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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

04
Mar15

Ocasionais - Fundilhos puídos!


ocasionais

 

“Fundilhos puídos!”

 

A Política trata da convivência entre os diferentes, lembra-nos Hannah Arendt.

 

Pois lembra!

 

Só que os medíocres que dela se apoderaram a interpretam como conveniência tumultuosa, conflituosa e degradante com os diferentes do seu grupinho de interesses e de vergonhosas, indecentes e criminosas cumplicidades.

 

A coragem que os actuais governantes «de Lisboa», e muitos dos seus sequazes que administram Autarquias, exibem mais não é do que uma expressão evidente da sua covardia política: tratar «abaixo de cão» idosos e doentes; roubar pensionistas e reformados; consentir e realizar negócios ruinosos para a Economia e Segurança Nacionais com criminosos, sejam estes banqueiros, membros do Governo, traficantes ou familiares e amigos de gente com assento nos Órgãos de Soberania!

 

Isso não é coragem!

 

É covardia!

 

A coragem é uma virtude política.

 

E, como virtude, deve mostrar-se na prática do Bem para a «polis».

 

Os Partidos políticos – PS, PSD, CDS, PCP (bah! Deixem-se da treta de CDU!) -   ditos e auto-proclamados do «arco-do-poder» sequestraram as estruturas do estado e entrincheiraram-se dentro delas!

 

A lógica dos Governos acedidos por estes Partidos consiste (tem consistido) não em gerar Bens Públicos, que possam produzir crescimento e melhorar visivelmente o bem-estar das pessoas, mas, sim, gerar Bens Privados que comprem a lealdade de Instituições e de partidários que os mantêm no poder!

 

“Enquanto não lhe faltarem recursos para alimentar o seu aparelho de depredação pública e de dominação” sobrevirão.

 

Os Partidos políticos portugueses, em decadência constante e assustadora, transformaram-se em «agências de emprego» e em albergarias de vaidades balofas e rasteiras cumplicidades!

 

Por cá, por Portugal, o direito de admissão nos salões da acção política activa institucional ainda só é permitida aqueles a quem os Partidos políticos (entenda-se: os seus Directórios ou Comités Centrais) dão o visto.

 

Porém, os Partidos políticos portugueses tradicionais depressa entraram em deterioração, decrepitude.

 

Claro que a Democracia não se concebe sem Partidos políticos.

 

E, vós e eu, todos nós, enfim, desejamos viver em Democracia.

 

No entanto, os Partidos políticos que da nossa Democracia têm tomado conta estão realmente puídos!

 

Para nos vestirmos, compramos umas calças (‘intigamente só os homens; agora, homens e mulheres, claro!).

 

De tanto roçarem nas cadeiras da escola ou do escritório, nas penedias dos montes, no lombo de cavalos, machos, mulas ou burrecos, acabavam por ficar rasgadas e puídas, principalmente nos fundilhos!

 

Como então o dinheiro estava caro, muito caro, as avós, as mães, as tias, as madrinhas ou as vizinhas costureiras (noutros tempos qualquer rapariga ou mulher que se prezasse sabia dar uns pontos, fazer umas bainhas, deitar uns remendos) costuravam umas cuadas!

 

Ora os Partidos políticos portugueses, especialmente os auto-proclamados do «arco-do-poder» estão tão puídos, tão puídos, que já nem umas cuadas consentem!

 

Isto é, o destino que estão a pedir e merecem é o do caixote do lixo   -   modernamente, o contentor de roupa velha e estragada. Alguns ainda servirão para, depois de reciclados, «desperdícios»!

 

Outros, só para arderem num forno cimenteiro!

 

Descontentes até mais não, os cidadãos lá se vão «movimentando»   - criam “Movimentos”!

 

Uns ficam em, no, “Movimento”; outros passam de “Movimento” a Partido.

 

Neste ponto de acção e de intervenção política impõe-se uma reflexão. Aliás, muita reflexão.

 

Porquê?!

 

A «história» lembra-nos os seus registos mais e menos recentes.

