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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

13
Mar16

O Barroso aqui tão perto... Vilar de Perdizes/Padre Fontes

montalegre (549)

 

11-barroso XXI (11)

 

Cá estamos de novo no Barroso de Montalegre. No último fim de semana não passámos de Meixide que, para quem vai de Chaves, é a primeira aldeia do Concelho de Montalegre, logo a seguir a Soutelinho da Raia. Aliás Soutelinho é a aldeia mais próxima de Meixide e esta, a mais próxima de Soutelinho da Raia. Apenas uma curiosidade.

Vamos então deixar para trás Meixide com a promessa de lá voltarmos, tudo porque apenas tenho imagens desta aldeia com neve, junto à estrada, pois como o nosso destino geralmente é sempre mais além e os nossos regressos são sempre tardios, a aldeia tem-se esquivado à nossa objetiva, mas num destes dias não escapa, a paragem está prometida.

 

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Logo a seguir a Meixide temos de tomar a nossa primeira grande decisão, pois a estrada divide-se em duas opções para chegar a Montalegre, quer via Pedrário, quer via Vilar de Perdizes, vamos lá dar. Há muito que a minha opção é via Vilar de Perdizes para fazer o regresso via Pedrário. Assim, hoje, também é por Vilar de Perdizes que vamos e por lá ficaremos, aliás muitas das vezes é mesmo o nosso destino.

 

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Se o Barroso fosse um colar de pérolas, Vilar de Perdizes seria uma pérola desse colar. Razões, muitas, desde as ligadas à história, à arqueologia, à raia, às lendas, mas sobretudo e para mim com mais valia, a comunidade em si composta pela aldeia (casario) e as pessoas que a habitam, em suma, o povo/povoação.

 

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Padre Lourenço Fontes no alto da Serra do Larouco acompanhando Professores da UTAD e Animadores Socioculturais

 

Voltando outra vez ao Barroso colar de pérolas e a Vilar de Perdizes ser uma das suas pérolas, todos os colares têm uma pérola principal, a maior, mais vistosa, a que ocupa o centro do colar e, também para mim, essa pérola principal está, ou vive, em Vilar de Perdizes e dá pelo nome de Padre Lourenço Fontes. Tanto assim é que me atrevo a dizer, sem qualquer pudor, que o Barroso tem duas épocas, a APF e a DPF em que a primeira é Antes do Padre Fontes e a segunda, Depois do Padre Fontes. Padre, Etnólogo, antropólogo, historiador, guia turístico, é de tudo um pouco, mas sobretudo é um grande Animador Sociocultural que abanou o Barroso e o despertou para constar no mapa de Portugal com letras grandes. No fundo e na realidade, despindo-o de todos esses rótulos, o seu segredo está em ser um Homem simples, do povo, que o ama e tem orgulho nele, que ama o berço e o enaltece partilhando com todos, a sua história, os usos e costumes, saberes e sabores de um povo, mas também as crenças e mezinhas que curavam todos os males de uma terra que sempre foi agreste e difícil de viver, terra fria onde o frio além de congelar, doía.

 

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Padre Lourenço Fontes no miradouro da Corujeira em Montalegre acompanhando Fotógrafos da Associação Lumbudus

 

Curiosamente vamos associando o Padre Lourenço Fontes como um Barrosão de Vilar de Perdizes quando na realidade ele é natural de Cambezes do Rio. Melhor, penso eu, será dizer que ele é filho e natural do Barroso. Para a história, além de uma basta obra publicada ficará o Padre que afrontou a Igreja com os “Congressos de Medicina Popular” e o Padre das “Noites das Bruxas” que desde 2002 acontecem em Montalegre em todas as sextas-feiras 13 e o Ecomuseu de Barroso que o Município de Montalegre atribuiu o nome de Espaço Padre Fontes, como um espaço de memória do Barroso. Para quem o conhece, é um Homem simples, divertido, amigo e sempre pronto para enaltecer e dar a conhecer o Barroso.

 

 

 

13
Mar16

Pecados e picardias

pecados e picardias copy

 

Pecados

 

Oiça, você acha mesmo que alguma mulher gosta de ser… Pronto assim… …

Sabe…Penetrada??????!!!!!.... ….

 

Acho, não só acho como tenho a certeza e mais a certeza absoluta, eu conheço bem as Mulheres e muitas mulheres…

 

Ah……….. Ah, Ah…………

 

Ó… Tenho um indicador infalível, já fui pra cama com mais de 100 mulheres diferentes, sem a minha mulher saber claro…Aliás ela nunca deu conta, e todas elas queriam os finalmente.

 

Hum , interessante, mas como validava O todas elas queriam chegar aos finalmente…

 

Porra…, você faz cada pergunta, sinceramente…

 

Sim ,qual era a manifestação comum…

 

Olhe !!!

