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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

30
Jun14

Francisco da Costa Gomes - Responsabilidade História

FRANCISCO DA COSTA GOMES

Chaves, 30 de Junho de 1914 – Lisboa, 31 de Julho de 2001

 

Francisco da Costa Gomes – Responsabilidade história, é assim intitulada a exposição sobre o Flaviense e Marechal Francisco da Costa Gomes, décimo-quinto Presidente da República e o segundo após o 25 de Abril de 1974. A exposição de iniciativa da Presidência da República e acolhida pela Câmara Municipal de Chaves pretende comemorar o centenário do nascimento deste ilustre Flaviense, como, citando o Diretor do Museu da Presidência Diogo Gaspar:  “uma simbólica mas justa homenagem a um estadista e militar que, em diversas ocasiões da sua vida, desempenhou importantes cargos na administração do Estado.

 

 

A exposição inaugurou hoje em Chaves numa sala do Museu Municipal, adaptada para o efeito, e estará patente ao público até ao dia 31 de novembro de 2014. A inauguração contou com uma cerimónia e desfile militar na Praça do Duque, contando com a presença de altas patentes militares e outras entidades civis e religiosas, bem como com a família do Marechal Francisco da Costa Gomes.

 

 

 

Para hoje, além de aplaudirmos a iniciativa, ficam apenas a notícia da abertura da exposição e algumas imagens da cerimónia militar que antecedeu a sua inauguração, mas fica prometido que em breve apresentaremos aqui um trabalho alargado sobre esta exposição e sobre este ilustre flaviense, aliás já há muito prometida, mas não com a brevidade de um post.

 

 

 

 

30
Jun14

Quem conta um ponto...

 

 

196 - Pérolas e diamantes: António, o Lamentador

 

A Câmara de Chaves vai fazer aquilo que sempre negou vir a fazer, porque está à beira da falência. A autarquia liderada por António Cabeleira vai pedir um saneamento financeiro.

 

A má gestão do executivo PSD tornou a dívida insustentável.

 

Segundo a lei, o plano exige a tomada de medidas específicas de redução de despesa.

 

Essas medidas têm sempre a ver com a redução da despesa com o pessoal e com o investimento. E também, conforme é do costume, com o aumento de impostos, tais como o IMI e as restantes taxas municipais.

 

Os erros de gestão, aliados à incompetência e à demagogia saloia dos responsáveis autárquicos, vão custar ao erário público, ou seja a todos nós, a módica quantia de 30 mil euros, que é quanto a CMC vai pagar à empresa contratada para o efeito.

 

Coisa que parece não afetar sobremaneira os responsáveis pela calamidade. Outro galo cantaria se esse dinheiro saísse diretamente dos bolsos de quem nos meteu neste buraco sem fundo da dívida.

 

Nos últimos doze anos, a gestão camarária protagonizada pelo PSD de João Batista (agora Secretário da CIM, um tacho dourado feito à medida do ex-autarca) e António Cabeleira, fez aumentar a dívida, isto num cálculo conservador, em cerca de 40 milhões de euros.

 

Ou seja, em três mandatos a dívida camarária, com a gestão de JB e AC, quadruplicou. E as obras, caros flavienses, só as conseguimos ver por um canudo.

 

Por exemplo, a má gestão respeitante ao Mercado Abastecedor, custa 3,5 milhões de euros. E nunca é de mais lembrar a dívida às Águas de Portugal, de cerca de 20 milhões de euros, motivada pelo não pagamento repetido, durante quatro anos consecutivos. Isto depois dos serviços camarários terem cobrado esses serviços aos flavienses.

 

Ripostavam, os prestidigitadores, quando acusados pela oposição de que a dívida era insustentável, que a situação financeira da autarquia era saudável.

 

Quando a oposição propôs uma auditoria às contas, António Cabeleira disse que não, argumentando que as contas estavam bem, porque ele era honesto, porque a gestão do PSD era honesta, verdadeira e transparente.

 

Afinal o que o presidente da Câmara tentava, e tenta, evitar, é que os flavienses se venham a inteirar do enorme embuste que rodeia todo este imbróglio.

