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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

07
Set14

Pecados e picardias

 

Pecados e picardias

 

Direitos e Deveres dos Utentes

 

Carta dos Direitos e Deveres dos Doentes

 

O direito à protecção da saúde está consagrado na Constituição da República Portuguesa e assenta num conjunto de valores fundamentais

 

como a dignidade humana,

 

a equidade,

 

a ética e a solidariedade.

 


Conhecer os seus direitos e deveres aumenta a sua capacidade de actuação na melhoria dos cuidados e serviços de saúde.

 

Sabe Sra. Enfermeira se o meu avô pudesse dar a injeção cá em Chaves escusava de ir a vila real custam-lhe tanto as viagens  e fica-lhe tão caro  pois ainda  tem de apanhar um  táxi e depois camionete e lá em vila real outro táxi e é uma confusão para ele …

 

1.Claro que pode, vou tentar que transfiram a injeção para aqui  desde que não tenha que ir à consulta …

 

Não  Sra. Enfermeira o médico dele até está de férias…

 

1.Sou a … queria ver se me podia ajudar a resolver o problema a um senhor…

 

2.Penso que não, acredite que não é insensibilidade…

 

1.Mas então não é centro hospitalar com igual dignidade e capacidade assistencial das três unidades?

 

2.Ah  sim, mas consulta de vila real é consulta de vila real e consulta de chaves é consulta de chaves…

 

1.E o doente?...

 

2.Pois, mas tem que vir cá não é possível enviar para aí o medicamento…

 

1: E se…

 

2- Já lhe disse que não é possível , aliás já falei com a minha chefe e não se pode transferir a medicação…

 

 

 

Direitos dos Doentes

 

O doente tem direito a ser tratado no respeito pela dignidade humana;

 

O doente tem direito ao respeito pelas suas convicções culturais, filosóficas e religiosas;

 

O doente tem direito a receber os cuidados apropriados ao seu estado de saúde, no âmbito dos cuidados preventivos, curativos, de reabilitação e terminais;

 

O doente tem direito à prestação de cuidados continuados;

 

O doente tem direito a ser informado acerca dos serviços de saúde existentes, suas competências e níveis de cuidados;

 

O doente tem direito a ser informado sobre a sua situação de saúde;

 

O doente tem o direito de obter uma segunda opinião sobre a sua situação de saúde;

 

O doente tem direito a dar ou recusar o seu consentimento, antes de qualquer acto médico ou participação em investigação ou ensino clínico;

 

O doente tem direito à confidencialidade de toda a informação clínica e elementos identificativos que lhe respeitam;

 

O doente tem direito de acesso aos dados registados no seu processo clínico;

 

O doente tem direito à privacidade na prestação de todo e qualquer ato médico;

 

O doente tem direito, por si ou por quem o represente, a apresentar sugestões e reclamações.

 

 

É maior o pecado de calar, ou de denunciar,

 

por quem  velam

 

alguns profissionais de saúde,

 

pelos  interesses individuais de uma minoria

 

que não se importa de sacrificar os mais necessitados…

 

Entretanto diz-se que se faz tudo pelos doentes, será?

 

Quem faz de facto a advocacia do utente?

 

Há um encolher de ombros, uma inércia  e uma indiferença  que decidem o não fazer a diferença porque sim…

 

Isabel seixas

 

 

07
Set14

Pedra de Toque - Setembro

 

Setembro

 

No pico de Verão, sobretudo em agosto, as pessoas deslocavam-se para as praias.

 

Durante muitos anos os flavienses viajavam habitualmente até à Póvoa, onde para além de umas banhocas nas águas muito frias, saboreavam o peixe fresco, a brisa refrescante, as línguas da sogra e o ruído da ronca.

 

Essa aventura, repetida todos os anos, que se iniciava na nossa estação de caminhos-de-ferro, já a narrei em crónica intitulada “A praia dos Flavienses”.

 

Nesse período, a malta jovem envolvia-se nos namoricos de praia, que não tinham por norma, grande durabilidade.

 

Ficavam enterrados na areia, como era uso dizer-se.

 

Em setembro, Chaves era uma cidade diferente, mais amena e muito movimentada.

 

A invasão imigrante não se tinha sequer anunciado.

 

Os aquistas, este ano eclipsados pela falta inconcebível das termas, vinham acompanhados dos familiares mais jovens, cujo bronze despertava interesse e um cibinho de inveja aos que não tinham tido possibilidades de saborear o sol e o iodo do mar.

 

A cidade recebia também a visita dos que aqui tinham família e vinham aproveitar os últimos dias de férias na nossa pequena e aprazível Chaves de então.

 

As últimas verbenas do ano, alguns bailaricos particulares nos dias mais frescos, aproximavam os adolescentes e naturalmente, nasciam estórias bonitas que nas despedidas deixavam saudade.

 

Os amores não ficavam enterrados na areia, mas diluíam-se na alta temperatura da água das Caldas, que por vezes sorvíamos porque bicarbonatadas, depois de uma farra lauta, para facilitarmos a digestão.

 

 

Voltemos a setembro, porque…

 

Foi em setembro que eu a conheci.

 

Vivia e estudava no Minho mas tinha por cá uns parentes que passou a visitar nesse mês

 

Era morena, alta, elegante.

 

Tinha uns olhos grandes, negros que sobressaíam tanto, que permaneciam.

 

Os meus dezassete anos floriram nesse setembro.

 

Timidamente aproximamo-nos.

 

Conversamos e passeamos só com o Tâmega e as velhas poldras a testemunharem.

 

A ternura plasmou-se em contactos furtivos, com dedos nervosos deslizando no rosto dela ou com mãos se apertando frenéticas de ansiosas.

 

O primeiro beijo breve no rosto foi sacramentado pela magia dos seus olhos.

 

Os pecados, sem pecado, surgiam nos sonhos que a noite abraçava.

 

Quando partiste no fim de setembro para o regresso às aulas, dissemos adeus com a voz embargada e lágrimas bailando.

 

Os teus olhos acenaram-me, porque mesmo na noite mais escura eram visíveis.

 

Nos dois ou três anos seguintes eu esperava setembro para voltar a ver-te.

 

Depois foste desaparecendo, como que por triste milagre.

 

Muito esporadicamente fui tendo breves notícias tuas.

 

Não sei de ti há mais de cinquenta anos…

 

Mas quando chega setembro, o mês que se desfolha entre os dedos do vento, como escreveu o poeta, os teus olhos Helena, continuo a vê-los nas águas remansosas do Tâmega, nas esquinas e nas praças que restam da minha querida e velha cidade linda.

 

António Roque

 

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