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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

26
Abr15

Izei - Chaves - Portugal


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Como ontem foi um dia especial não deu tempo de ir até às nossas aldeias, mas hoje, de regresso à normalidade dos dias, dos domingos, temos de cumprir a promessa de trazer aqui o nosso mundo rural. Hoje tocou a sorte a Izei.

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Izei é uma aldeia que tem uma beleza singular, no entanto essa beleza não é muito percetível . para quem a atravessa via nacional 314, tanto mais que a já, por si, complicada estrada, em Izei complica-se ainda mais e a atenção que a estrada exige não deixa espaço para os olhares que a aldeia merece e os pormenores que ela guarda, mas não só, pois os pormenores mais interessantes não são visíveis desde a estrada.

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Assim para aldeia de Izei ser apreciada com olhos de ver, será mesmo necessário parar e percorrer a sua rua, única, ao longo da qual as preciosidades se deixam ver. Outra hipótese é apreciar todo o conjunto da aldeia, mas mais uma vez terá de sair da estrada para ter direito a essas vistas. Pessoalmente gosto de lhe lançar olhares desde o alto de Samaiões.

 

 

25
Abr15

25 de abril - Sempre!


Desde o primeiro ano de existência deste blog que aqui é obrigatório recordar o dia 25 de abril de 1974 e, enquanto o blog existir, assim continuará a ser.

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Ao longo destes anos fiz algumas composições para comemorar este dia que para sempre ficou ligado e simbolizado pelo cravo, os cravos, a revolução dos cravos, não só porque alguém nesse dia, nua ato espontâneo se lembrou de distribuir cravos pela população de Lisboa e o fotógrafo registou o momento mas também pela forma como a revolução acabou por acontecer, pacificamente e com a adesão em massa da população.

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Pois hoje ficam aqui algumas dessas composições e algumas das centenas ou milhares de fotografias que nesse dia se tomaram em Lisboa, em pleno desenrolar da revolução, imagens sempre curiosas e sempre agradáveis de ver e que nos fazem ir à memória buscar alguns momentos desse dia, que para nós flavienses e um pouco por todo o Portugal fora de Lisboa se viveu cheio de expetativas e ávidos por saber o que realmente se tinha passado na capital, é que na altura não havia telemóveis, facebook, nem internet e até os telefones eram escassos. Restava apenas a televisão e a rádio que até à noite do 25 de abril de 1974 também pouco esclareceram com as suas emissões suspensas. Certo, certo, durante esse dia do 25 de abril de 1974 apenas se sabia que em Lisboa tinha acontecido qualquer coisa, ou como eu costumo dizer: à rua, o 25 de abril apenas chegou a Chaves no dia 1º de maio, esse sim, celebrado também em Chaves com o povo todo na rua, em festa, na primeira festa da liberdade que eu conheci.

5653966744_27cfdba05b_o.jpgPena que o espírito do 25 de abril, da liberdade se tenha perdido e hoje apenas se resuma a um hastear da bandeira e para encher “programa” até se tenha de incluir aulas de hidromassagem, pois festa da liberdade na rua já há muito que não há. Quase parece que temos vergonha dela. Por mim, 25 de abril SEMPRE e viva o 25 de abril, que coisa mais preciosa que a liberdade não há. Mas enfim, deixemos as palavras e ficam então algumas das composições que deixei aqui no blog ao longo dos anos e algumas imagens do 25 de abril em Lisboa.

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 Arquivo Expresso (1974), "25 de Abril de 1974: o «Bula»", CasaComum.org, Disponível HTTP: http://hdl.handle.net/11002/fms_dc_115210 (2015-4-25)

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 (1974), "25 de Abril de 1974: populares e militares confraternizan no Largo do Carmo", CasaComum.org, Disponível HTTP: http://hdl.handle.net/11002/fms_dc_114282 (2015-4-25)

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 (1974), "25 de Abril de 1974: cerco ao Quartel do Carmo", CasaComum.org, Disponível HTTP: http://hdl.handle.net/11002/fms_dc_114636 (2015-4-25)

 

fotos-de-alfredo-cunha-o-dia-25-de-abril-de-1974.jFoto de Alfredo Cunha

 

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Salgueiro Maia a dirigir-se à população

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 (1974), "25 de Abril de 1974: a vitória do MFA", CasaComum.org, Disponível HTTP: http://hdl.handle.net/11002/fms_dc_114589 (2015-4-25).