 

Daí o “acordo” feito com João Neves. Essa manobra desesperada – pois nem AC se entende com JN nem JN emparelha com AC –, apenas serviu para, no limite, inviabilizar uma auditoria séria e isenta às contas da autarquia.

 

Para nos apercebermos da força política do atual presidente da Câmara de Chaves, basta lembrar a resposta que deu aos jornais quando lhe perguntaram qual a sua posição sobre o encerramento da UTAD de Chaves e sobre a incapacidade da autarquia em conseguir segurar no concelho mais este importante serviço público.  

 

O senhor presidente demonstrou o seu descontentamento e “lamentou” o sucedido. 

 

Quando nos levaram o Hospital AC lamentou, quando nos confiscaram o Tribunal AC lamentou.

 

Aqui ninguém investe, AC lamenta. As obras do Arrabalde transformaram-se em perpétuas, AC lamenta. As estradas do concelho estão num estado lastimável, AC lamenta. Os esgotos correm a céu aberto ali para os lados do Parque Empresarial, em Outeiro Seco, AC lamenta. As pessoas vão-se embora, AC lamenta. As escolas fecham, AC lamenta. As Caldas não conseguem abrir para a época termal, AC lamenta. As casas do Centro Histórico desmoronam-se, AC lamenta. O Comércio Local definha, AC lamenta.

 

Afinal, os flavienses elegeram para estar à frente da autarquia não um líder mas um homem piedoso que apenas reza frente ao muro das lamentações.

 

Já Salazar dizia que cada povo tem o governo que merece.

 

João Madureira

 

 

29
Jun14

Pecados e picardias

 

 

Olhamos  

 

 

no espelho

esquecido de nos devolver o tempo

que era sempre  amanhã,

 

já estranhos

desconhecidos de nós no ontem

que parecia seguro

 

e sem nos ver

mergulhamos num  abismo  presente

sem outra opção à vista

 

cais  sem barcos

navegantes  sem mar nem bussola

nós a navegar sem ondas

 

inseguros

voos  zombies  desnorteados

procuram sem saber o quê

 

vê lá atrás

migalhas que ficam no caminho

guarda  alguns segredos…

 

Olhamos sem ver…

 

 

Isabel seixas in Entre a espada e a parede

 

28
Jun14

Escariz - Chaves - Portugal

 

Hoje fazemos uma breve passagem por Escariz, uma aldeia localizada na encosta da montanha que verte para a Ribeira de Oura, mesmo ali onde se inicia o seu vale (da ribeira) que se vai prolongando pelo Seixo, Loivos, Vila Verde de Oura, atravessa Vidago e chega até Arcossó, mas Escariz, ao contrário de todas estas aldeias e vila que mencionei é a única que não é atravessada pela estrada, e só por breves instantes se vê a partir dela, e ainda bem, pois tem assim outro encanto.

 

 

Encanto de uma pequena aldeia que só se descobre mesmo depois de se descer em curva contra curva até à Ribeira de Oura, atravessar esta, e subir em curva contra curva até entrarmos nela.

 

 

 

Pequena, com poucas casas, gente também pouca como já vai sendo hábito nas nossas aldeias, mas com duas capelas, onde,  como quase sempre,  a capela mais antiga é, aos meus olhos, mais interessante, no entanto não quero com isto dizer que a nova capela não o seja. Tomara eu que muitas das novas que por aí fazem lhe seguissem o exemplo. Mas isto são outras conversas, pois se construíram a nova capela, alguma razão haveria para tal.

 

 

 

Quanto às fotos de hoje, são as possíveis, pois confesso que são algumas das fotos da única vez que desci e subi as curvas e contra curvas para entrar em Escariz, pois das restantes vezes, e já se contam umas dezenas largas, fico-me pela estrada, em contemplação, pois desde aí, já o disse atrás, tem outro encanto.   

 

28
Jun14

Pedra de Toque

 

Gosto de ti, porque sim...

 

Não é pela luz

que teus olhos irradiam

 

Não é pela tua boca

 linda de vermelha

 

Não é pelo teu riso

contagiante que serena

 

Não é pela doçura

que postas nas palavras

 

Muito menos

pelo teu corpo belo de frágil

 

Há muito que ficaste

colada a mim

 

Gosto de ti, tanto, tanto...

