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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

31
Dez14

Em jeito de balanço - Adeus 2014!

Já é costume terminar-se o ano com o seu balanço. Para não fazer a diferença sigo esse lugar comum, mas deixando as palavras para segundo plano, privilegiando antes a imagem. Assim, deixo por aqui aquelas imagens (uma por cada mês) das que mais gozo me deu publicar. Todas do nosso mundo rural, pois as da cidade ficam para o próximo ano.

 

Começamos com o mês de

 

Janeiro, em Castelões

1600-casteloes (562)

 

Um pouco mais acima, num dia de neve, fomos até Soutelinho da Raia.

 

Fevereiro, em Soutelinho da Raia

1600-soutelinho (711)

 

De vez em quando gostamos de subir à croa dos montes. Santa Bárbara é sempre obrigatória nestas nossa peregrinações.

 

Março, em Santa Bárbara

1600-sta-barbara (143)

 

Às vezes preferimos um passeio à beira-rio,

 

Abril, em Stº Estêvão, à beira-rio

1600-FCR8293

 

Outras vezes, atravessamos mesmo a fronteira para ir à procura de um motivo

 

Maio, cascatas de Souto Chão, próximas de Segirei

1600-workshop-a-sa (53)

 

Outras vezes quase nem saímos da cidade para encontrar um motivo de interesse.

 

Junho, em Abobeleira

1600-reco-abobleira-10 (330)

 

Sempre nos atraiu o Barroso, o nosso, porque nós também temos Barroso, embora haja quem diga que não, eu digo que sim.

 

Julho, em Calvão

1600-calvao (591)

 

E quem vai a Calvão, vai a Castelões, onde há sempre um pormenor que seja para registar.

 

Agosto em Castelões

1600-casteloes (578)

 

Mas também gostamos de mudar de ambientes, embora as aldeias da raia também nos fascinem sempre.

 

Setembro, em Lamadarcos

1600-lamadarcos (222)

 

E às vezes vamos até ao nosso mar de montanhas

 

Outubro, em Parada

1600-parada (36)

 

Outras vezes à procura do outono tropeçamos com momentos únicos

 

Novembro, vista desde a EN 314

1600-en 314 (5)

 

E ao longo do ano vamo-nos perdendo nas paisagens, mas às vezes, quando nos é possível, gostamos de retratar a nossa gente.

 

Dezembro, um residente na matança do porco na Abobeleira

1600-_FCR3910

 Adeus 2014,

 

Bom 2015!

 

 

 

30
Dez14

Estratos

800-rita

 

Querido 2014,

 

Hesito logo no início da missiva. Foste duro. Mas trago em mim estratos teus e por isso te quero. A história de tudo se faz.

 

Escrevo-te quando ainda te vivo. Podia escrever ao teu vizinho da frente ou esperar que acabasses para mostrar-te ao meu eu futuro. Mas escrevo-te quando ainda te vivo.

 

Contigo fui lá ao fundo. Senti dores maiores. Senti pés despidos em chão nu. Senti gosto de fracasso. Senti morte perto. Por perto. Bem perto. Senti o desgosto. Conheci o luto. Abracei o perdão.

1600-2014

 Quero trazer-te colado a mim. Saber quem sou. Não escrevo ao eu do futuro. Escrevo-te a ti. Quero que saiba que é, por nele haver estrato teu.

 

Não vou chamar-te de mau. Isso decidirei depois. Cabe-me a mim. É minha tarefa construir com a tua dureza. Contigo quero construir.

 

Quero olhar as mãos da vida e ver-te calo. Olhar à frente e ver tua colheita. Contigo alimentei fé. 

Rita

 

 

30
Dez14

O anoitecer de ontem!

1600-(41469)

 

Poderia estar para aqui todo o dia com um blá-blá-blá qualquer a defender os clichés do anoitecer, falar-vos da magia das cores, da poesia do momento, da arte dos desenhos das silhuetas, da singularidade dos contrates. Eu sei lá o que poderia dizer para os defender, mas também sei que nunca conseguiria convencer aqueles que, com toda a sua liberdade, não querem ser convencidos a gostar deles. Enfim, eu gosto destes clichés do anoitecer, que se há de fazer!?

 

Já a seguir vem aí a Rita com mais uns “estratos”.

 

 

29
Dez14

Quem conta um ponto...

avatar-1ponto

 

220 - Pérolas e diamantes: a corrupção e o BCI

 

Basta olhar à nossa volta, tanto aqui bem perto de nós como lá para os lados da capital, para nos apercebermos de que quase todos os políticos tradicionais, pertencentes ao designado Bloco Central dos Interesses (BCI), utilizam a política para seu benefício pessoal.

