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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

24
Jul14

vivências - " Os putos"


 

“Os putos”

 

“Parecem bandos de pardais à solta,

Os putos, os putos...

São como índios, capitães da malta,

Os putos, os putos...”

 

É assim que reza a canção por todos nós conhecida... Mas estes “putos” da canção não são os dos nossos dias...

 

Os “putos” de hoje, sobretudo os que são obrigados a crescer numa grande cidade, enfiados em minúsculos apartamentos, quase não sabem o que é brincar na rua, com outros “putos”, nunca tiveram de improvisar um brinquedo, nunca sentiram um pião a girar na palma da mão, nunca correram pelos campos, nunca fizeram uma fisga ou um carrinho de rolamentos, nem nunca brincaram às escondidas...

 

Os “putos” dos nossos dias têm tudo o que precisam (e até o que não precisam), mas nem por isso são mais felizes; chegam a casa e trancam-se no quarto a jogar computador, ou então a “conversar” no Facebook ou no Skype com pseudo-amigos, algures no espaço virtual... Muitos deles crescem, impávidos e serenos, sentados em frente a um écran, e quase nem se apercebem que há um mundo lá fora... Como consequência directa, a maioria deles não sabe sequer o que é ter amigos e conversar com eles, cara a cara, sem ser pelo toque dos dedos que se movem sobre um teclado ou um telemóvel para redigir mensagens vazias de conteúdo numa escrita simplificada e cheia de erros...

 

Daqui a alguns anos, e porque a idade não espera, vão tornar-se homens… e descobrir que nunca souberam ser verdadeiros “putos”...

 

Luís dos Anjos

 

 

22
Jul14

Ocasionais - "Ao Alto da Forca!"


 

“Ao Alto da Forca!

 

Os Flavienses estão condenados a chorar sempre pelo leite derramado!

 

Os seus «comissários» políticos, com ligações estreitas, próximas e muito próximas (chegadinhas, até!) aos «cozinheiros» das ementas envenenadas com que servem o Interior do País, e, particularmente, a NOSSA TERRA, o que têm é tido um comportamento covarde e traiçoeiro para a Terra que os viu nascer ou lhes deu acolhimento: sabem das mixórdias que estão a ser preparadas para fazer a vida negra aos Flaviense (e Normando-Tameganos) e ainda se mostram humildes e zelosos servidores dos patifes que engendram essas maldades: reduzir CHAVES a um território fantasma!

 

Lembrem-se da postura de presidentes da Câmara, de vereadores, de membros da Assembleia Municipal e de deputados desse círculo!

 

Como podeis Vós andar a «apajá-los», a agastar o vosso tempo e dinheiro para fazer deles «vencedores de eleições» e cujo resultado se vê na engorda do ego e da fortuna pessoal dessa cambada, e no descrédito e desvalorização da CIDADE!

 

E Vós ainda lhes consentis que apareçam, a posteriori, a fazer há-de conta de que estão indignados!

Que facínoras, sendo os primeiros a saber das «tramóias»!

 

Os Flavienses já tiveram tempo para abrir os olhos.

 

Fazei valer a «palavra de honra» com que fostes educados.

 

Deixai-vos de clubites partidárias, que só vos têm estragado a vida!

 

Não sois (não somos) assim tantos onde seja difícil pegar nos melhores, a sério e de verdade, e apoiá-los no comando dos Vossos (Nossos) destinos Flavienses.

 

A Saúde, a Educação, o Ensino, a Segurança; o Quartel, o Tribunal, a Universidade, outros Serviços Públicos; os caminhos, as estradas, os monumentos são de Todos!

 

Até a Srª das Brotas é toda NOSSA, porra!

 

O que os pandilhas de Lisboa, «socratinos» e «Führerzitos de Massamá”, fizeram e estão a fazer com CHAVES, condenando os Flavienses à morte, tem de ser revertido, virando o feitiço contra o feiticeiro: condená-los a eles à morte, «olhaide», aí mesmo no “Monte da Forca”!

