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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

20
Fev16

Nogueirinhas resumida em meia dúzia de imagens

1600-nogueirinhas (262)

 

Há dias deixei aqui as Nogueirinhas e prometi voltar lá de novo, não só por novas imagens mas também por umas palavrinhas que quero acrescentar a todos os posts que dediquei a esta pequena aldeia.

 

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O topónimo é logo à partida convidativo, pois o diminutivo dá-lhe logo uma certa ternura. Talvez por essa razão que quando ouvi o topónimo pela primeira vez, despertou logo em mim a curiosidade de conhecer a aldeia, coisa que aconteceu quando me comecei a dedicar à fotografia em finais dos anos oitenta, ainda na era da analógica. E então, gostei do que vi, não só do trajeto a partir de Stº Estêvão, então ainda um caminho bem rural em terra batida, mas também da aldeia em si. Um pequeno paraíso, foi assim que o registei na memória.

 

1600-nogueirinhas (263)

 

Foram precisos mais de 10 ou 15 anos para voltar lá de novo, aquando da construção da barragem, e já tive oportunidade de o dizer aqui que a ideia do pequeno paraíso se desvaneceu. Afinal, na redescoberta, as Nogueirinhas não eram bem aquilo que registava na memória. Pelo menos assim me pareceu nos olhares que lhe lançava desde a nova estrada que encostava as Nogueirinhas num canto sem muito encanto. Mas, de vez em quando, a memória levava-me até às Nogueirinhas dos anos oitenta e, nesses momentos, sentia que alguma coisa haveria para além daquilo que os olhares lançados desde a nova estrada atraiçoavam a realidade das Nogueirinhas.

 

1600-nogueirinhas (116)

 

Assim, há umas semanas atrás decidi abandonar a nova estrada e tomar um troço do velho caminho que escapou à modernidade do betuminoso, uma entrada esquecida na aldeia que me devolveu as Nogueirinhas que tinha conhecido há trinta e tal anos atrás. Entrei de novo na aldeia e parti à nova descoberta, esmiuçando todos os pormenores sem deixar nada para trás. Coisa que não é difícil, pois ainda hoje as Nogueirinhas se resumem a meia dúzia de casas mais a nova descoberta – Um santuário com a representação da aparição de Nossa Senhora de Fátima aos pastorinhos, com ovelhas e até o Cristo Rei a marcar presença. Só nas Nogeirinhas é que uma coisa destas pode acontecer.

 

1600-nogueirinhas (273)

 

Mas acontece muito mais e que hoje vou tentar resumir aqui em meia-dúzia de imagens, pois nas Nogueirinhas, para fazer jus ao diminutivo do topónimo, acontece de tudo um pouco, às vezes também em pequenino, ou melhor em doses pequenas como um pequeno riacho, uma pequena aldeia, pequenos vales e outeiros e uma pouco mais que miniatura de um Santuário. Tudo isto no meio de montanhas semeadas do mais variado penedio onde aqui e ali vai acontecendo vida com rebanhos verdadeiros e gente verdadeira, para além da barragem que quando cheia também demonstra alguma grandeza.

 

1600-nogueirinhas (92)

 

Pois aqui fica em imagem um pouco daquilo que vos falo, mas a variedade podia se bem mais variada e ainda bem, pois assim teremos oportunidade de voltar lá mais vezes para trazer aqui novos motivos, Mas como sempre, uma coisa são as imagens das fotografias e outra são as imagens que só in loco são possíveis. Claro que como sempre há que ter espirito de apreciação e entrar nestes lugares sem preconceitos, pois só assim descobriremos a beleza das coisas primeiras.

 

 

 

20
Fev16

Pedra de Toque - A Terapia

pedra de toque.jpg

 

A TERAPIA

 

Dizem-me que o formato desta série que passa na RTP1, de segunda a sexta, foi importado.

 

Também me contam, quem já comparou, que a nossa versão não é inferior, às realizadas por outras estações.

 

Eu, mal tive conhecimento da transmissão, fui logo ver o primeiro episódio e, até ao presente, não perdi nenhum.

 

A mente e os seus insondáveis mistérios, foram sempre tema que gostei de apreciar e até de investigar, mormente lendo muito sobre o assunto.

 

Os comportamentos humanos na vertente penal (trabalhei bastante em crime, como advogado), a psicologia e até a psiquiatria motivaram-me a inúmeras e variadas leituras e conversas.

 

A educação, os sentimentos, a arte, as dolorosas depressões e todo o complexo e fascinante mundo interior, despertam desde há muito em mim, um interesse constante.

 

Voltemos então à Terapia.

 

É, efectivamente, uma série que na minha opinião merece ser vista e por isso permito-me convidar os leitores, desde já e vivamente, a não a perderem.

 

É muito bem escrita por especialistas, perscrutadores das almas, que prende o telespectador ao sofá por 30/40 minutos que passam num ápice, graças para além do mais, à sóbria e atenta realização.

 

A prestação de todos os actores, desde os consagrados aos mais jovens, é brilhante.

 

Interpretam com muita naturalidade, simplicidade e inteligência, dando-se aos textos e brilhando sobretudo nos frequentes silêncios “que falam tanto”…

 

A Terapia é uma lufada de ar fresco na televisão portuguesa.

 

Não percam porque de certeza, não se arrependerão.

 

António Roque

 

 

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