 

Apareceram Movimentos e Partidos com o bom propósito de levantar a moral e elevar a moral dos cidadãos e de uma vida política em decaimento.

 

O que aconteceu?

 

Depressa a boa-fé dos seus mentores foi atraiçoada. Os inimigos políticos, os Partidos, apressaram-se a organizar a sua «Carbonária», com a qual infiltraram, nesses Movimentos e Partidos jovens e entusiastas, traidores, espiões, bufos, agitadores e arruaceiros.

 

Veja-se, em dias muito recentes, o que aconteceu com, por exemplo, o MAI-CHAVES: Movimento Autárquico Independente, de CHAVES!

 

Criado por gente de bons créditos sociais e intelectuais e morais, depois de um relativo, mais significativamente relevante e importante sucesso eleitoral, porque acreditou na regeneração de um viciado e medíocre politiconeiro (se escrevesse «político» estaria a melindra e a ofender qualquer pessoa ou cidadão minimamente decente e, ou, com um pingo de vergonha e com a mínima réstia de dignidade) vê o seu projecto e quase todos os seus compromissos eleitorais destruídos, impossibilitados de se realizarem e concretizarem!

 

Na figura desse tratante e espúrio, abjecto e capcioso hipócrita flaviense está consumada a “técnico-táctica”, useira e vezeira, dos Directórios dos tais Partidos do tal «arco-do-poder» … bem como dos que lhes estão adjacentes!

 

Por isso, a adesão a novos Partidos políticos pode trazer-nos, a mim e a vós, gente de boa-fé e cansada de aturar e sustentar os trastes que nos têm (Des)governado, mais desgostos, desilusões, amarguras e prejuízos!

 

Então, há que, em primeiro lugar, chamar a atenção, «abrir os olhos» aos «instaladores» de novos Partidos políticos, cujas Declarações de Princípios nos agradem e, ou, convençam, para serem realmente cuidadosos e selectivos na concessão de «vistos»   -   “gold”; “cold”; “bold”; “hold”; …ou «cor de burro a fugir»   -   aos candidatos às suas fileiras!

 

A liberdade política não pode, nem deve, ser entendida como prerrogativa e bem – aventurança ou bênção divina consignadas somente aos Partidos políticos e, excepcionalmente, nos momentos para aclamação de «reis que vão nus», a cidadãos – eleitores!

 

Num tempo como o nosso, em que andam por aí tantas bocas cheias a «dar bocas» acerca de «cidadania», o que sabemos nós, realmente, sobre o que é “ser cidadão”?!

 

Ensinou-me a minha querida prima Aninhas (Arendt) que “Cidadão” «é um homem que participa activamente na manutenção dos assuntos humanos, um co-dirigente da cidade»!

 

Para outros primos amigos, “cidadão” é «aquele que possui (tem na sua posse, isto é tem a capacidade) a experiência da liberdade política» [Habermas].

 

Assim, cidadãos e portugueses avisados, caminhemos para renovar a Vida Democrática Portuguesa, regenerando e reciclando os «velhos» Partidos políticos, e exigindo aos novos um compromisso de honra, de seriedade, de empenho, de competência e de patriotismo!

 

M., 25 de Fevereiro de 2015

Luís Henrique Fernandes

 

04
Mar15

Chá de Urze com Flores de Torga - 70


1600-torga

Coimbra, 26 de Julho de 1984

 

Mais um protesto em defesa da liberdade. Povo velho, com tantos séculos de independência, há certas franquias cívicas que era lógico considerar adquiridas. Mas não. Em poucas terras de Cristo elas terão sido tantas vezes postas em causa. Os nossos governantes não querem saber da História. Para eles tudo começa na hora em que assumem o poder. E o poder sem memória sempre foi arbitrário. As constituições que, no mundo civilizado, os dirigidos impõem e fazem jurar aos dirigentes, tentam conjurar o perigo dessa amnésia contumaz. Infelizmente, entre nós, até sobre os evangelhos se jura com um pé no ar…

 

Miguel Torga, in Diário XIV

 

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