24
Abr15

Chaves - Madalena - Portugal


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Hoje vamos até à margem esquerda do Tâmega, o outro lado da cidade, até à Madalena, com dois olhares, dois regressos quase ao berço, ao território permitido de infância, ao lado rural da cidade, das hortas, da veiga, do Jardim Público, das primeiras letras…

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Às vezes convém regressar aos nossos territórios, aqueles que para todo o sempre nos povoam a memória com lugares cheios de estórias e recordações.

 

 

23
Abr15

Pedra de Toque - O Livro


pedra de toque copy

 

O Livro

 

Era para regressar para a semana à vossa amizade.

 

Optei por voltar hoje.

 

O livro merece.

 

E hoje é o DIA MUNDIAL DO LIVRO.

 

Leio sempre que posso e agora posso mais vezes.

 

Para além do enorme prazer que me proporciona a leitura de um bom livro (enche-me a alma…) adoro procurar livros, manuseá-los, tê-los nas minhas mãos e, sobretudo, adquiri-los para ficarem na minha companhia.

 

E depois lê-los quando me apetece, quando a oportunidade surge.

 

É difícil, extremamente difícil, dizer-vos quais os livro da minha vida.

 

Ocorrem-me imensos, muitos deles que reli.

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Permito-me, no entanto, destacar três, porque foram influentes, marcantes, decisivos na minha formação, no meu crescimento, na definição da minha personalidade.

 

Desde logo “A Mãe” de Máximo Gorki.

 

Se sou um homem convictamente fraterno, profundamente solidário, intransigente defensor da justiça social em todas as circunstâncias, devo-o à influência que este romance de Gorki teve, tem e espero ainda que tenha para sempre, sobre a minha vida.

 

“Cem anos de solidão” de Gabriel Garcia Marquez, talvez o melhor romance que li.

 

Um livro fabuloso, belíssimo, envolvente, mágico, de um escritor superior.

 

Voltei a ele recentemente e adorei revisitá-lo.

 

Fi-lo desta vez com mais calma, degustando-o com um prazer enorme.

 

Por fim, o grande livro da nossa literatura, da responsabilidade do genial Pessoa, composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa.

 

O “Livro do Desassossego”, que, como refere o poeta “é só um estado de alma, analisado de todos os lados, percorrido em todas as direcções”.

 

Quando a fome de poesia me chega aos lábios, subo-a aos olhos que pouso neste livro sempre presente, sempre junto a mim.

 

António Roque

23
Abr15

Chaves, anos 80/90


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É, de vez em quando vou espreitar como era Chaves nos anos 80/90 dos meus 20 anos de fotografia analógica. Anos 80/90, anos em que o b€tão foi rei e senhor e a cidade extravasou das suas malhas do centro histórico e ultrapassou até a meia dúzia de bairros periféricos.

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Pois de vez em vamos ter aqui a cidade desses anos 80-90 e alguma da sua vida, nem que seja, e só, para recordar.

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Hoje ficam duas dessas imagens, a primeira da Rua Alferes João Batista, a segunda da Rua 25 de Abril ainda com as construções adossadas à muralha.

 

 

23
Abr15

Vivências - O fim do cozido à portuguesa?


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O fim do Cozido à Portuguesa?

 

Como qualquer português que se preze sou um fervoroso adepto da nossa cozinha tradicional. Agrada-me saborear uma boa refeição, de preferência em boa companhia, num ambiente acolhedor e sem as pressas do dia-a-dia. Delicio-me com um bom Cozido à Portuguesa, um Bacalhau com Natas, uma Feijoada à Transmontana ou uns Rojões à Moda do Minho, devidamente acompanhados por um vinho a condizer. Como sobremesa, um Doce da Avó, um Arroz Doce ou um Leite Creme vêm mesmo a calhar. Finalmente, para terminar a preceito, um café bem tirado...