 

Gosto de ti,

porque sim!...

 

António Roque

 

 

27
Jun14

Discursos Sobre a Cidade - Por Gil Santos

 

 

A saga de um combatente na Grande Guerra

De Chaves a Copenhaga

 

A participação de Portugal na Grande Guerra, é um assunto arredado do interesse e do conhecimento de muitos portugueses. Infelizmente o Estado Novo branqueou esta participação e durante muitos anos tentou alhear os portugueses destes acontecimentos e ignorar quantos neles participaram.

 

Passou quase um século sobre esta catástrofe mundial que provocou mais vítimas mortais do que a população portuguesa da atualidade. Portugal esteve lá. E mais, muitos flavienses estiveram lá!

 

 

Hoje, em jeito da comemoração do centenário da guerra, publica-se muita coisa. Vêm à luz inúmeros documentos e muitos acontecimentos escondidos ou ignorados. Aproveitam-se, e bem, as redes sociais para a sua divulgação[1]. Nós, já o fazíamos antes. Com a publicação da obra De Chaves a Copenhaga – a saga de um combatente quisemos homenagear não só o nosso combatente António, como todos os que participaram no conflito armado, com especial destaque para o Batalhão de Infantaria 19 e os seus militares.

 

 

É nesta senda que surgirá, em agosto próximo, a 2ª edição, melhorada, daquela obra, agora com nova cara e novo título. Dela fará parte a introdução de que a seguir damos nota em primeira mão. Fala do combatente António, dos seus camaradas e de todos que temos obrigação de prestar vassalagem a estes heróis, nem que mais não seja, através do conhecimento e do estudo das peripécias da sua participação:

 


 

 

O avô António, paizinho, como gostava de ser chamado, era um homem simples. Apenas um António como tantos, sem fama, sem proveito e sem glória! Esteve em dezassete na guerra de catorze e, ao jeito do João Ninguém, Soldado da Grande Guerra, repousa no eterno silêncio dos desprezados. Para além de herói, que outro nome lhe poderemos dar, questiona Menezes:

 

“Que nome poderei eu dar aos simpáticos soldadinhos, aqueles trigueiraços que das oito províncias acorreram de mochila às costas, sem faltar ao embarque para honra dos seus batalhões? Nem «serrano», nem «lanzudo», nem «gambúzio», nem «folgadinho». Baptizá-lo-ei, muito simplesmente, com o nome de João Ninguém, incarnando assim, nesta modesta alcunha, aquele português que nas horas difíceis tudo faz para Maior glória da pátria e a quem muitos esqueceram, chegada a hora dos benefícios e compensações”[2]

 

Não adornavam os seus ombros de miliciano os galões da oficialidade, mas somente as divisas de um 1º Cabo de Infantaria. Não lhe coube a sorte do cachapim, para fazer a guerra na recoca a colher os louros do front. Era apenas um dos muitos milhares que não mandava, obedecia! Foi um reles praça-de-pré da malta da trincha no Corpo Expedicionário Português.

 

 

 

 

Teve a desdita de nascer em tempo de guerra. Sem padrinho que o livrasse, sofreu no corpo e na alma as agruras de um destino cruel que não mereceu. E, como se não bastasse o pavor quotidiano da morte, ainda viveu as maiores privações nas trincheiras. Experienciou, inclusivamente, o miserável estatuto de prisioneiro de guerra. Do Reno à Silésia, passando pela Prússia Oriental, vivenciou o ódio do boche sob a forma da desonra, da doença, da fome e do abandono. Da rija têmpera do granito do Brunheiro, venceu as maiores adversidades e, como o carvalho das touças do Planalto, sobreviveu a uma beligerância que nunca lhe explicaram e que ele pas compris. A guerra escacholou-lhe a alma, como o morteiro a Terra de Ninguém. Marcou-lhe o ritmo para o resto da sua vida. E de tal forma que não recordamos sesta, serão ou passeio d’acavalo, sem a eterna presença das suas memórias. A sua narrativa precipitava-se como os morteiros à pilha cão: orgulhosa, fria e medonha, porém, sempre admirável e bela. A resenha era tão real que trazia consigo o cheiro à pólvora, ao gás mostarda e à maçã assada. As suas palavras remedavam o matraquear da costureira e, por vezes, até passavam a sensação da coceira provocada pelas migalhas de pão com pernas, que chegavam a ser do tamanho de chícharos.

