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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

27
Out14

Outros Olhares - As Feiras dos Santos

outros olhares

Feira dos Santos de 2012

 

Finalmente entramos na semana da Feira dos Santos, com os dias grandes de feira marcados para Sexta-feira, sábado e domingo. Pessoalmente o meu dia grande é o da Feira do gado, o mais genuíno por trazer gente de todo o mundo rural.

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Independentemente desta Feira desde sempre ser uma grande feira, continua a faltar visão, ideias, competência e vontade de fazer dela uma referência nacional e até internacional. Desde sempre a feira foi assim, tal como é, hoje talvez até com menos, pois começam a faltar os produtos locais do nosso mundo rural que deveria ter nesta feira a rampa de lançamento para todo o Portugal e até para o estrangeiro, mas claro, para isso também teríamos de ter os tais produtos locais e uma organização ou entidade que trabalhasse para que isso acontecesse.

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Depois, embora esta feira seja o único evento que traz a Chaves os flavienses ausentes, pelo menos aqueles que estão no território nacional, continua a faltar uma componente que esteja virada para os nossos jovens e para os jovens de fora. Já sei que há os carrosséis, mas convenhamos que aquilo é mais para crianças e adolescentes e depois não me venham com os “Santos da Noite”, com a adesão dos bares de Chaves para os copos, que isso não acrescenta nada de novo, pois como sabemos esses bares estão abertos durante todo o ano e todos os dias, aliás o programa da feira tem a particularidade de meter no programa acontecimentos que aconteceriam sempre mesmo sem serem programados, como o jogo de futebol entre o Chaves e o Porto B, pois faz parte da jornada normal, ou o polvo, que sempre marcou presença nas feiras dos santos.

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Também quanto aos locais da Feira, a velha discussão de sempre, embora se tenha vindo a afinar com os anos, continua a ter algumas deficiências. Não consigo entender que a feira do gado se faça em local separado e distante do Concurso do gado. Já sei que há as questões legais e sanitárias ligadas à feira, mas um dia não são dias e pela certa que haveria maneira de considerar a exceção para o dia da Feira dos Santos. Aliás só desde que o Mercado do Gado foi construído há meia dúzia de anos, é que a feira do Gado deixou de estar junta com o concurso, ou seja, a feira do gado sempre se fez no meio do povo, há pois a nosso favor a tradição, e a tradição tem muita força, basta saber defendê-la. Quanto ao Mercado do Gado, lá em cascos-de-rolha, esse fica com todas as quartas-feiras do ano.

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Quanto às diversões desde sempre me congratulei com a sua localização na Madalena e no local onde está, ou próximo, pois atualmente ocupa o arruamento e estacionamentos da alameda junto ao rio, quando mesmo ao lado existe um amplo espaço que a meu ver há muito deveria ser propriedade da Câmara Municipal, com algumas infraestruturas para receber as diversões e, porque não, as feiras semanais, pois está mais que confirmado que o espaço destinado à feira (em Stª Cruz) nem feirantes nem o povo flaviense o querem. Mais uma ideia a juntar às que deixei aqui ontem, sé que esta é a sério.

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Também, e uma vez que a feira das barracas agora se resume a dois dias, poderia ocupar outras praças e ruas da cidade, tudo dentro do centro histórico. Aliás nas grandes cidades, este tipo de feiras das barracas acontecem sempre nos centros das cidades, algumas até diariamente.

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Mas enfim, temos o que temos e já não é pouco, mas o que acontece, acontece por tradição e não por ser programado, exceção para os locais, mas também a discussão destes já é tradição, e depois há sempre o lóbi dos comerciantes que todos os anos protestam, ou porque têm as barracas à porta ou porque elas ficam longe, e assim, vamo-nos entretendo a discutir os locais, mas é engraçado esta dos comerciantes, pois sem o povinho, não há feira e que eu saiba o povinho, teoricamente, é que tem sempre razão, mas para isso, tinham de ser ouvidos.

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Mas vamos à feira das imagens de hoje, a Feira dos Santos de 2012 que também foi uma feira seca, se chuva, mas um pouco fria.

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Claro que o concurso do gado é um dos acontecimentos mais importantes e interessantes da Feira dos Santos e por isso é natural que as objetivas também se virem um pouco para ele. Da minha parte posso perder tudo mas não perco esta parte rica em acontecimentos, em ruralidade, em tradições, com o nosso mundo rural a descer à cidade, e quando me refiro ao nosso mundo rural, não é só ao flaviense, pois todo o Norte tem participado neste concurso com os seus melhores exemplares da raça Barrosã. Mirandesa e Maronesa. Este anos vêm também os porcos. Aqui, sim, penso ser uma mais valia para o concurso do gado. Os das outras espécies, também seriam interessantes, desde que façam parte do nosso mundo rural.

