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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

24
Fev16

Ocasionais - Aí por CHAVES

ocasionais

 

“Aí por CHAVES

 

- Para os mais descuidados ou com cego fervor amoroso

a quem esperam que lhes faça o «tal jeito, ou jeitinho,

esclarecemos não estarmos empenhados no restauro do Passado,

mas, sim, comprometido com o respeito ao Passado.

O Futuro nunca é a continuidade,

tampouco uma versão alargada, do Presente.

Luís da Granginha

 

 

Escangalhado de riso, Hermes entrou pela messe dos olímpicos deuses, com uns papéis na mão.

 

Zeus havia-o encarregado de consultar o mapa das festividades da NORMANDIA – TAMEGANA, para a época da «Quaresma».

 

O presunto que Zeus tinha encomendado na ‘Feira de Vinhais’ do ano passado tinha morrões, e ele andava desgostoso.

 

O apetite e as saudades de uma chouriça de Morgade, de uma linguiça de Lamachã, de uma alheira de Valdanta, de um salpicão de S. Vicente da Raia, de um paloio d’ Abobeleira, de uma sêmea de Lebução, de uma fatia (ó menos) de pão centeio de Castelões (ele até está a pensar em mandar fazer um forno igual àquele e outro, ao de Tourém!) de um «trigo de quatro cantos», de Faiões; bem, isto para disfarçar a secura com que anda por já há tanto tempo ‘inda não meter o dente num «Pastel de CHAVES” e num «carolinho de Folar do de Chaves» … ou do de Valpassos, tudo isto está encriptado na ordem de Zeus a Hermes.

 

Zeus até disse ao seu assessor que estava na altura de ir ver com os seus próprios olhos um dos célebres e fantásticos “Autos da Paixão”, de CURALHA, de BUSTELO ou de CURRAL de VACAS e que não queria perder a Festa da Srª das Brotas, tão falada (e suspirada) nos Blogues Flavienses!

 

Tinha chegado ao Olimpo uma remessa daquela célebre «pomada de Quio”.

 

Na messe, os «compadres» de Hermes estavam a «entornar».

 

Mal Hermes, levantando a papelada, disse vir falar de CHAVES, todos arrebitaram as orelhas.

 

Poséidon pôs cara séria, pois tinha feito transbordar as águas do Tamega, o riacho do Caneiro, e barulhentas as águas do Ribelas.

 

Hades, franziu a «brancelha», ainda não ia muito tempo que tinha encharcado os céus do Brunheiro até ao Larouco de uma névoa, que fazia “Triste aquela Cidade”.

 

Ares pôs um ar de desconfiado, pois julgou ter sido descoberto numa falcatrua (Eleições autárquicas de 2013) em que jogou a favor ora de «pavões», ora de «cotovias».

 

Hefesto, esperava os agradecimentos por ter posto a sua forja a dar algum calor neste Inverno agora realmente começado, em meados de Fevereiro de 2016. Esperava até, que aquela papelada que Hermes levava na mão fosse uma carta-discurso com as mais deliciosas laudas tecidas pelo «pavão de Castelões», e já pronunciada e divulgada na «Sinal TV» e nos «jornalecos» flavienses, pelo maravilhoso trono dourado com que tinha premiado aquele pantomineiro.

 

Dioniso, que tinha despido a sua pele de raposa para a oferecer ao «Tonho Cabeleira» no dia da sua coroação como «predizente de cambra», ficou na expectativa de ir receber um daqueles papeluchos como convite para mais uma «feireca» medieval, animada com as «concertinas de Venda Nova».

 

Perseu esperava que uma daquelas folhas A4 trouxesse a relação dos sacripantas de CHAVES a quem iria cortar a cabeça ou pôr-lhes diante dos olhos a cabeça de Medusa (já que eles eram uns estupores de «olhos abertos», mas uns grandes cegos porque «não queriam ver»)!

 

Hermes descansou-os.

 

A risota escangalhada devia-se a que, na pesquisa, topara uns «Tratados» [Post(ais] de Blogue], escritos por um “Tucídides” e por um “Ésquilo” Flavienses   —   um tal Fernando Ribeiro e um tal Sousa e Silva   -   da «Descoberta» de uma “πTorga”, que torna o «Labirinto de Creta» uma brincadeira de crianças! Agora, na pesquisa, outro «labirinto» com umas setas a respeito da «Rota d’Água”!

