O Barroso aqui tão perto...

Basta sair do vale, subir um bocadinho qualquer montanha e se lançarmos vistas para os lados de Norte/Poente lá está no final do degradê de serras e montanhas, o Deus Larouco, quase parecendo que a partir dele nada mais existe. Cá em baixo no vale, mesmo sem se avistar, basta que ele se vista de branco para logo sabermos que ele existe. Estas duas razões seriam mais que suficientes para que tivesse lugar aqui no blog, mas para lá do Larouco há todo um Barroso para descobrir, e está mesmo aqui ao lado, não só o de Montalegre, mas também o de Boticas e o de Chaves, pois por aqui, no blog, já há muito que o Barroso tem uma das suas fronteiras no Rio Tâmega.

Ocasionalmente o Barroso tem marcado aqui presença, geralmente para cobrir falhas de algumas crónicas ou mesmo alguma falta de tempo, mas tal como me acontecia com Vidago, também penso que o Barroso merecia aqui outro destaque, tanto mais que, tal como Vidago, o Barroso é um destino de alguns dias dos nossos fins-de-semana, não só por estar aqui à mão mas por saber que quando vou por lá, fotograficamente falando, nunca regresso de mãos vazias, antes pelo contrário.

Tal como eu, há muitos mais que partem à descoberta ou redescoberta do Barroso, diariamente até. Gente que gosta da fotografia, da montanha, da natureza, mas também da gastronomia, dos usos e costumes, dos tais sabores e saberes de um povo. Como flaviense só lamento que Chaves, cidade e os seus decisores, nunca se tivessem apercebido da mais valia que seria uma ligação digna ao Barroso, para todos.

Hoje ficam três imagens. A primeira vista desde Chaves. As duas seguintes são imagens tomadas no itinerário entre Chaves e Montalegre. A nevada (de 2015) é de Meixide, a primeira aldeia do concelho de Montalegre, logo após termos deixado Soutelinho da Raia para trás.






