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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

06
Mar16

O Barroso aqui tão perto...

montalegre (549)

 

Basta sair do vale, subir um bocadinho qualquer montanha e se lançarmos vistas para os lados de Norte/Poente lá está no final do degradê de serras e montanhas, o Deus Larouco, quase parecendo que a partir dele nada mais existe. Cá em baixo no vale, mesmo sem se avistar, basta que ele se vista de branco para logo sabermos que ele existe. Estas duas razões seriam mais que suficientes para que tivesse lugar aqui no blog, mas para lá do Larouco há todo um Barroso para descobrir, e está mesmo aqui ao lado, não só o de Montalegre, mas também o de Boticas e o de Chaves, pois por aqui, no blog, já há muito que o Barroso tem uma das suas fronteiras no Rio Tâmega.

 

1600-larouco (167)

 

Ocasionalmente o Barroso tem marcado aqui presença, geralmente para cobrir falhas de algumas crónicas ou mesmo alguma falta de tempo, mas tal como me acontecia com Vidago, também penso que o Barroso merecia aqui outro destaque, tanto mais que, tal como Vidago, o Barroso é um destino de alguns dias dos nossos fins-de-semana, não só por estar aqui à mão mas por saber que quando vou por lá, fotograficamente falando, nunca regresso de mãos vazias, antes pelo contrário.

 

1600-meixide (5)

 

Tal como eu, há muitos mais que partem à descoberta ou redescoberta do Barroso, diariamente até. Gente que gosta da fotografia, da montanha, da natureza, mas também da gastronomia, dos usos e costumes, dos tais sabores e saberes de um povo. Como flaviense só lamento que Chaves, cidade e os seus decisores, nunca se tivessem apercebido da mais valia que seria uma ligação digna ao Barroso, para todos.

 

1600-barroso (17)

 

Hoje ficam três imagens. A primeira vista desde Chaves. As duas seguintes são imagens tomadas no itinerário entre Chaves e Montalegre. A nevada (de 2015) é de Meixide, a primeira aldeia do concelho de Montalegre, logo após termos deixado Soutelinho da Raia para trás.

 

 

 

 

 

06
Mar16

Os domingos de Vidago

1600-vidago (2240)

 

Está-nos na alma a nossa ligação ao passado mais glorioso. De cada vez que queremos presumir um bocadinho de que somos grandes, lançamo-nos ao mar, regressamos aos descobrimentos, ao grande império, até ressuscitámos e imortalizámos Camões, não por ter sido um grande poeta, pois muitos houve e há tão grandes ou maior que ele, mas porque ele é o poeta dos descobrimentos que canta o Império. Presumimos de grandes e simultaneamente encobrimos a nossa tristeza com a canção nacional do fado. E com tantas doses que nos servem dos impérios passados, de Camões e de fado, todos acabamos por ser uns piegas que temos como único refúgio o passado.

 

1600-vidago (909)

 

A escrita quando é espontânea e autêntica, poderá não ter qualidade, mas tem destas coisas de nos levar a desvendar a verdade dos nossos sentimentos. E tudo isto pelas imagens de hoje, todas de um passado recente em que tínhamos coisas que hoje já não temos. Começando simbolicamente pela primeira com a magia das cores e um caminho que não sabemos bem onde nos leva. Com a magia das cores de uma estação que já é coisa do passado.

 

1600-vidago (805)

 

E se a primeira imagem é de uma estação do passado, sabemos que depois do Inverno e do Verão, ela, Outono, estará aí de novo com a magia que só ela sabe colorir, já o caminho, depois de caminhado, leva-nos a apeadeiros e outras estações, que tal como o grande império e Camões, apenas são vestígios do que outrora existiu e hoje já não temos. Coisas pequenas comparadas com o mar e o grande império, mas que para nós tinham toda a riqueza do mundo.

 

1600-vidago (882)

 

Enfim, também eu ando nestes caminhos como que canta um fado, a tropeçar constantemente com as coisas do passado e de uma riqueza, esta que foi bem real e feita em terra firme e que também teve um grande poeta que a cantou, só que em vez de grande império lhe chamou Reino Maravilhoso e só hoje, após estas palavras, me dou conta que o poeta o fez em jeito de contos para crianças acreditarem, que ele bem sabia que isto não era um reino…

Enfim, justificadas que estão as imagens do passado, marcamos encontro até daqui a pouco, pois hoje ainda aí vem outro post com uma rubrica que embora não seja nova, vai passar a marcar aqui presença todos os fins de semana.

 

 

 

 

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