 

Alguns dos políticos que foram presos, ou se encontram sob investigação, pertencem a uma geração que andou sistematicamente a beneficiar grupos económicos em prejuízo dos portugueses.

 

O nosso sistema de governação tem permitido a corrupção, todos o sentimos e sabemos. José Sócrates é um dos atores mais marcantes e mediáticos, porque foi primeiro-ministro durante muitos anos. Mas desta vez teve o azar do seu lado.

 

Nas duas últimas décadas temos tido governos, maiorias governamentais e parlamentares, permissivos à corrupção. Desde logo porque a organização da nossa vida política se baseia no sentido de utilizar os recursos dos portugueses em benefício de particulares, de famílias poderosas, de grupos económicos pouco escrupulosos e dos partidos políticos essencialmente pertencentes ao BCI (PSD/PS/CDS).

 

A política é corrupta, todos o sabemos e sentimos. Mas desde que entrámos na Europa, a existência da corrupção política que se sente em Portugal cresceu exponencialmente.

 

Por exemplo, ao nível das PPP, como sugere Paulo Morais, basta dar uma vista de olhos pelo Diário da República para nos apercebermos que a legislação que lá se publicou é muito habilidosa, pois confere benefícios, de forma inaceitável, às empresas privadas. Sempre com o pressuposto de que os lucros vão para os privados e os prejuízos ficam para o Estado.

 

Quem consegue admitir um negócio que rende 30% ao ano, sem sequer correr qualquer risco, quer favorecer alguém. É isso que acontece com as famigeradas PPP.

 

Ou seja, quem produziu essa legislação não está a defender os portugueses. Taxas de 30% ao ano são completamente obscenas.

 

Por exemplo, em 2011 a função pública teve um corte nos salários de 900 milhões de euros. Curiosamente, essa foi a verba que três grupos económicos (Mota-Engil, Espírito Santo e grupo Mello) meteram nos cofres, por despacho do governo Sócrates. Prejudicaram-se três milhões de pessoas para se beneficiarem três famílias.

 

Não é por acaso que dos órgãos de administração das grandes empresas de construção fazem parte todos os políticos que estiveram ligados ao setor das obras públicas nos distintos governos do BCI (PSD/PS/CDS).

 

Sabemos que existem deputados da Nação que também exercem funções privadas relacionadas com a atividade que tutelam a nível político. Esses senhores vão para deputados com a nítida intenção de obterem informação privilegiada que beneficie os grupos económicos onde trabalham.

 

Perguntarão os estimados leitores o motivo pelo qual os nossos homens públicos não conseguem afrontar os políticos corruptos. Pela simples razão de que dependem deles.

 

Os políticos em Portugal limitam-se a desempenhar o triste papel de paus mandados ao serviço dos grandes grupos económicos.

 

Paulo Morais afirma, e com razão, que o centro do poder legislativo no nosso país, em matéria de maior relevo económico, são as sociedades de advogados, que, curiosamente, coincidem com os interesses dos grupos económicos a que estão associadas. Os governos, por incrível que pareça, apenas se têm limitado a serem correias de transmissão dos grandes grupos económicos.

 

Depois é triste assistir a António Costa, líder do PS, vir para os órgãos de comunicação afirmar que devemos deixar para a política aquilo que é da política e para a justiça aquilo que é da justiça, opinar sobre futebol e taxas de dormida em Lisboa, mas quanto ao argumento substantivo da corrupção política não conseguir afirmar que ela tem tudo a ver com a política e muito pouco com a justiça.

 

A corrupção política em democracia apenas se consegue combater com uma mudança política. Não existe outro caminho. Daí ser necessário, e urgente, mudar o nosso paradigma de representação parlamentar. Para isso têm de surgir novos partidos constituídos e dirigidos por pessoas impolutas e acima de qualquer suspeita. Não existe outra solução credível.

João Madureira

 

PS - Mais uma vez, e para que os flavienses não fiquem com a impressão, incorreta por certo, de que o acordo estabelecido entre o PSD de António Cabeleira e o vereador eleito em nome do MAI, não foi a derradeira tentativa para que a prometida, e devida, auditoria externa às contas da CMC não vingasse, aqui fica mais uma vez o nosso apelo ao senhor presidente da autarquia flaviense, e aos seus distintos vereadores, para que, em nome da transparência e do bom nome da Câmara de Chaves, aprovem uma auditoria externa às contas da CMC. Passaríamos todos, de certeza, a dormir um pouco mais tranquilos. Só um pouquinho, mas, mesmo assim, já era qualquer coisa.

