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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

15
Dez14

Quem conta um ponto...

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219 - Pérolas e diamantes: o BCI e a Alternativa

 

A carga dos impostos atingiu em Portugal níveis de autêntica extorsão, protegida por lei. Quer o poder central, quer o poder local, não se cansam de continuar a carregar as pessoas com taxas e taxinhas para todos os gostos e feitios. Num lado somos taxados como contribuintes, noutros apelidam-nos de munícipes. Mas no final vai tudo dar ao mesmo. O desgraçado do português chega ao final do mês com muito menos dinheiro.

 

Feitas as contas, apurou-se que entre o primeiro dia do ano e o dia 6 de junho subsequente, cada português trabalha única e exclusivamente para pagar impostos. Isto no que diz respeito à denominada carga fiscal, constituída pelos impostos pagos obrigatoriamente ao Estado e os descontos relativos à Segurança Social.

 

As taxas e taxinhas não estão englobadas nestas estatísticas. Qualquer dia a nossa autarquia começa a exigir-nos o pagamento de uma taxinha pelo ar que respiramos e uma taxa pela utilização dos passeios, caminhos e estradas. Isto é se já não as pagamos de forma encapotada, que é o mais provável.

 

A ironia de tudo isto é que três anos de sacrifícios brutais, feitos de forma metódica e planeada pelo governo do PSD/CDS, obedecendo a uma ideologia neoliberal pura e dura, destruíram a maior parte do tecido económico português e não produziram, afinal, resultados minimamente satisfatórios e duradouros.

 

Para explicar melhor aquilo de que falo, vou recorrer às palavras de Marco António Costa, vice-presidente e porta-voz do PSD.

 

Numa entrevista ao DN, relativamente ao emprego, o senhor, com a eloquência que o carateriza, afirmou que “a verdade é que foram criados 160 mil postos de trabalho no último ano”. O jornalista, atento, perguntou-lhe a seguir: “E quantos foram destruídos: «Foram destruídos muitos mais…» ”

 

Os políticos lusos são mesmo assim, por isso é que muitos deles estão atualmente às turras com a Justiça em casos de fuga ao fisco, branqueamento de capitais e corrupção. Enquanto outros não se atrevem a auditar externamente as contas da sua gestão autárquica.

 

Afinal para que raio serviram estes três anos de devastação?

 

Os portugueses começam a estar mais do que fartos deste sistema político capturado pelo Bloco Central dos Interesses (BCI), constituído pelo CDS/PSD/PS. No fundo são eles os principais culpados pela corrupção que assola o sistema democrático e republicano português, crise que explica a insatisfação com o regime. O que é verdadeiramente preocupante.

 

A insatisfação com o sistema político é consequência da impotência política dos governos face à crise económica e social.

 

Todos assistimos impotentes e desiludidos à debilidade da nossa democracia. É urgente que as nossas opções individuais de voto se concentrem em novas formações partidárias constituídas por pessoas impolutas e visceralmente honestas.

 

É urgente acabar com este triângulo vicioso. Se não, como o provam os últimos acontecimentos mediáticos, esta gente acaba com o país.

 

 João Madureira

 

PS – Diz o filósofo que não há pior surdo do que aquele que não quer ouvir. Mas nós ainda acreditamos que o político sério e honrado, tudo faz, para que as contas públicas sejam transparentes.

 

Por isso mesmo renovamos o apelo ao senhor presidente António Cabeleira, e aos seus distintos vereadores, João Neves incluído por inteiro, para que aprovem uma auditoria externa às contas da autarquia.

 

É que o buraco da dívida camarária é de tal dimensão que tememos que nos arraste a todos para dentro dele e nos devore.

 

Além disso quem não deve não teme e à mulher de César… o senhor presidente sabe, com toda a certeza, o resto do refrão.

 

Assim o saiba rematar, não apenas com as palavras, mas, sobretudo, com a ação.

 

PS 2 – E, já agora senhor presidente, também em nome da transparência, talvez fosse boa ideia aprovar conjuntamente uma auditoria externa às contas da JF de Santa Maria Maior, da qual foi digno presidente, até 2013, o gracioso vereador João Neves (ex-MAI e atualmente do PSD), pois quem não deve não teme; certos de que aquele que tão entusiasticamente reivindicou, durante toda a campanha eleitoral, uma auditoria às contas da Câmara de Chaves, com toda a convicção verá com bons olhos, e até aclamará fervorosamente, uma auditoria realizada às contas do seu honrado mandato.

 

 

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