 

Lede-lhe a sentença, e logo vereis como eles vêm por aí acima dar o dito por não dito, e a tudo fazer para devolver à CIDADE o prestígio, o reconhecimento e as vantagens a que tem direito!

 

Degolai esses «pavões» piolhosos e esses «poneyzinhos de Tróia» carunchosos!

 

Fazei uma barrela a esses comissários politiconeiros-tratantes!

 

Ponde veneno do escaravelho às PORTAS da CIDADE e com ele pulverizai quem «NÃO VIER por BEM”!

 

Elegei o Pe. F O N T E S Senhor do Grão-Ducado NORMANDO – TAMEGANO!

 

Até o “Poço de Boliqueime” ficaria atulhado de tanto susto, carago!

 

 

Aos Flavienses, autênticos, retintos, nobres e leais, mando um caloroso abraço.

 

 

M., 22 de Junho de2014

Luís Henrique Fernandes

-defensor de Chaves-

 

21
Jul14

Quem conta um ponto...


 

 

199 - Pérolas e diamantes: CIM, (vírgula) zero

 

 

De tanto nos fazerem engolir as patranhas do desenvolvimento sustentado, da crise, da concretização dos acordos de parceria, das obras em curso, do fluxo de fundos estruturais de apoio, da justeza das preposições, da avaliação da subvenção global dos programas, da sustentabilidade das estruturas de proteção civil, da valorização do potencial cinegético e piscícola do território, da ação para a promoção do empreendedorismo, dos distintos cadastros, e até do cadastro da iluminação pública, a verdade, verdadinha, é que já estamos empanturrados de mentiras.

 

Estas patranhas fedem tanto, ou ainda mais, do que os esgotos na linha de água em Vale de Salgueiro, Outeiro Seco.

 

Qualquer poder tenta sempre ser mais criativo, ao nível do efabulação, do que a própria ficção. Mas o poder autárquico flaviense, quer o real, quer o delegado nesse pequeno monstrinho despesista que dá pelo nome de CIM, atingiu o nível argumentativo da pior ficção científica de banda desenhada.

 

Isto sem desprimor para os seus protagonistas, que até se aguentam bem nos papéis, quer eles sejam de ficção científica ou mesmo da própria BD.

 

E até conseguem falar como se a efabulação por si criada fosse a realidade. Ou então tomam-nos a todos por parvos.

 

E aqui vai um conselho grátis: É recomendável não exagerar. O que é demais também é moléstia. Por isso não abusem da vossa sorte, que para a grande maioria dos flavienses é, sobretudo, um enorme azar.

 

Todas estas personagens bem podiam ser os protagonistas da Cidade Conquistada, o “genial romance” de Oscar Schidinski, aliás Uma Mentira Mil Vezes Repetida de Manuel Jorge Marmelo, que é sobre um homem que perdeu a sua verticalidade, de tanto se curvar e ser submisso, e por isso ganhou uma curvatura nas costas.

 

O argumento baseia-se no facto do narrador inventar falsas histórias de um livro “que não existe e que não existirá nunca”, que será sempre uma mentira que conta aos outros para ele próprio se ludibriar.

 

Poderia ter como título, baseando-nos em Gabriel Garcia Marques: Um Presidente de Câmara no seu Labirinto.

 

O narrador de Uma Mentira Mil Vezes Repetida diz a determinado momento que “as cidades têm várias vidas. Os homens só têm uma”.

 

Albrecht, outra personagem do livro, conclui que “é mais conveniente, às vezes, não conhecer realmente verdade alguma. A verdade pode chegar a ser cruel e horrível.”

 

Li nos jornais que a primeira “Convenção Autárquica Intermunicipal” serviu para contestar as políticas do Governo nas áreas da educação, justiça e saúde. Mas eu que estive lá posso afiançar-vos que tal não é verdade. A citada convenção serviu apenas para dar visibilidade a uma efabulação terceiro-mundista que dá pelo nome de Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega, vulgo CIM.

