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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

09
Mar16

Ocasionais - Afeições

ocasionais

 

“Afeições”

 

A afeição que tenho pela “NOSSA TERRA” «decreta-me», mais vezes para desgosto do que para gosto de muitos visitantes do Blogue “CHAVES – Olhares sobre a cidade”, que venha aqui, em Comentários ou em Post(ai)s, nos meus “Pitigramas”, expressar e explicar as razões de ser dessa afeição.

 

Para se compreender é preciso sentir” - ensinaram-me os professores, os livros e os amigos, na minha infância e juventude.

 

Por isso, não estranho tanto como seria de esperar que alguns se «queixem» por eu escrever (falar) «demais» sobre a NOSSA TERRA.

 

Porém, a esses NUNCA lhes ouvi (li) nem vi um gesto, uma palavra sequer, de carinho e de afeição pela “NOSSA TERRA”!

 

É bem verdade que não dou a “CHAVES”, à “NOSSA TERRA”, à NORMANDIA TAMEGANA tudo o que elas merecem receber.

 

Todavia, “CHAVES”, a “NOSSA TERRA”, a NORMANDIA TAMEGANA sabem que tudo o que tenho para lhes dar e lhes dou, embora não de acordo com os seus méritos, está conforme as minhas possibilidades.

 

E elas sabem que o faço “de todo o coração”!

 

(Para os «picuinhas», pedantes e cretinos sempre à espreita de um pentelhozito para criticarem, armados em exegetas e puristas da escrita, lembro que, por aqui, na NET, nem sempre o itálico, ou o negrito aparece como recomendação ao leitor do sentido provinciano, plebeu ou figurado da palavra. Daí, as aspas a substituírem esses sinais. Deu para entender?!).

 

O autor do Blogue deve estar lembrado de que já há muito manifestei o meu entusiasmo pelo aparecimento de «reportaiges», neste Blogue, feitas por si, Fernando Ribeiro, ou pelos colaboradores que entender, de todos e quaisquer Lugares do «Maravilhoso reino», Torgueano e NOSSO (de nós todos!) a que eu, vaidosa, orgulhosa e repimpadamente chamo de NORMANDIA TAMEGANA.

 

Para os recém-chegados ao Blogue, para os esquisitos, para os que se fazem de desentendidos, e para os meus amigos que ainda não me entenderam, traduzo, explico:

 

- A NORMANDIA TAMEGANA é aquela ilha da utopia, aquele “reino maravilhoso” cercados «por terra por todos os lados», constituída pelas “Cantões” ou “Condados” de BOTICAS, CHAVES, MONTALEGRE, RIBEIRA de PENA, VALPASSOS, VERIN e VILA POUCA de AGUIAR.

 

O Blogue “CHAVES – Olhares sobre a cidade”, de FERNANDO RIBERIO, é realmente o mais alcandorado mirante a oferecer os esplendorosos horizontes desse «reino», é o mais amplo salão de entrada para qualquer desses santuários naturais, a galeria mais iluminada para melhor se verem (lerem) os convites que qualquer um desses “Condados” nos fazem aos anseios dos nossos sentidos … e, ou, sentimentos!

 

Um retrato da “Feira das Cebolas”, de Vila Pouca, dos calhaus antropomórficos do Alvão; do S. Sebastião, do Couto de Dornelas ou das Alturas, ou do Castro de Carvalhelhos; da Feira do Folar, de Valpassos, ou do Museu de Fornos do Pinhal; duma «Chega de BOIS”, em Meixedo, ou do “Forno do Povo”, de Tourém; ou mesmo de Perdizes a saírem da cartola de Bruxos e Bruxas, lá, no Vilar delas! -; da ponte d’arame de Stº Aleixo ou da do Gardunho, ou duma «escalada do Póio»; da nascente do Tâmega, da Casa do Escudo, dos “Cigarróns” (bem, não consigo deixar passar os «Lázaros»!); do Cruzeiro de Castelões ou de Soutelo, d’Azenha do Agapito, do Castelo de Monforte de Rio Livre, e, até do(a) (Lage funerária) Jardim das Freiras (do nosso encanto!), chegam e sobram para fazer qualquer cair na tentação de (v)ir por aí acima e deixar-se perder de amores por qualquer um desses lugarzitos, escondidos e tão esquecidos, a que eu chamo as “pérolas da NORMANDIA TAMEGANA”.

