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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

15
Fev16

Quem conta um ponto...

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277 - Pérolas e diamantes: a tristeza e a desilusão

 

 

Nós somos aquilo que vivemos e também o fruto amadurecido de tudo o que descobrimos. Basta ler Elena Ferrante, a grande amiga genial, para a memória ter razão.

 

Na nossa terra as relações entre as pessoas ainda se fazem de forma plebeia. Parece que estamos todos numa festa para onde fomos convidados, ajaezados à burguesa, lutando pela comida e pela bebida, discutindo quem deve ser servido primeiro e melhor, indiferentes ao chão que cada vez fica mais sujo com o vai e vem dos empregados, enquanto fazemos brindes entre sorrisos alarves e apartes ordinários.

 

Somos plebeus bem bebidos, encostados ao ombro de quem nos acompanha, rindo com a boca escancarada, por causa dos dichotes carregados de alusões sexuais.

 

Logo após, toma conta de nós a tristeza e a desilusão.

 

Os homens carregam-se de defeitos pensando que são virtudes. Têm falta de caráter, falta de lealdade e ostentam a ingratidão.

 

A vida dá-nos um tipo de conhecimento que quase sempre chega tarde de mais.

 

Agora transformam-se os animais domésticos em filhos e os pobres em animais domésticos.

 

Já ouvi por aí dizer a casais que “até têm dois filhos”: um cão e um gato. E que os alimentam com comida biológica e dietética comprada em lojas da especialidade. Aos filhos dá-se tudo do melhor. Mesmo que isso implique sacrifícios.

 

Da única coisa que sempre gostei no meu país foi da natureza, da paisagem, sobretudo dos montes onde nasci. Isso, sim, vale a pena!

 

Diz quem o tem que é vergonhoso amar o dinheiro. Devemos amar os sonhos. Por isso é que os que o possuem vão à igreja amar o próximo como a eles mesmos e colocar uma moeda na bandeja das oferendas. Não uma nota, pois a ostentação é em si mesma um pecado. Pecar por pecar, que pequem os outros.

 

Afinal todos sonhamos. Apenas não compreendo para onde corre esta gente com tanta determinação.

 

Depois chegam as memórias. Afirmamos que estes tempos que vivemos são uma confusão. Alguns riem-se quando alguém mais atrevido, nostálgico ou brincalhão, lembra os bons velhos tempos do salazarismo.

 

É a nostalgia. Será a nostalgia? Ou será mesmo medo. Afinal muitos sonham com abandonar o país para nunca mais.

 

Era (é?) a liberdade, o caminho para o socialismo, a liberdade e a igualdade. Era a alquimia. Corremos para a frente e chegamos. Só que ninguém sabe aonde.

 

Agora é preciso pensar. Pois é. Mas parece que ninguém nos ensinou a pensar.

 

A sociedade continua a dividir-se entre os que compram e os que não podem comprar. Isto não agrada a ninguém.

 

Bem vistas as coisas, somos uns românticos.

 

Prometeram-nos um lugar ao sol. Presentemente, os experimentalistas sociais, voltaram com a palavra atrás e dizem que chegou a altura de vivermos segundo as leis de Darwin. Apenas assim haverá abundância para todos. O problema é que a escola não nos ensina dessas coisas, não ensina a viver segundo as leis do mais forte. Esta lei traz apenas a abundância para os mais capazes. Os outros, os mais “fracos”, andam agora a caminho dos centros de emprego.

 

Heinrich Heine, considerado o último poeta do romantismo, definiu bem esta desilusão neoliberal, quando escreveu: “Semeei dragões e colhi pulgas.”

 

Já se ouve dizer por aí que o melhor é mesmo não fazer nada. Nem bem, nem mal. O mais indicado é não nos metermos na política.

 

Afinal, as pessoas mais temíveis são os idealistas.

 

Temos que aprender a amar a pátria de longe. Talvez desta forma ela ganhe algum encanto.

 

João Madureira

 

 

15
Fev16

De regresso à cidade e à Adega do Faustino

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De regresso à cidade e à Adega do Faustino, não pelos copos ou iguarias, ou melhor, não só por isso mas também pela fotografia que a própria adega proporciona mas também pela que acolhe em exposições de Fotógrafos Lumbudus ou por eles promovidas, como a que inaugurou na passada sexta-feira e estará patente ao público durante todo o mês de fevereiro e março

 

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Fotografia noturna de Sérgio Crespo, 40 anos, natural de Vilagargia de Arousa (Galiza) onde se pode assistir um belo pôr-do-sol. Fotógrafo Lumbudus, faz fotografia desde o ano 2010. Gosta de trabalhar em distintos estilos fotográficos mas com preferência pela fotografia noturna e o retrato.  Esta exposição é a primeira do autor, graças ao apoio da Lumbudus-Associação de Fotografia e Gravura, da qual é associado desde o ano 2014.

Desde os tempos mais antigos a humanidade tem manifestado curiosidade pela observação das estrelas do céu. As estrelas e a lua têm sido uma inspiração para os cientistas e artistas, mas também, durante séculos, tem deixado fascinados aqueles que estudaram ou que observam o céu noturno.

Esta exposição não é mais que o olhar de Sérgio Crespo sobre o céu noturno.

 

 

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