 

Lá, à exceção de uma ou duas intervenções, apenas se trocaram galhardetes, entre sorrisos e abraços de quem sabe que aquilo vale o que vale, zero. E se fosse à esquerda até cumpria com a tradição. O mal é que desta vez foi um zero à direita, depois da vírgula, claro está.

 

João Madureira

 

 

20
Jul14

Aldeias, capitalismo e globalização


 

Ao longo dos tempos a humanidade tem passado por várias transformações. A História dá-nos conta disso, mas nenhuma irá ter comparação com a que vivemos, a que começou com a revolução industrial, e vá-se- lá saber quando terminará. Poeticamente falando, se é que é possível meter poesia onde não a há, poderemos dizer que a revolução industrial foi a aurora de uma longa noite para o despertar de um longo dia, pois a partir de aí nada continuaria a ser como dantes e,  se com esta nova era a humanidade se tornou mais humanizada em termos de direitos,  de qualidade de vida, de liberdade… por outro lado também passou a ser marioneta do sistema, e vai-se movendo como o sistema manda ou permite. Presos nesta liberdade, somos cada vez mais reféns de palavras poderosas como o capitalismo e a globalização, tão poderosas como perigosas, isto se tivermos o mínimo de preocupação com a nossa identidade, com a nossa cultura, com as nossas tradições. Em suma, se tivermos alguma preocupação connosco, nós próprios,  sem perder a nossa condição gregária, temos que forçosamente olhar para a globalização como nossa inimiga, pois ela conduz-nos para a nossa perda de identidade e tende para nos tornar todos iguais.

 

 

Todo o discurso do primeiro parágrafo é para entendermos melhor o porque nas nossas aldeias estarem a ficar despovoadas, pois a globalização tende e tem a intenção de concentrar pessoas onde haja consumo daquilo que o grande capital produz e, as aldeias autossuficientes que ainda por cima escoam os produtos sobrantes com qualidade, não entram nas contas do capitalismo e da globalização e não foi por mero acaso que apareceu a ASAE e uma fiscalização apertada e proibitiva sobre os produtos caseiros, aqueles de que verdadeiramente gostamos e são tão nossos, como o fumeiro, por exemplo, ou como o leite tomado quase diretamente da teta da vaca, aquele que as leiteiras de Outeiro Seco transportavam todas as manhãs em cântaros, em cima de burros, para alimentar a cidade de Chaves, por exemplo, que conhecíamos a origem e até os porcos e as vacas que nos davam esses produtos. Hoje penso que se alguém se atrevesse a ter  a intenção de ter umas vacas em casa, mugi-las pela manhã, para transportar o leite em cântaros e cima de burros para vender na cidade, era logo multado ou preso quando tivesse a ideia, no entanto ninguém pergunta, ou sabe de onde vêm ou como são feitos os hambúrgueres do McDonald’s, ou as salsichas, ou toda essa quantidade de embalados à venda nas grandes superfícies, incluindo o leite…mas garantem-nos que são produtos garantidos e de qualidade, mesmo que venham da China ou de cascos de rolha, tanto faz.

 

 

Mas o mal da globalização, é que todos alinham nela, ou são forçados a alinhar por quem tem o poder, sobretudo o económico, aquele que domina a política e vai dai, globalizam-se escolas, como que diz concentram-se numa única, com o pretexto de uma melhor educação das criancinhas e não importam as outras aprendizagens não formais e informais que aprendiam nas aldeias com os avôs, com o agricultor, com o pedreiro, com o sapateiro, como se fazia o pão, aquecia o forno, como se fazia o vinho, quando era tempo da fruta madura, que aprendiam com a mãe que fazia alheira e chouriças, que apanhava os frutos maduros das árvores para comer em casa, que fazia compotas com a fruta que sobrava, marmelada e geleia dos marmelos, que lhe estrelava o ovo que tinha trazido da capoeira, que matava o galo, o perú ou o cabrito para comer no dia de festa, aqueles que criou com tanto amor e carinho, mas sobretudo, nas aldeias, as criança aprendiam valores  que iam passando de geração em geração e só possíveis em famílias estruturadas à volta de uma verdadeira família com pais, tios, primos, avôs todos a viver na proximidade, mas sobretudo aprendiam com os mais velhos e respeitavam-nos porque sabiam tudo e de tudo, mesmo que fossem analfabetos.

