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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

28
Jan16

Fugas - As salinas de Rio Maior

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As salinas de Rio Maior

 

Fim de semana de fevereiro. O sol, ainda que tímido, contrasta com a chuva dos últimos dias e convida-nos a sair de casa. Rolamos pouco mais de 40 quilómetros para sul. Ao chegar próximo do Alto da Serra saímos do IC2, em direção a Rio Maior. Um pouco mais à frente aparece-nos a placa “Marinhas”, à esquerda. Descemos uns dois ou três quilómetros e avistamo-las.

 

As Salinas de Rio Maior, também chamadas Marinhas de Sal, encontram-se no sopé da Serra dos Candeeiros, a 30 quilómetros do mar, e apresentam-se como uma minúscula aldeia de ruas de pedra e casas de madeira, onde se destacam peculiares tanques de formas e dimensões irregulares. Estas salinas são únicas no país e fruto de um fenómeno da natureza. A 60 metros de profundidade existe uma gigantesca mina de sal-gema atravessada por uma corrente de água cujo caudal dá origem a água sete vezes mais salgada que a do mar. O poço existente abastece dezenas de pequenos tanques, chamados talhos e a distribuição da água obedece a regras que nunca foram escritas e cujas origens se perdem no tempo (existem referências às salinas de Rio Maior desde 1177).

 

Salinas de Rio Maior.jpg

 

O sal, que agora é depositado em grandes armazéns da Cooperativa que gere todo este espaço, era antigamente armazenado nas cerca de cem casas existentes, totalmente construídas em madeira, inclusive as fechaduras e respectivas chaves, para evitar a corrosão do sal. Também em tempos passados, algumas destas casas funcionavam como tabernas, por onde passavam os salineiros depois do trabalho. Hoje, várias delas estão transformadas em lojas de artesanato ou pequenos restaurantes típicos.

 

Estamos em fevereiro e, por isso mesmo, não avistamos as típicas pirâmides de sal a secar ao sol, pois a atividade apenas se iniciará daqui a mais algumas semanas, quando o sol conseguir ser suficientemente forte para provocar a evaporação da água. Nessa altura, cada litro de água originará cerca de 200 gramas de sal, o que acontecerá ao fim de 6 dias nos talhos. Completamos a nossa visita e regressamos a casa. Fica o desejo de voltar para uma visita mais demorada.

 Luís dos Anjos

 

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