Trânsito, bicicletas, e parquímetros
Trânsito, bicicletas, e parquímetros.
Há duas coisas do trânsito de Chaves que nunca entendi:
1. Bicicletas
Nunca percebi porque é que numa cidade como Chaves, que é bastante plana, ninguém usa a bicicleta para se deslocar. Já sei que agora há uma ciclovia e muita gente a andar de bicicleta por aí. Mas não estou a falar do pessoal que anda para aí a mostrar a bicicleta de 1500 euros, o fato de licra, e o saco às costas com a ração de combate. Não tenho nada contra a malta da licra, sempre fazem algum desporto ao fim de semana. Admiro-me é que não haja gente a acordar de manhã, vestir-se, pegar na bicla e ir do Bairro Verde para o trabalho na Madalena, por exemplo. Porque é que a maior parte da população pega no carro para fazer apenas 500m? Numa cidade tão plana, com um clima muito mais ameno que Amesterdão ou Copenhaga, é estranho que não haja mais gente a usar a bicicleta. Será que é por vergonha? Mas as bicicletas até são tão caras e chiques...
2. Parquímetros
Não percebo porque é que os parquímetros foram introduzidos na cidade. A função dos parquímetros nas grandes cidades é tentar dissuadir as pessoas de usar os carros e forçá-las a utilizar os transportes públicos, ou as bicicletas... A única função dos parquímetros de Chaves é arrecadar dinheiro para a câmara à custa dos pobres e do espaço público. Mais, há muita gente que se queixa que o comércio tradicional está a acabar. A mim parece-me que os parquímetros são uma das razões para isso. Uma pessoa vai ao Continente ou ao E. Leclerc, estaciona no parque, toma um café nas calmas, faz compras, e não tem que se preocupar em pagar estacionamento ou ir descobrir um furo numa rua afastada sem parquímetros, para onde terá que regressar a alombar com as compras.
Luis de Boticas





