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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

09
Ago14

Fugas

 

Uns dias na raia perdida

 

39° 59’ 55.77’’ N; 6° 52’ 48.38’’ W. São estas as coordenadas, mas não foi preciso GPS para chegarmos ao nosso destino. Estamos nas Termas de Monfortinho, a menos de um quilómetro do rio Erges e da fronteira com Espanha, numa região frequentemente denominada de “raia perdida”. A paisagem é claramente do interior e o ar quente e seco. Mesmo em linha reta estamos a quase 200 quilómetros do litoral. Aqui não existem prédios altos, semáforos ou grandes rotundas e atrevo-me mesmo a dizer que, pelo menos nos primeiros dias da nossa estadia, não terão circulado pela rua principal desta localidade mais de uma ou duas dezenas de automóveis, tal é a quietude que aqui se vive. Tudo em redor é silêncio e tranquilidade e, diz-me o proprietário do restaurante onde almoçamos, já nem mesmo as águas termais atraem gente como noutros tempos.

 

 Fotografia de Luís dos Anjos

Instalamo-nos num agradável hotel dos anos 40, rodeado por um belíssimo jardim de estilo tropical e preparamo-nos para uns dias de descanso, em família, longe do buliço e da agitação da cidade. O objetivo é quebrar o ritmo do dia-a-dia e entregarmo-nos a todas aquelas pequenas atividades que nos proporcionam grande satisfação, mas para as quais, lamentavelmente, nem sempre é fácil encontrar tempo durante a maior parte do ano: pequenos passeios a pé, logo a seguir ao pequeno-almoço, antes que o sol aconselhe a procurar locais mais frescos, a leitura de um bom livro numa poltrona do salão do hotel, uma partida de damas ou ping pong, um mergulho na piscina, ou simplesmente o desfolhar de um jornal ou revista. Pelo meio de tudo isto, apenas uma pequena deslocação para ir visitar Monsanto, uma aldeia histórica anunciada como a “mais portuguesa de Portugal”, com ruas estreitas e casas que parecem ter nascido esmagadas por entre pedras gigantescas.

 

Entretanto, o tempo passa e a estadia chega ao fim. Foram apenas uns dias (quem dera que pudessem ser mais alguns), mas foram bem aproveitados e sentimos que voltamos com uma energia renovada.

 

Luís dos Anjos

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