 

“A fase adulta é - ou ao menos deveria ser - o período do apogeu da sexualidade do indivíduo, que já se encontra suficientemente maduro e seguro para estabelecer sólidos vínculos afetivos e usufruir, adequada e prazerosamente, da sua sexualidade. Essa maturação, que chega em diferentes épocas para diferentes pessoas, é atingida na fase de “adulto jovem” até aos 30 anos …

 

Infelizmente, à custa de uma distorcida educação sexual e de preconceitos sociais os mais diversos (entre os quais o machismo tem evidente relevo), nem sempre é assim.

 

Não é incomum que as pessoas tenham uma noção distorcida da sexualidade, deixando de vê-la como algo positivo, como algo de bom e belo, como um dom. Nas últimas décadas, tem-se divulgado um conceito bastante distorcido da sexualidade o qual apresenta, como meta suprema e obrigatória, o orgasmo, considerado como o mais precioso bem a que se pode almejar, Nesta aceção, é “obrigação” do homem dar orgasmos à mulher, como se orgasmos fossem presentes que a omnipotência masculina possa distribuir a seu bel-prazer. A mulher, por sua vez, para considerar-se “verdadeiramente mulher”, deve ter orgasmos (de preferência, múltiplos).”

 

 

Pronto, você está farta de saber, é do senso comum dos adultos…

 

Sim mas já alguma vez perguntou a essas mulheres?

 

Nunca precisei, sei ver muito bem, são quase todas iguais, é vê-las comer chocolate, começar a lamber um gelado, comprar um anel, vestir um vestido novo…

 

Hum…a conversa promete.

 

Já vi que tem dúvidas, quer experimentar a receita para ver o ponto?

 

Oh não, o sr. Já experimentou tantas iguais, não lhe vale a pena…

 

 

Isabel Seixas in livro de receitas

 

 

13
Mar16

Os domingos de Vidago

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Quem entra em Vidago vindo de Vila Real, logo a seguir à antiga estação da CP, começa a avistar-se o anfiteatro do casario de Vidago a terminar lá na croa com a torre da capela. Sem dúvida alguma que esta é uma imagem muito singular e daí, ser uma imagem de marca de Vidago. De entre essas casas do anfiteatro há uma casa muito especial ligada, desde a sua origem, a acontecimentos também especiais.

 

Trata-se de uma casa do início do Séc. XX, mandada construir por um benemérito desta vila, Bonifácio da Silva Alves Teixeira, para funcionar como uma escola primária de meninas e na qual mais tarde, filho de dois professores primários nasceria o pintor João Vieira e hoje destinada a ser a sua casa museu onde recolherá parte da sua obra, depois de durante quase todo o século passado ter albergado um pequeno museu, ter sido sede da Junta de Freguesia de outras associações culturais.

 

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João Rodrigues Vieira nasceu em Vidago, a 4 de outubro de 1934 e faleceu em Lisboa, em 5 de setembro de 2009. Em 1951 ingressa na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa que abandona passados dois anos, desiludido com o ensino aí praticado. Regressa à terra natal para voltar de novo a Lisboa dando início a “uma intensa e original atividade artística” começando a expor em 1956, ano em que se liga ao Grupo do Café Gelo. Um ano depois parte para Paris onde frequenta a Academia la Grande Chaumière e associa-se a José Escala, René Bertholo, Gonçalo Duarte, Lourdes de Castro, Christo e Jan Voss na fundação da revista e do grupo KWY.

 

1600-palavra

 

Em 1959 recebe uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para de novo em Paris trabalhar com Arpad Szenes. Mantém a colaboração com o grupo KWY participando na revista e nas exposições de Lisboa (1960), Saarbrücken (1960), Paris (1961) e Bolonha (1962). Em 1964 leciona no Maidstone College of Art, Londres, contactando com o meio artístico britânico, regressando a Lisboa no início de 1967.

 

"A obra de João Vieira desenvolveu-se ao longo de mais de cinco décadas fundamentalmente sob o signo do experimentalismo interdisciplinar em torno de duas temáticas: o corpo e a letra. Do corpo, especialmente ligado aos primeiros trabalhos e aos actos performativos então realizados em Portugal como pioneira manifestação, João Vieira chega à letra, registando a partir da forma do corpo as possibilidades gráficas da sua transformação em letra"

Alexandre Melo, in Arte e Artistas de Portugal

 

1600-teatro-1

 

 

               Pinto quadros por lettras, por signaes,

               Tão luminosos como os do Levante,

               Nas horas em que a calma é mais queimante,

               Na quadra em que o verão aperta mais.

 

                                                                         Cesário Verde

 

 

Bem podíamos continuar por aqui com a obra e vida deste ilustre Vidaguense João Vieira, de tão rica que foi, mas a nossa missão é mesmo Vidago. No entanto quem quiser saber mais sobre a sua obra e arte, deixo aqui uma ligação para o seu curriculum: http://www.citi.pt/cultura/artes_plasticas/pintura/joao_vieira/index.html

 

 

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