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E um pouco de tudo o resto, desde a roupa, ao artesanato, às bugigangas, às antiguidades e velharias, à festa de rua e à multiculturalidade que nela vai acontecendo, que este também sem ser programado, vai acontecendo todos os anos, e depois a festa de rua, aquela que acontece além dos bombos, das concertinas e cabeçudos.

 

Bom, tudo isto é a minha opinião da feira, que vale o que vale, mas de quem a conhece, sem perder uma única edição desde que nasci, e já lá vão mais de cinquenta anos, do tempo em que ainda havia a Feira da lã e as mantas de Soutelo.

 

 

27
Out14

Quem conta um ponto...

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212 - Pérolas e diamantes: falar explicado

 

A maior parte das vezes é preciso coragem para falar explicado.

 

Apesar da contundência da verbalização, da mímica agressiva e da alteração de voz, ao primeiro-ministro de Portugal já só lhe falta espumar pela boca.

 

Afinal Pedro Passos Coelho não é só desmemoriado – pois todos nos lembramos muito bem do que disse durante a campanha eleitoral –, é, também, incompetente e videirinho. Ele e quase todo o seu governo.

 

Então dos exemplos da ministra da Justiça e do seu colega da Educação nem é bom falar.

 

Agora tudo é clarinho como a água. O executivo do PSD/CDS teve, desde o início, um propósito deliberado: degradar a tal ponto o Estado e os principais serviços que presta para que cada português fique a pensar que o melhor é desistir da defesa da oferta pública de saúde, da educação e da proteção social. Que o melhor, mesmo, é privatizar os ativos saudáveis e deixar para o Estado apenas o lixo tóxico.

 

O governo de Portugal resolveu fazer ao país o que aconselhou para o BES: dividi-lo num Portugal bom e noutro Portugal mau, sendo que o bom é para privatizar e o mau para ficar sob a alçada do Estado.

 

PPC, atualmente, apenas consegue sorrir num registo cínico e macilento, de quem sabe mais do que anuncia e de quem patenteia mais do que diz.

 

Tudo fez para que a maior parte dos portugueses adotasse a estranha convicção de que a política é como uma corrida de cavalos. De quatro em quatro anos apostamos num vencedor. E seja o que Deus quiser.

 

Passos Coelho exerce o poder tirando-o às pessoas.

 

É dessa subtração que se alimenta.

 

Convenceu-se de que consegue persuadir os portugueses de que quando os castiga é porque a culpa é deles, devido a não seguirem as suas ordens e os seus conselhos.

 

No fundo acredita que a culpa é nossa porque somos assim: crédulos, apáticos e desobedientes.

 

Gonçalo M. Tavares conseguiu definir este tipo de pessoas muito bem. “O homem que só consegue ser forte é evidentemente mais frágil do que o homem que por vezes é fraco. O homem que só consegue ser forte tem aí, como é óbvio, a sua principal fraqueza.”

 

Relativamente à Tecnoforma, e à trapalhada do dinheiro lá ganho, um homem que não devesse e não temesse teria dito taxativamente que nunca na sua vida tinha recebido tal quantia. Assim todos perceberíamos. Mas não. Passos Coelho afirmou que não se lembrava se estava ou não em exclusividade como deputado e muito menos se tinha auferido os tais mil contos.

 

O comentador político Pedro Marques Guedes, um simpatizante confesso do PSD, disse em entrevista ao jornal Negócios que o neoliberalismo do governo de Passos e Portas “é de badana, de quem só leu metade do livro.” “Deste governo apenas vai ficar um terramoto social…” “É uma confusão sem nome.”

 

E a concluir: “Há um traço brutal neste governo: Incompetência.”

 

Já quase no fim da entrevista, refere que para voltar a rever-se no PSD gostaria “que se regenerasse na perspetiva de aparecerem menos pessoas que, se não fossem deputados, ou não fosse o partido, dificilmente arranjariam emprego nas obras”.

 João Madureira

 

PS – Porque todos sabemos que quando se quebra madeira saltam lascas, renovamos o apelo ao senhor presidente António Cabeleira, e aos seus distintos vereadores, João Neves incluído por inteiro, para que aprovem uma auditoria externa às contas da autarquia.

 

É que o buraco da dívida camarária é de tal dimensão que tememos que nos arraste a todos para dentro dele e nos devore.

 

Além disso quem não deve não teme e à mulher de César… o senhor presidente sabe, com toda a certeza, o resto do refrão.

 

Assim o saiba rematar, não apenas com as palavras, mas, sobretudo, com a ação.

 

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