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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

22
Mar16

Um elogio ao equinócio da primavera

1600-flores-16 (7)

 

Aqui fica o meu elogio ao equinócio da primavera, que contrariamente ao seu significado maior da igualdade, do dia igual à noite, se celebra com o despertar das florzinhas. Contrates, sim, é tudo por causa dos contrates, do dia igual à noite, como se tal fosse possível… bom, mas isto já são devaneios meus, pois todos sabemos que os equinócios, de primavera e outono, definem os dois momentos do ano em que o dia tem 12 horas e a noite outras tantas, além de definirem também o início de duas estações do ano, com o mesmo nome. Mas porquê florzinhas!?, pois porque sim, e então cá estão elas, umas que encontrei no seu dia, dia 20 de março.

 

1600-flores-16 (16)

 

E se por aqui, às vezes, me dá para os devaneios, também me dá, isso sempre (mesmo os devaneios) para a sinceridade. Bem vos poderia mentir e dizer que esta última foto é a minha composição pensada para o equinócio da primavera, com o verde e amarelo a dar significado ao despertar dos campos e o negro a significar a noite, a outra metade do equinócio. Mas não, a realidade é que esta foi uma foto do acaso em que disparei sem querer, saiu assim e simplesmente a achei interessante, pois se a quisesse compor, nunca a conseguiria.

 

1600-(46090)

 

Por último deixo-vos o meu verdadeiro elogio ao equinócio, uma melodia silenciosa do anoitecer, sem músicos, nem música nem noite. Apenas um momento da magia da cor e os contrastes, em silêncio. Coisas de que gosto. Eu gosto.  

 

 

 

22
Mar16

Intermitências

800-intermitencias

 

A Vida é Perigo

 

 “O que farias se não tivesses medo?”

 

Nessa manhã, quando leu esta frase, parou de ler o jornal. “O que eu faria se não tivesse medo...”. Na verdade, podia resumir todos os medos num só: o medo de existir. Eram muitos os filósofos e esotéricos que apontavam para o medo de existir, mas nenhum enumerava medidas para combatê-lo. Esse medo parecia uma sujidade da qual não se libertava senão com muito esforço.

 

O assunto não lhe saía do pensamento. Decidiu abordar o tema com um amigo dedicado à espiritualidade. “Para isso”, defendia o amigo, “haveria que parar tudo e começar a escutar-se a si próprio... começar a usar o coração para decidir e razão para planificar...”. Mas para ele, tudo isso era difícil de pôr em prática. Escutar? Alguém teria de lhe ensinar as palavras do coração, porque as desconhece. Por outro lado, pensou segundos depois, se lhas tivessem ensinado, seria incapaz de dizê-las.

 

A Vida e Perigo.jpg

 Castelldefels, Catalunha, Espanha, 24 de Dezembro 2015 - Foto de Sandra Pereira

 

Escutar. Ou melhor, escutar-se. Esse era o primeiro passo que ele ia dar para perder o medo de existir. Tentou escutar-se. Rápido se deu conta que, para ouvir algo vindo do seu coração, necessitava aprender a calar. Ao fim de poucos dias, as pessoas à sua volta estranhavam o seu silêncio, supondo que devia encontrar-se triste ou doente, mas a verdade é que a sua vida começou a fluir e tudo o que lhe sucedia, sucedia naturalmente. Assim, tornava-se mais fácil detectar e identificar o medo. Depois, só tinha de decidir se queria enfrentá-lo ou não.

 

Num desses dias, a mãe estranhou-lhe o silêncio e perguntou-lhe que triste acontecimento atormentava o seu ser.

 

“O que farias se não tivesses medo?”, respondeu-lhe.

 

“A minha avó sempre disse que o coração de um homem necessita acreditar em algo e crê mentiras quando não encontra verdade que acreditar. Eu só acredito no que sinto. O que faria se eu não tivesse medo? Talvez o mesmo que fiz até agora... A vida é perigo”.

 

Sandra Pereira

 

 

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