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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

19
Dez14

Discursos Sobre a Cidade - Por Francisco Chaves de Melo

discursos-chico

 

Mais milhão, menos milhão …

 

Já ninguém duvida que o erário municipal deu um grande trambolhão! Por este motivo, o atual presidente vê-se e deseja-se com os cofres municipais sem um tostão! Tal facto deve-se à “bancarrota”, tónica da gestão do anterior Presidente, agora 1º Secretário da CIM (Comunidade Intermunicipal) do Alto Tâmega.

 

Lembro que o lugar por si ocupado desde que saiu da Câmara foi criado pelo antigo ministro Miguel Fernando Cassola de Miranda Relvas que, com a conversa para “meninos” de ter extinguido 17 lugares de Governador Civil, acabou por os substituir por 23, 1º Secretários de CIM’s. Estes, são em tudo assemelháveis aos anteriores Governadores Civis: têm carro com “Chauffeur”, secretária, boa remuneração e tempo para ir a inaugurações cortar fitas ou abrir congressos. Isto tudo para além de menores responsabilidades que os anteriores Governadores. Claro está que a CIM só poderia estar nas mãos de um “amigalhão”! Só para dimensionar aquilo de que estamos a falar, cumpre referir que, em 180 mil euros de receitas totais, as despesas com remunerações consomem 143 mil euros.

 

Mas, e os milhões de que se fala no título? Perguntará o leitor!

 

Esses são de malhão! Ai, se são!

 

Diz o Presidente que na altura em que entrou para a Câmara (e já la vão treze anos) também se devia, mas não diz que durante esse tempo multiplicou a dívida por quatro. Consequentemente, uma dívida a rondar a dezena e meia de milhões, atinge agora as seis dezenas de milhões.

 

O Presidente fala num total atual da dívida municipal no valor de 56 milhões, para menos de 22 milhões de receitas anuais totais da autarquia e, embora estes milhões de dívidas sejam um enorme talhão, não são, contudo, a sua totalidade.

 

Convém recordar que os terrenos onde anda a ser construído o edifício projetado pelo Sr. Arq. Álvaro Joaquim de Melo Siza Vieira, ainda não foram pagos pela Câmara aos seus legítimos proprietários. Refiro-me ao edifício construído ao engano para ser a sede da Fundação Nadir Afonso, sedeada agora na rua Dr. Júlio Martins, no edifício do Antigo Magistério. Por sua vez, este último edifício foi remodelado com apoio de dinheiros públicos para albergar o Centro de Indústrias Criativas mas, também isso, não aconteceu e, agora, além da Fundação Nadir Afonso, assentou lá arraiais a associação afeta ao PSD local, “A Voz da Juventude”.

 

Pois bem, não se admirem se os terrenos a pagar vieram a ultrapassar os dois milhões de euros e o total da dívida da Câmara saltar para os 58 milhões.

 

Mas não ficamos por aqui! Os terrenos junto ao rio Tâmega para o projeto POLIS, também não estão pagos aos seus legítimos donos pela Câmara. O antigo Presidente, se a memória não me falha, referiu que tinha de lado 1,7 milhões para pagar esses terrenos. Referiu, aquando da extinção da sociedade POLIS, que ficaria com a parte do Estado (51%), bens e responsabilidades, e que assim a Câmara ainda receberia, desses 1,7 milhões, alguma parte, após se pagarem os terrenos expropriados. Mas isto foi mais um grande, grandíssimo desaire! Atualmente, após se tomar conhecimentos do valor real a pagar pelos terrenos expropriados (valor ainda em decisão nos tribunais), de 1,7 milhões iniciais, já vamos em 5,6 milhões e, pelos vistos, a procissão ainda vai no adro. Com esta “habilidade” assumiu o município despesas que o estado pagaria em mais de metade (51%). É caso para se dizer que com o olho em minguados milhares, que pensava receber-se, vamos é todos pagar milhões durante a próxima década! Computa-se, no entanto, que se somarão ainda mais dois milhões ao referido desaire para, desta forma, atingimos os 60 milhões de dívidas totais.

 

Seis dezenas de milhões!

 

É obra!!!

 

Continuo ……??

 

Não, não vou continuar, é Natal!

 

Mas reparem que a auditoria financeira às contas não foi chumbada sem que houvesse motivo. Lembro que a Câmara tem responsabilidades na Escola Superior de Enfermagem, nas Águas de Trás-os-Montes, na Flavifomento, na Empresa Municipal ……

 

Enfim, a dívida está a ser um enorme aguilhão para a administração municipal e já começa a ser um peso acrescido de impostos e taxas para todos os que aqui vivemos.

 

Ora, por cá, neste assunto, não se pode dizer que o mexilhão não se lixou! Nem que não se “lixará” mais ainda!

 

Bom Natal para todos!

 

Francisco Chaves de Melo

 

 

19
Dez14

Duas images, dois olhares

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Hoje ficam dois olhares diferentes, embora a receita seja a mesma – luz, contrastes, reflexos e por aí fora…, é, é assim a fotografia com a sua polivalência singular que vai desde o cliché que a quase todos agrada até à realidade abstrata que sem alterar, o olhar distorce, agradando a uns, a outros nem tanto e, a outros ainda, nada ou quase nada.

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Hoje, em imagens, foi assim, mas já de seguida voltamos à normalidade das sextas-feiras com mais um “Discurso Sobre a Cidade”, onde com as palavras e opinião de Francisco Chaves Melo.

 

 

 

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