 

Custa ver perder as nossas aldeias mas sobretudo a nossa cultura e os nossos valores.

 

As fotografias de hoje são de Vilas Boas ou que vai restando desta aldeia, mas para ilustrar o texto de hoje, poderiam ser de uma qualquer das nossas aldeias, exceção para as da periferia da cidade, que já há muito perderam a sua ruralidade e não passam de freguesias urbanas, iguais em todas as cidades, com o mesmo tipo de pessoas, hábitos e costumes, com muitos vizinhos, mas que raramente se conhecem… e com esta me vou.

 

Fernando DC Ribeiro

 

 

20
Jul14

Pecados e picardias


 

Ao cair da tarde

na placidez do ultimo voo

uma só brisa  de  silêncio,

amortece a raiva surda muda dos acossados,

Respiram  mágoa

Inocentes e condenados

à  maldição da pobreza…

 

Ao cair da tarde

 esmorecido  o crepúsculo,

escurece nas  encostas da alma,

  passos trôpegos de quem já não  se vê descem as ruas,

anoitecem  tristes

esperanças sem corpo, nuas

de futuro e certeza…

 

Ao cair da tarde

pela mão  implacável do tempo

branqueiam  têmporas da vontade,

refém das memórias, promessas de  sonhos, infiéis

para si próprios,

ficam na história, cruéis

afogadas  pelo medo…

 

 

Ao cair da tarde

Cansados do dia já passado

Voltamos a ser,  anjos de pecado…

 

Isabel seixas in Espólio

19
Jul14

Pedra de Toque - Maria Flor Pedroso


 

MARIA FLOR PEDROSO

 

Na nossa rádio, ainda trabalha gente boa e competente.

 

Penso até que é, dentre os meios de comunicação, aquele onde se evidencia mais competência, mais isenção e mais talento dos seus profissionais.

 

Há muito que gosto de ouvir rádio. No presente não prescindo de escutar as notícias que me chegam pela telefonia.

 

Evito os longos telejornais, onde a política nacional aparece muitas vezes inquinada pelos poderes políticos e financeiros.

 

Existem radialistas de excelência, que muito admiro e que ouço frequentemente.

 

Aprecio sobretudo Maria Flor Pedroso e a sua voz serena, bem como o seu modo de entrevistar que nunca nega protagonismo ao entrevistado.

 

 

Demonstra igualmente, imparcialidade na cobertura do debate político.

 

Na antena um, a que mais sintonizo, admiro António Macedo, a voz quiçá mais conhecida da rádio portuguesa e outros que cito à guisa de exemplo como Tiago Alves, Eduarda Maio, Nicolau Santos, Alice Vilaça e ainda a dupla Júlio Machado Vaz e Inês Menezes que dialogam em moldes interessantes sobre temas pertinentes.

 

A rádio, “quando eles a fazem”, escuta-se com enorme prazer.

 

Na TSF dois nomes de cultura escrevem crónicas e produzem programas de elevado nível. Gente com quem se pode aprender.

 

Refiro os nomes de Fernando Alves e de Carlos Vaz Marques, este notável nas suas entrevistas.

 

Antes de voltar à Flor, permito-me realçar um programa de grandes músicas “Paixões Cruzadas”, de António Macedo e António Cartaxo que exibem música ligeira de qualidade que entrecruzam com música erudita, belas melodias sublinhadas por textos muito bem ditos pelos seus autores.

 

As “Paixões Cruzadas” passam nas noites das sextas-feiras.

 

Mas volto, por fim, à Maria Flor Pedroso que “apanhei”, já há alguns domingos atrás na “Cena do Ódio” que ela realiza em parceria com David Ferreira e António Santos.

 

É uma hora de bom rádio, com ótimos textos que ela debita com voz suave, passando música talentosamente selecionada.

 

Vale a pena continuar sempre a ouvir rádio.

 

António Roque

 

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