 

PS 2 – E, também em nome da transparência, já agora senhor presidente, talvez fosse boa ideia aprovar conjuntamente uma auditoria externa às contas da JF de Santa Maria Maior, da qual foi insigne presidente, até 2013, o risonho vereador João Neves (ex-MAI e atualmente do PSD), pois quem não deve não teme; certos de que aquele que tão insistentemente reivindicou, durante toda a campanha eleitoral, uma auditoria às contas da CMC, com toda a certeza verá com bons olhos e até enaltecerá fervorosamente, uma auditoria realizada às contas do seu íntegro mandato.

 

 

28
Dez14

Pecados e picardias

pecados e picardias copy

 

E diziam-nos fontes de obscuridade

Sem religião não havia esperança

Nem teria alma a nossa identidade

Nem o ser tinha o credo da bonança

 

Tínhamos a doutrina leve da poesia

Com os deuses nos poemas vivos de santos

Verdadeiros faziam versos de heresia

Salve rainha com pecados e sem prantos

 

Um pai nosso presente num cântico negro

Numa estrofe de rebeldia, só apelos

de liberdade, para pulsar como apego,

sem musas de culpa, agoiro e pesadelos

 

então, ficamos com o orar da poesia

religião a declamar no dia a dia…

 

Isabel seixas

In entre a espada e a parede

28
Dez14

Quatro olhares sobre Vilarelho da Raia

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Hoje vamos mais uma vez até uma aldeia da raia, Vilarelho, com quatro imagens que escaparam às seleções anteriores.

1600-vilarelho (405)

Vilarelho da Raia onde gostamos de ir de vez em quando não só porque de cada vez que lá vamos ainda conseguimos imagens diferentes mas também porque é uma aldeia com vida, sempre com gente nas ruas.

1600-XVI encontro (311)

Com vida sim, mas que também sofreu os seus abandonos, aliás bem evidente nas casas abandonadas, sem gente dentro, mas que continua com vida graças ao ter sido uma aldeia grande e ao ter quem ainda regresse para nela viver, mas também a sua localização e uma ligação privilegiada com a Galiza e o vale são razões que pela certa fez com que o seu despovoamento não fosse tão agravado.

1600-vilarelho (413)

Ficam então quatro imagens com motivos bem diferentes mas que mereceram a atração do olhar e o respetivo registo. Um destes dias voltaremos por lá para pela certa fazer outros registos que escaparam às anteriores visitas.

 

 

25
Dez14

Vivências - Natal

vivenvias

 

Natal.

Tempo de…

     Estar com a família…

     Voltar às origens…

     Refletir sobre a vida…

     Projetar o futuro…

     Olhar o céu…

     Orar a Deus…

     Lembrar os que partiram…

     Construir pontes…

     Derrubar muros…

     Aproximar pessoas…

     Desejar boas festas…

     Viver…

 

Luís dos Anjos

24
Dez14

Boa consoada, bom Natal e boas festas para todos

1600-natal-14

Não poderia deixar passar o dia de hoje sem vir aqui com uma imagem e algumas palavras. Afinal hoje é um dos dias (noite) mais importantes do ano, senão a mais importante e aquela com mais significado para as famílias, aquele em que à mesa da casa mãe se faz a consoada. Certo que ao longo dos anos perdemos alguns dos entes queridos à mesa mas também é certo que outros entes queridos os substituem. É assim a lei natural da vida e da regeneração das famílias que faz com que todos os anos haja Natal.

 

Mas também não esqueço qual a missão deste blog, aquela que desde o início o orienta, a de levar Chaves a todos os ausentes, a todos que pela certa também festejam o seu Natal, fazem a sua consoada com o bacalhau, o polvo ou a tradição que de casa para casa ia tendo pequenas variantes, aqueles que reúnem a família possível e que para o Natal estar completo só lhes falta mesmo o frio da terrinha e o calor da casa mãe.

 

É para esses flavienses que estão longe da terrinha que deixo a imagem de hoje, com a sorte de ter apanhado os Reis Magos a atravessar a nossa Top Model Ponte Romana. É que eu também ainda sou do tempo do menino Jesus e do sapatinho junto ao pinheiro, do tempo em que o Pai Natal ainda não tinha nascido e transformado o Natal num comércio. Mais alegre até pode ser, mas perdeu-se alguma magia.

 

Boa consoada, bom Natal e boas festas para todos.

 

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