 

Infelizmente, a meu ver, os verdadeiros amantes da boa gastronomia são em número cada vez mais reduzido. Senão vejamos: a maioria das pessoas, principalmente as que vivem e trabalham nas grandes cidades, quase não têm tempo para as refeições. Ao almoço engolem uma pseudo-refeição, à pressa, no restaurante da esquina, apinhado de gente… e com o telemóvel sempre por perto. Ao jantar, cansados e sem paciência para cozinhar, aquecem no micro-ondas uma qualquer embalagem que tenha a indicação “Preparação rápida” e que apesar do bom aspecto que possa ter não deixa nunca de saber a plástico.

 

Os jovens, por seu lado, sem referências em casa e constantemente bombardeados pela publicidade, embarcaram quase irreversivelmente na moda do fast-food e da comida embalada: pizzas, hamburgueres, hot-dogs, batatas fritas de pacote, acompanhados por muitos molhos e uma Coca-Cola, ou algo parecido, são para eles verdadeiros manjares. Muitos quase não conhecem outro tipo de alimentação; jamais ouviram falar em batatas cozidas, feijão frade, couve lombarda ou sardinha assada com broa...

 

Que futuro para a nossa cozinha tradicional? Estaremos perante o fim do Cozido à Portuguesa? E o Bacalhau à Zé do Pipo? Alguém se lembrará dele daqui a algumas gerações?

 

Luís dos Anjos

 

 

22
Abr15

Chá de Urze com Flores de Torga - 76


1600-torga

 

Chaves, 3 de Setembro de 1985

Biografar alguém! Contar logicamente a absurda aventura de uma vida, a partir dos mentirosos documentos que deixam no mundo todas as vidas.

Miguel Torga, in Diário XIV

 

Santo Estêvão, Chaves, 7 de Setembro de 1985

Também aqui chegou a lepra que desfigura confrangedoramente o rosto urbano do país. Nem a sólida torre medieval, que resistiu heroicamente a todas as investidas bélicas do passado, conseguiu defender-se da agressão arquitectónica do presente. Tem agora ao lado, como tantos outros monumentos nacionais afrontados, uma caricatura da sua dignidade.

Miguel Torga, in Diário XIV

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Chaves, 10 de Setembro de 1985

Passado, presente, futuro. Assim a maioria dos mortais parcela a duração e a vive em conformidade, na saudosa lembrança, na quente intimidade, na confiante expectativa. Mas há aqueles sedentos de absoluto que, agonicamente desvinculados das horas, parecem sideradas num tempo parado.

Miguel Torga, in Diário XIV

 

 

21
Abr15

O Barroso aqui tão perto... Histórias da Vermelhinha


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Freguês Antigo

 

Mas nem sempre o P.e Cosme bebia de graça.

 

Uma vez um de Parvalheira da Serra ia por um caminho adiante e encontrou vinte escudos.

 

— Já tenho para tabaco…—exclamou ele, todo contente.

 

E gastou o dinheiro em cigarros.

 

Mas depois teve um rebate de consciência e foi-se confessar.

 

P.e Cosme, que estava de bons azeites, disse-lhe:

 

— Pegas em vinte escudos, entrega-los à primeira pessoa que encontrares e estás redimido.

 

O homem saiu da igreja com vinte escudos na mão e a primeira pessoa que avistou foi uma rapariga que andava às leitugas num lameiro, à berma do caminho. Dirigiu-se a ela e disse:

 

— Toma vinte escudos.

 

— Não são vinte, são cinquenta — emendou ela.

 

— Mas o P.e Cosme disse-me que eram vinte… — contestou ele, meio intrigado.

 

— Ah, sim? Mas o padre é freguês antigo…

 

Bento da Cruz  in "Histórias da Vermelhinha"

 

1600-barroso XXI (198)

 

 

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