Pedra de Toque - O Livro

O Livro
Era para regressar para a semana à vossa amizade.
Optei por voltar hoje.
O livro merece.
E hoje é o DIA MUNDIAL DO LIVRO.
Leio sempre que posso e agora posso mais vezes.
Para além do enorme prazer que me proporciona a leitura de um bom livro (enche-me a alma…) adoro procurar livros, manuseá-los, tê-los nas minhas mãos e, sobretudo, adquiri-los para ficarem na minha companhia.
E depois lê-los quando me apetece, quando a oportunidade surge.
É difícil, extremamente difícil, dizer-vos quais os livro da minha vida.
Ocorrem-me imensos, muitos deles que reli.

Permito-me, no entanto, destacar três, porque foram influentes, marcantes, decisivos na minha formação, no meu crescimento, na definição da minha personalidade.
Desde logo “A Mãe” de Máximo Gorki.
Se sou um homem convictamente fraterno, profundamente solidário, intransigente defensor da justiça social em todas as circunstâncias, devo-o à influência que este romance de Gorki teve, tem e espero ainda que tenha para sempre, sobre a minha vida.
“Cem anos de solidão” de Gabriel Garcia Marquez, talvez o melhor romance que li.
Um livro fabuloso, belíssimo, envolvente, mágico, de um escritor superior.
Voltei a ele recentemente e adorei revisitá-lo.
Fi-lo desta vez com mais calma, degustando-o com um prazer enorme.
Por fim, o grande livro da nossa literatura, da responsabilidade do genial Pessoa, composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa.
O “Livro do Desassossego”, que, como refere o poeta “é só um estado de alma, analisado de todos os lados, percorrido em todas as direcções”.
Quando a fome de poesia me chega aos lábios, subo-a aos olhos que pouso neste livro sempre presente, sempre junto a mim.
António Roque