 

Por isso, o autor do Blogue “CHAVES” tem de deixar, de uma vez por todas, de se encolher quando lhe apetece (pudera, como não havia de apetecer, ‘inda p’ra mais com costelas de todos os «Cantões», cantos e esquinas?! --- é que «nisto», sei bem, muito bem, do que falo!) falar (escrever e «botar» retratos», desde as Minas da Borralha, de Cerva ou de Jales; do Mosteiro de Pitões ou das Fragas da PitorGa ou da Bolideira; da Pinga dos “Mortos” ou da d’Agrela, do tintol «tinto», de Santa Valha, ou do tintol «branco», de Arcossó; das nozes de Vidago e da Bôla de Laza; da «sêmea de Lebução», e do «trigo de 4 cantos, de Faiões»; dos caramelos de Feces ou do polvo de Verin; dos pimentos, do Cambedo, e dos melões da Veiga; da geropiga, da Ribeira de Oura, e da «marelinha», das Eiras; das abêboras, do Campo da Granginha e dos figos de Rio Torto; dos merogos do Brunheiro e das pavias da Fonte Nova; dos chícharros, do Cando, e dos calondros de Outeiro Seco, etc. coisa e tal, fora o resto) de qualquer canto ou recanto da NORMANDIA TAMEGANA.

 

Como está mais “fresco”, e mais pertinho dessa «barreira de coral, do que «cá o rapaz», “fachabor” de nos conceder os benefícios do seu entusiasmo, arte e engenho falando-nos e mostrando-nos as «partículas divinas» dessa NOSSA TERRA!

 

Nunca perguntarei à minha mão direita se sabe qual é o som que faz a mão esquerda, ou vice-versa: o meu aplauso é sem parar!

 

 

M., sete de Março de 2016

Luís Henrique Fernandes

 

 

 

09
Mar16

Chá de Urze com Flores de Torga - 121

1600-torga

 

Negrões, Barroso, 28 de Maio de 1955

 

Por mais que tente, não consigo reduzir estas vidas de planalto a uma escala de valores comuns. Foge-me das duas mãos não sei que força incomensurável que, exactamente por ser assim, se alcandora nos olimpos possíveis do mundo. Nada existe aqui de notável a testemunhar uma actividade humana superior ou singular. Seres esquemáticos , num ambiente esquematizado. E, contudo, cada indivíduo parece trazer à sua volta um halo de intangibilidade divina.

 

Talvez seja a própria pobreza do meio que, despindo-os de todo o acessório, lhe evidencie a essência. E a nossa perturbação diante deles seria a perplexidade de pobres Adões cobertos de folhas diante de irmãos que permanecem nus.

Miguel Torga, in Diário VII

 

1600-negroes (1)

 

Gerês, 12 de Agosto de 1955

 

Serra. Sempre que me encontro aqui, quando chego a este dia, perco-me pelas fragas. Vou fazer anos à Calcedónia, ao Cabril ou à Borrajeira – aos picos mais altos da Montanha. Que ao menos o espírito, que vai morrendo no corpo, tenha assim um vislumbre de ressurreição.

Miguel Torga, in Diário VII

 

1600-carvalhelhos (1)

 Carvalhelhos

 

Carvalhelhos, Barroso, 17 de Junho de 1956

 

A doença tem-me dado muitas horas amargas, mas devo-lhe também uma intimidade com a pátria de que poucos portugueses se podem gabar. Obrigado a procurar a esperança em cada fonte, passo a vida de terra em terra, com as tripas na mão. E até a este Barroso vim parar! O problema, agora, é estar à altura das alturas onde me encontro. O escrúpulo dos tempos em que comungava, tenho-o presentemente quando me aproximo do povo. Estarei puro para lhe ouvir a voz?

 

Miguel Torga, in Diário VIII

 

 

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