, se tinha procedido a uma perfuração da rocha aquífera e a obras de recuperação de toda a área envolvente do parque termal. Algumas unidades hoteleiras foram renovadas e construído o Hotel Aquae Flaviae, com ligação interior ao balneário, que haveria de ser ampliado, em 1992, para uma melhor resposta aos utentes aquistas.

 

 

O Dr. Mário Carneiro, Carneirinho, como carinhosamente era conhecido por todos, continuou como diretor clínico das Caldas de Chaves até 1 de Janeiro de 2004. Aposentou-se após 58 anos de dedicação às Caldas de Chaves. Antes, a 22 de Setembro de 1996, após cinquenta anos da sua tomada de posse como diretor clínico, a Câmara de Chaves, muito justamente, prestou-lhe homenagem, atribuindo-lhe a Medalha de Ouro da cidade e construindo-lhe um busto no espaço das Caldas. Faleceu em 5 de Julho de 2008. Muito lhe deve a cidade e os flavienses.

 

 

 

Em 2005, iniciaram-se as obras de renovação das margens do Tâmega no âmbito do Programa Polis. Esta obra, há muito concluída, é a menina dos olhos dos flavienses, por proporcionar espaços idílicos para ocupação das horas de ócio. Com estas obras de requalificação, finalmente, as Caldas e o espaço envolvente ganharam a dignidade que se impunha há séculos.

 

Para terminar, umas notas curtas, saudosas, sobre as nossas Caldas:

 

Sabiam que a água quente, durante anos, foi acarretada à cabeça em cântaros de barro até às pensões onde os aquistas tomavam banhos e até às casas particulares para os usos mais diversos? Mais tarde, usaram-se os de folha da Flandres. Anos depois, apareceram os aguadeiros que transportavam os cântaros em estruturas montadas em mulas, machos e burros, o que permitia menos viagens, menos esforço e menos tempo. Depois, em carroças próprias e, mais tarde, até em automóveis. Era um negócio a que alguns se dedicavam.

 

 

E dos hóspedes do saco, ouviram falar? Pois, eram os hóspedes pobres que vinham a tratamentos mas que não podiam pagar a pensão completa. Por isso, arrendavam um quarto numa pensão ou numa casa particular, com contrato do uso da cozinha. Aí cozinhavam o que traziam no saco. A Pensão Jaime era das que tinha mais destes hóspedes.

 

E quem se lembra dos esgotos que conspurcavam o rio a montante da Ponte Nova? Aí desaguava também um ancho cano de água quente das Caldas. No inverno, com o frio das geadas, parecia a chaminé do Texas. Lá se depenavam as galinhas e se pelavam os leitões. Também nesse espaço, entre a maior imundice, alguns se fartavam de pescar barbos, bogas, escalos e reibacos que vinham à babuja do esgoto. Depois, percorriam as ruas da cidade vendendo o peixe porta a porta!..

 

Quem de nós, depois das tainadas e dos copos, não foi cuidar da digestão, difícil, à bica das Caldas?

 

Quem de nós não foi aquecer o traseiro e desengaranhar as mãos e a língua, nas noitadas de geada, à chapa inox dos poços das Caldas?

 

Quem de nós não foi para os recantos da buvette, pró roço, com as moças catrapiscadas nas tardes soalheiras de primavera no Jardim das Freiras?

 

Tempos de outras caldas!

 

As Caldas de Chaves fizeram e continuam a fazer a cidade grande e bela. Hoje constituem-se num espaço que enche de inveja qualquer forasteiro que nos visite. Nós, muitas vezes, não lhe damos o verdadeiro valor porque os santos de casa continuam a não fazer verdadeiros milagres!..

 

Fazemos mal, porque águas destas não correm em qualquer cano!



[1] Cap. I Título XV pp. 26-33

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