 

 

 

Aqui daremos conta das suas memórias de gambúzio. Fá-lo-emos com a mesma emoção e o mesmo realismo com que foram escritas na trincha pelo próprio punho. As vivências, relatadas em primeira mão, genuínas, hão de arreganhar como ouriços maduros. Delas verterão as palavras como as castanhas: luzidias, escorreitas e cristalinas. A ingenuidade das suas expressões, lavradas como quem as diz, transporta-nos a uma realidade pura, ausente dos subterfúgios da escrita elaborada que desconhecia. Não se especte, por isso, literatura arrevesada. Seria até injusta tal exigência. De um homem simples, nascido nos corgos do Brunheiro, que poderíamos esperar? Muito se lhe deve por saber ler e escrever. Raríssimo privilégio para o seu tempo. Muito fez ele, movido, certamente, por uma vontade incomensurável de trazer à saciedade a sua vivência de serrano. Fê-lo com a mesma coragem com que foi aos arames ou cortou prego, a mesma abnegação com que lidou com os arraites do boche ea mesma fé com que sobreviveu à metralha e ao cativeiro. Quem sabe até se com a mesma ironia com que teria troçado dos kilt das mademoiselles de tranchée!

 

E versejou:

 

Para quem nunca tinha visto                    Perguntei se naquele campo

Fogo de tantas maneiras                          tinham arrancado castinheiros

Foi uma entrada bonita                            e responderam-me que eram covas

Que eu tive nas trincheiras.                      de granadas e morteiros.

 

 

Quisemos, por isso, convocar na integra o seu Diário de Guerra e publicá-lo em fac-simile, para que não se perca cibo. Desta feita, cremos oferecer o encanto no seu estado mais puro. Os nossos escritos, em segunda mão, jamais conseguiriam proporcioná-lo.

 

Para que melhor se entenda o propósito, estruturámos a obra na correspondência cronológica do manuscrito do combatente. Assim, no início de cada capítulo, identificamos a paginação que no Diário lhe corresponde.

 

 

O objetivo da primeira parte deste livro, é o de contextualizar/esclarecer a leitura principal do Diário, a mais significativa.

 

Não se pense que foi tarefa fácil reconstituir, com o rigor que se exigia, a saga do nosso toupeira! As lacunas naturais do relato e o difícil acesso à raríssima informação do Arquivo Histórico Militar e do Geral do Exército, foram obstáculos sérios, exatamente por se tratar de um António Ninguém, com um nome igual a tantos outros!

 

Contudo, a nossa persistência, o crédito das suas vivências, mas sobretudo a nossa curiosidade pela descoberta, conseguiram afastar todos os escolhos. Desta forma, que cremos digna, contamos, com ele, a epopeia na Grande Guerra. Apesar de tudo, o que indagámos e aqui vertemos é, do nosso ponto de vista, bastante para engrandecer os feitos de quem emprestou à pátria, ingrata, tanta dor!

 

 

Queremos, no entanto, que esta saga vá mais longe. Que reze, também, por todos os que, ignorados, douraram a glória de quem os mandou para a trincheira.

 

Neste primeiro centenário da Grande Guerra, acreditamos que esta obra dignificará a memória de quantos empenharam a pele pela pátria imerecida!

 

À sua tenacidade e inteligência devemos o orgulho da portugalidade, ao avô António a existência. Só isso basta para esta justa homenagem.

 

Reconheçamo-la como um humilde tributo à sua coragem, um hino imperfeito à sua sobrevivência e um preito inopioso à sua memória.

