Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

12
Mai14

Quem conta um ponto...

 

Pérolas e diamantes (89): abandonos

 

Disseram que foi com o anterior governo que entrámos na bancarrota financeira, mas, com este, sem sombra de dúvidas, desembocámos na bancarrota moral, que é a mais perigosa de todas.

 

O povo já não tem confiança nos líderes. Pudera! Basta olharmos para quem nos governa a nível central, e a nível autárquico, para ficarmos com pele de galinha e com os pelos do corpo todos eriçados.

 

Os historiadores hão de olhar para este período da nossa história como a era integrada da desintegração.

 

Apesar de vivermos numa aparência de “normalidade” do Estado, e dos seus serviços, existe um caos crescente, que a burocracia ainda se esforça por manter para que a sociedade funcione. Mas este estado de coisas não vai durar muito. A sociedade portuguesa atual está presa por arames.

 

E é apenas a semântica o que divide os partidos. Para eles, os principais responsáveis pelo descalabro, o desfecho é a renegociação, a restruturação ou o perdão. Tudo soluções que só afundam ainda mais o buraco em que nos meteram.

 

É evidente que o Estado português está a contrair-se dia a dia. Os serviços básicos estão a diminuir drasticamente, quer a nível da quantidade, quer ao nível da qualidade. Estou a falar, por exemplo, na Educação, na Saúde, na Justiça e na Segurança Social.

 

Convém lembrar que metade da população portuguesa depende de apoios sociais.

 

Dados mostram que um milhão de portugueses vive uma situação de privação material severa, não tendo sequer capacidade para aquecer a casa ou para fazer face a uma despesa inesperada.

 

Por todo o lado, fecham serviços que são imprescindíveis à vida e ao bem-estar das populações.

 

Em Chaves isso acontece com uma frequência inusitada, perante a inépcia, a desistência e o conformismo do poder local.

 

O caso mais recente é o do Pólo da UTAD. O senhor presidente da câmara apenas se limitou a dizer que a culpa é de Lisboa. É pouco. É muito pouco para quem foi eleito alardeando aos quatro ventos mil e uma promessas na defesa intransigente dos interesses de todos os flavienses.

 

Esta Câmara tem pautado toda a sua atuação em conformar-se com as políticas de abandono sistemático levadas à prática pelo Governo Central.

 

Convém lembrar que foi no tempo, e no modo, deste poder autárquico que o Hospital foi mutilado, o Tribunal desqualificado e a Universidade levada pelo vento.

 

O senhor presidente da câmara de Chaves, posto perante este desastre local, apenas se revela entusiasmado com a sua pequena ilusão chamada de Eurocidade Chaves-Verin. Mas é tão zeloso do seu brinquedo que se “esqueceu”, estrategicamente, de convidar para nela participarem os concelhos do Alto Tâmega. Até nisso se revelou um político de vistas curtas e de projetos sem dimensão regional.

 

Este poder autárquico, endividado até à ponta dos cabelos, apenas faz com que as coisas pareçam acontecer.

 

Zeloso do seu domínio, e defensor da burocracia, limita-se a administrar regras e regulamentos que, invariavelmente, bloqueiam a iniciativa e minam o dinamismo.

 

A sua tensão de tentar funcionar burocraticamente para fins não burocráticos, pois a gestão de um município é muito diferente da gestão de um gabinete, é uma camisa-de-forças que tolhe todos os movimentos que aparecem impulsionados pelas diferentes forças socais e políticas.

 

Devem pensar que como a curva por vezes desce, também um dia subirá. Mas, cá para nós que conhecemos esta gente vai para muito tempo, o mais provável é que não.

 

O povo lá diz na sua sabedoria ancestral: O que torto nasce, tarde ou nunca endireita.

 

João Madureira

12
Mai14

De regresso à cidade

 

Sim, de regresso à cidade mas, já, com saudades do campo, da natureza, das cores, da primavera, das coisas simples feita com toda a sua complexidade de formas e estruturas selvagens.

 

 

Assim, e já que não posso ter toda estas coisas na cidade, nos dias da semana em que o relógio se sobrepõe a todas as coisas naturais, deixo uma imagem por cada dia de trabalho.

 

 

Cinco imagens com cinco momentos, com o verde de fundo e a provocação das outras cores.

 

 

E flores, muitas, de todas as cores, selvagens, sempre selvagens

 

 

Enfim, ficaria por aqui todo o sempre, mas, temos de regressar à cidade!

 

 

Sobre mim

foto do autor

320-meokanal 895607.jpg

Pesquisar

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

 

 

Links

As minhas páginas e blogs

  •  
  • FOTOGRAFIA

  •  
  • Flavienses Ilustres

  •  
  • Animação Sociocultural

  •  
  • Cidade de Chaves

  •  
  • De interesse

  •  
  • GALEGOS

  •  
  • Imprensa

  •  
  • Aldeias de Barroso

  •  
  • Páginas e Blogs

    A

    B

    C

    D

    E

    F

    G

    H

    I

    J

    L

    M

    N

    O

    P

    Q

    R

    S

    T

    U

    V

    X

    Z

    capa-livro-p-blog blog-logo

    Comentários recentes

    • Anónimo

      Assisti a construção das aldeias de Criande e Alde...

    • Cláudia Luís

      Ola bom dia gostaria de saber a morada e o contato...

    • Amiel Bragança

      Com um Abraço votos de Santa Páscoa.Amiel Bragança

    • Anónimo

      Que bom sabermos particularidades da vida de um gr...

    • Fer.Ribeiro

      Obrigado pelo comentário. Em relação ao Chaves Ant...

    FB