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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

12
Fev16

Discursos Sobre a Cidade - Por Francisco Chaves de Melo

discursos-chico

 

Não se devia andar de carro em Chaves.

 

Circular nas vias da nossa cidade é mau para a durabilidade dos veículos. A maioria das ruas e avenidas possuem um piso degradado e sem sinalização horizontal.

 

As causas para o mau estado das estradas são múltiplas. A primeira é o desgaste natural que estas infraestruturas têm com a circulação automóvel quotidiana. Soma-se-lhe a abertura, efetuada por variadas empresas privadas de valas para a passagem dos tubos de gás, da fibra ótica para telefones, internet e televisão e de cabos de cobre para a eletricidade. Finalmente, temos a constante necessidade de reparar os tubos de água potável da Câmara Municipal que rebentam a torto e a direito nas vias de circulação (de velhos que estão), e o desentupimento de condutas de saneamento e águas pluviais, isto quando não ocorrem aluimentos, por terem já ultrapassado o período de vida útil.

 

É um verdadeiro martírio para os condutores, sempre a fintar buracos e crateras, e para o pessoal operacional da câmara, sempre a tapar buracos e a concertar rebentamentos.

 

A situação está no limite! Pois, além de ser injusta para os automobilistas, que pagam religiosamente o imposto de circulação, é ainda mais dispendioso pela necessidade de reparações a miúdo nos veículos, fazendo com que viver em Chaves seja mais caro.

 

É também um mau postal turístico. É uma má recordação para os turistas que nos visitam. Os turistas de que se fala! Os que vêm visitar a Fundação Nadir Afonso e os Museus das Termas Romanas.

 

Embora o imposto único de circulação automóvel (900.000,00€) pudesse eventualmente servir para melhorar a circulação, não é a única fonte de receitas que as vias geram. Atualmente a autarquia cobra às empresas de telecomunicações, gás, água e eletricidade pela utilização do subsolo das vias, direitos de passagem. Esses direitos somam milhões de euros!

 

Não seria justo que esses milhões servissem para recuperar a degradação das ruas e avenidas que as várias intervenções provocaram?

 

Mas dizem que não pode ser!

 

Dizem que o dinheiro faz falta para pagar as avultadas dívidas e os enormes juros que elas agora geram. Dizem que depois disso pouco ou nada fica que se veja. Dizem que já são dois milhões e meio todos os anos.

 

É caso para dizer: os automobilistas que se regalem a olhar para a Fundação Nadir Afonso. Foi lá que se gastou uma dezena de milhões de euros com recurso a empréstimos e ainda se gastam umas centenas de milhares todos os anos. Têm buracos agora? Os buracos que esse dinheiro evitaria?

 

Pois é!

 

Mas regalam a vista!

Francisco Chaves de Melo

 

 

 

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