 

Gil Santos



[1] https://www.facebook.com/groups/114833731880655/

[2] Cf. Menezes Ferreira, João Ninguém Soldado da Grande Guerra, Impressões Humorísticas do cep, 1917-1919, Lisboa, Serviços Gráficos do Exército, 1921, p. 14

 

26
Jun14

Vivências - Entre brandas e inverneiras

 

Entre brandas e inverneiras

 

Manhã de sol. Algures entre Portos de Baixo e Castro Laboreiro, em plena Serra do Gerês e bem encostado a Espanha, deparamo-nos com dois ou três carros de matrícula francesa encostados na berma da estrada e um grupo de pessoas que se prepara para seguir a pé por um caminho de terra batida na montanha. Paramos e, julgando serem turistas, pergunto em Francês se vão visitar algo de interesse e que nós desconhecemos. Respondem-me em Português que não, são apenas emigrantes de férias em Portugal e que vão percorrer as terras por onde os seus avós andaram, largos anos atrás, a pastorear os seus rebanhos, entre brandas e inverneiras... Recordo, então, a explicação que nos foi dada no parque de campismo de Lamas de Mouro; as brandas são aldeias situadas na parte mais elevada da serra e que serviam de residência durante os meses de verão; as inverneiras são aldeias localizadas numa zona mais baixa para onde as populações eram obrigadas a se deslocar com os seus rebanhos para fugir aos rigores do Inverno. Havia, assim, anualmente, uma deslocação de pessoas e animais de uma aldeia para outra. Era a chamada transumância do gado, uma forma de pastoreio hoje praticamente extinta.

 

 

Mas mais do que esta curiosidade surpreende-nos a atitude daquele grupo. Numa altura em que cada vez mais as pessoas são obrigadas a partir para outras paragens, perdendo as suas raízes e ligações, aquela família estava de visita à terra dos seus antepassados para não deixar cair no esquecimento aqueles que um dia, sabe-se lá com que dificuldades, por ali cresceram e fizeram vida. Um gesto bonito e louvável para fazer passar de geração em geração esse valiosíssimo património que é a história da família.

 

Luís dos Anjos

 

 

26
Jun14

Silêncios e causas

 

Há dois dias atrás falei aqui da rapaziada das causas, porque ainda há gente que luta pelas causas, aliás toda a gente luta por uma causa qualquer, mas geralmente, a grande maioria, luta por aquelas que tem a ver com os seus próprios interesses e de onde podem tirar algum proveito. Pois quando há dois dias falava da rapaziada das causas, não era daqueles que apenas se dedicam às suas (deles), mas também às dos outros. Estas causas trazem-me sempre à lembrança um poema de Bertold Brecht [1]

 

Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho emprego
Também não me importei
Agora estão-me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

 

E já que estou em maré de citações e também porque tem tudo o ver com a rapaziada das causas, deixo mais uma, esta atribuída a Martin Luther King:

 

“ O que mais me preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem carácter, dos sem ética… o que mais me preocupa é o silêncio dos bons!”

 

Embora haja por aí quem pense que estas lutas não dão em nada, que é tudo uma macacada ou até quem não concorde com a forma como esta rapaziada se manifesta pelas causas que levam a peito, eu, desde que concorde com aquilo pelo que lutam, não sou dos que se acomodam ao silêncio e, se não estiver fisicamente entre eles, há sempre uma forma de estar com eles e com a causa, nem que seja apenas com uma imagem, como esta que hoje vos deixo de um momento do fim de tarde de ontem, no Monumento em Chaves, em que o Núcleo de Chaves da Amnistia Internacional levou a efeito mais uma ação contra a tortura.



[1] Nunca li o poema editado em livro, no entanto já me cruzei com ele em vários documentos e citado por muita gente como sendo de Brecht. Também há (documentos) em que se insinua ser uma adaptação de um poema de Maiakovski ou de Martin Miemoller, no entanto para o caso o poema até poderia ser do Joaquim dos Plásticos ou do Zé Padeiro (sejam eles quem forem), pois aqui o que interessa mesmo é o poema, que no entanto acredito ser do Brecht mesmo que tivesse bebido alguma inspiração em Maiakovski – e que venha daí o poeta que nunca bebeu inspiração noutro ou outros poetas.

 

 

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