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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

23
Abr15

Pedra de Toque - O Livro


pedra de toque copy

 

O Livro

 

Era para regressar para a semana à vossa amizade.

 

Optei por voltar hoje.

 

O livro merece.

 

E hoje é o DIA MUNDIAL DO LIVRO.

 

Leio sempre que posso e agora posso mais vezes.

 

Para além do enorme prazer que me proporciona a leitura de um bom livro (enche-me a alma…) adoro procurar livros, manuseá-los, tê-los nas minhas mãos e, sobretudo, adquiri-los para ficarem na minha companhia.

 

E depois lê-los quando me apetece, quando a oportunidade surge.

 

É difícil, extremamente difícil, dizer-vos quais os livro da minha vida.

 

Ocorrem-me imensos, muitos deles que reli.

livro

Permito-me, no entanto, destacar três, porque foram influentes, marcantes, decisivos na minha formação, no meu crescimento, na definição da minha personalidade.

 

Desde logo “A Mãe” de Máximo Gorki.

 

Se sou um homem convictamente fraterno, profundamente solidário, intransigente defensor da justiça social em todas as circunstâncias, devo-o à influência que este romance de Gorki teve, tem e espero ainda que tenha para sempre, sobre a minha vida.

 

“Cem anos de solidão” de Gabriel Garcia Marquez, talvez o melhor romance que li.

 

Um livro fabuloso, belíssimo, envolvente, mágico, de um escritor superior.

 

Voltei a ele recentemente e adorei revisitá-lo.

 

Fi-lo desta vez com mais calma, degustando-o com um prazer enorme.

 

Por fim, o grande livro da nossa literatura, da responsabilidade do genial Pessoa, composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa.

 

O “Livro do Desassossego”, que, como refere o poeta “é só um estado de alma, analisado de todos os lados, percorrido em todas as direcções”.

 

Quando a fome de poesia me chega aos lábios, subo-a aos olhos que pouso neste livro sempre presente, sempre junto a mim.

 

António Roque

23
Abr15

Chaves, anos 80/90


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É, de vez em quando vou espreitar como era Chaves nos anos 80/90 dos meus 20 anos de fotografia analógica. Anos 80/90, anos em que o b€tão foi rei e senhor e a cidade extravasou das suas malhas do centro histórico e ultrapassou até a meia dúzia de bairros periféricos.

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Pois de vez em vamos ter aqui a cidade desses anos 80-90 e alguma da sua vida, nem que seja, e só, para recordar.

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Hoje ficam duas dessas imagens, a primeira da Rua Alferes João Batista, a segunda da Rua 25 de Abril ainda com as construções adossadas à muralha.

 

 

23
Abr15

Vivências - O fim do cozido à portuguesa?


vivenvias

 

O fim do Cozido à Portuguesa?

 

Como qualquer português que se preze sou um fervoroso adepto da nossa cozinha tradicional. Agrada-me saborear uma boa refeição, de preferência em boa companhia, num ambiente acolhedor e sem as pressas do dia-a-dia. Delicio-me com um bom Cozido à Portuguesa, um Bacalhau com Natas, uma Feijoada à Transmontana ou uns Rojões à Moda do Minho, devidamente acompanhados por um vinho a condizer. Como sobremesa, um Doce da Avó, um Arroz Doce ou um Leite Creme vêm mesmo a calhar. Finalmente, para terminar a preceito, um café bem tirado...

 

Infelizmente, a meu ver, os verdadeiros amantes da boa gastronomia são em número cada vez mais reduzido. Senão vejamos: a maioria das pessoas, principalmente as que vivem e trabalham nas grandes cidades, quase não têm tempo para as refeições. Ao almoço engolem uma pseudo-refeição, à pressa, no restaurante da esquina, apinhado de gente… e com o telemóvel sempre por perto. Ao jantar, cansados e sem paciência para cozinhar, aquecem no micro-ondas uma qualquer embalagem que tenha a indicação “Preparação rápida” e que apesar do bom aspecto que possa ter não deixa nunca de saber a plástico.

 

Os jovens, por seu lado, sem referências em casa e constantemente bombardeados pela publicidade, embarcaram quase irreversivelmente na moda do fast-food e da comida embalada: pizzas, hamburgueres, hot-dogs, batatas fritas de pacote, acompanhados por muitos molhos e uma Coca-Cola, ou algo parecido, são para eles verdadeiros manjares. Muitos quase não conhecem outro tipo de alimentação; jamais ouviram falar em batatas cozidas, feijão frade, couve lombarda ou sardinha assada com broa...

 

Que futuro para a nossa cozinha tradicional? Estaremos perante o fim do Cozido à Portuguesa? E o Bacalhau à Zé do Pipo? Alguém se lembrará dele daqui a algumas gerações?

 

Luís dos Anjos

 

 

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