 

- “’Inda bós não sabendes do túnel, secreto e enfeitiçado, a passar por baixo do rio, com uma quantidade enorme de minas-ratoeira, que liga(va) o “CASTRO de CURALHA a VILELA do TÂMEGA”! - disse Hermes, já visitante antigo da NORMANDIA –TAMEGANA.

 

- “βende βós, os labirintos que não deβe haβer em CHAβES”! – sublinhou Hermes.

 

Razão tinha Zeus quando escreveu para aquele seu amigo de longa data e com quem tem tido umas “CONVERSAS”   -   disse-lhes Hermes.

 

E lembrou-lhes o que Zeus dizia:

……….,

 

- “Aí por CHAVES, esses «pavões e lalões» do aviário do “Tony Cabeleira”, afamado «pavão de Castelões», «bimbos» políticos» e «poneyzinhos-de-Tróia» flavínios passeiam-se e exibem-se com todo o ar de quem acaba de patentear a sua mediocridade, a sua incompetência e a sua ruindade moral como sublimes qualidades!

 

Aí por CHAVES, na «política caseirinha», a «habilidade» é superior ao conhecimento.

 

Aí por CHAVES, a excepção do homem, do Flaviense, de excepção é cada vez mais uma excepção ….. e um espanto!

 

Pobre Democracia   - a tal, ao que parece, sempre «jovem para todo o sempre democracia portuguesa»   -   que, afinal, não tem feito mais do que afastar as competências e as excelências!

 

A fixação no poder e a necessidade doentia de ser poderoso fazem muitas vezes com que cheguem ao poder aqueles cujo vazio interior é o maior”.

 

Aí por CHAVES, «opositores» (dos principais Partidos) são farinha do mesmo saco: medíocres, cegos de ambição fazem uma «oposição» suave e doce aos «galináceos» do «pêpêdê», e, assim, perpetuam-se nessa «sombra», nessa «babuje»!

 

Aí por CHAVES (bem, na verdade, por aí, por aqui, desde o Minho ao Algarve, e pelos Açores, as Berlengas e a Madeira), até parece que a sabedoria é que é coisa supérflua; e a esperteza, vital!

 

E a «CIDADE”, e o Município, e os Flavienses lá vão «cantando e rindo» pelos caminhos do decaimento, da perda de prestígio, de qualidade de vida e de vida com qualidade!

 

CHAVES «não vai » com esse Executivo Camarário!

 

Mais parece que o propósito do «pavão de Castelões» e do seu bando é mais de impedir o desenvolvimento do Município do que criar melhores condições de vida para os Flavienses!

 

Escolas, Tribunal, Hospital, Infantários, Centros Sociais, Comércio, Indústria, Agricultura e Turismo apoiados, Património Histórico e Cultural bem conservado; vias municipais cuidadas e seguras; paisagens protegidas; rios e ribeiros não poluídos; um Museu com dimensão e riqueza ajustadas à História; e administradores intelectualmente inteligentes, competentes, dedicados, empenhados e leais para com todos os Munícipes são um direito e não um favor que os Flavienses reclamam!

 

Desde sempre que companheiros e vizinhos desse «pavão» se aperceberam da sua mediocridade pretensiosa com grandes ambições. Passa a vida a confundir o essencial com o acessório, o principal com o secundário.

 

É um falhado!

 

Não sabe qual é a primeira tarefa de um Presidente de Câmara: gerir a instituição com vista à missão para a qual foi concebida.

 

Não sabe porque o seu inútil tutor também o não sabia!

 

No «pavão» salientam-se bem as «obliquidades do astuto e os soslaios dos impotentes».

 

Dos milhões de átomos que compõem o «pavão de Castelões», bem como os «pavõezinhos de aviário» da sua ninhada politicastra, dá para ver, sem microscópio, à luz do dia e mesmo à «luz da noite» que os mais notáveis já pertenceram a Nero, a Judas, a Bórgias, a al Capone, a Efialtes.

 

As boas ideias para o Progresso de CHAVES morrem de solidão na cabeça desse «pavão».

 

O que esse farsolinha (o tal «pavãozeco» de Castelões) sabe fazer é só o «FAZ-DE-CONTA».

 

Se Ortega y Gasset viesse a CHAVES deitaria às mãos à cabeça e reescreveria: «todos aqueles que ocupam cargos no Executivo Camarário de CHAVES deviam ser «saneados» «ad ӕternum» da vida pública e proibidos de meter o bedelho fosse no que fosse: porque eles acabaram de confirmar o seu nível de incompetência!

 

Nem para porteiros da antiga serventia da “Canelha das Longras” seriam admitidos, carago!

 

O que se tem passado na administração do Município de CHAVES é que «Alexandres e alexandrinos», «Baptista e seus lalões», «pavão, pavões e lalõezinhos»   -   com «penas ou com cabeleira»   -   pouco mais têm feito do que cuidar dos seus gostos, dos seus interesses, das suas conveniências, dos seus poleiros: conduziram e continuam a conduzir os destinos do Município às guinadas, sem plano, sem visão e sem esperança para os Flavienses.

 

A mentalidade feudal dessa trupe que se arregimentou em CHAVES tem de ser varrida.

 

Essa gentalha disfarça o seu reaccionarismo com pinceladas coloridas de aberrantes «modernidades».

 

Se esses administradores autárquicos tivessem algum grau de decência social, bairrista, regional, preocupar-se-iam em reparar em CHAVES os pecados de Lisboa.

 

Os «tugas» - flavienses- continuam a votar em cabeleiras e cavacos, pavões e coelhos, pedro e paulos, porque acreditam que a MEDIOCRIDDE é mais segura para garantia dos seus interessezinhos!

 

O culto da incompetência é a religião oficial dessa vossa Democracia”!

 

……….,

 

Dioniso, levantou-se do coxim e disse:

-Pois vamos lá a um “Auto da Paixão», a uma “Srª das Brotas” ou à ““πTORGA” de Curral de Vacas, que, eu parece-me, que por lá há umas variedades de «pinga» muito especiais e, então, quem leva os «Kilix» para oferecer aos flavienses “Blogueiros – Pitorgueiros” sou eu. E espero trazer de lá uns bons pichorros de Barro de Nantes, olarilóléla!

 

M., 19 de Fevereiro de 2016

Luís Henrique Fernandes

 

 

24
Fev16

Chá de Urze com Flores de Torga - 119

1600-torga

 

Chaves, 28 de Agosto de 1993

 

A indiferença da natureza! Revejo lugares que há anos me são familiares e onde, num poema, numa frase ou num simples estremecimento emotivo, cuidei que qualquer cousa de mim permanecia e ficaria identificado. E em nenhum deles há resquícios sequer de que por ali passei. Ou então sou eu, que, de tão desfasado do mundo, me vou perdendo de vista até nos Tabores das minhas passadas transfigurações.

Miguel Torga, in Diário XVI

 

Chaves, 30 de Agosto de 1993

 

Israel e os Palestinos vão finalmente entender-se. A paciência de Job não teve limites mais uma vez. E mais uma vez venceu as tentações do diabo.

Miguel Torga, in Diário XVI

 

1600-douro-acima (148)

 

Chaves, 31 de Agosto de 1993

 

O primeiro-ministro britânico veio passar as férias ao Doiro, nas quintas de um patrício. Tem comido bem, bebido melhor e passeado. Até figos vindimos provou e saboreou, dizem os jornais. Os nossos velhos donos dão, como sempre, sinal na hora própria. O melhor de tudo o que temos, culinária, paisagem, conforto, mar, sol e cordialidade, já estava ao seu serviço no Algarve. Faltava o Doiro. Depois de feitoria de rapina, promovido também , na cara de quem nele consome a vida e a esperança a trabalhar de sol a sol para meia dúzia de vorazes e adventícios patrões, o éden de lazeres. E começa agora. O coitado do Forrester, ao menos, desenhava mapas bonitos da região, que explorava como bom comerciante, e saldou-lhe a dívida de parasita afogado no cachão da Valeira ao peso dos dobrões. Este barão actual espaireceu num rebelo motorizado, sem risco e sem passaporte restrito, apenas com licença magnânima da CEE, que lhe disse que sim, que aproveitasse, que isto agora é baldio, comunitário, multinacional, e deles, Ingleses, com particular direito. Em que feliz dia futuro a «chaga do lado de Portugal», que desde a infância me obsidia, deixará de sangrar?

Miguel Torga, in Diário XVI

 

 

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