Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

08
Abr16

Discursos Sobre a Cidade - Por Francisco Chaves de Melo

discursos-chico

 

Exportar Vs Emigrar.

 

É pouco conhecido do público em geral o volume de exportações que realizam as empresas a laborar no nosso concelho. Também não são conhecidos desse público os principais setores exportadores.

 

Podemos considerar que esse conhecimento não é almejado pela maioria das pessoas  mas, sem dúvida, que lhes pode interessar individualmente.

 

O interesse prende-se com a criação de riqueza e com a consequente recolha fiscal de recursos financeiros e emprego. Recursos que podem depois ser aplicados em favor da melhoria dos serviços municipais prestados aos residentes.

 

Em contrates com a exportação de bens e serviços, ou em consequência da sua debilidade, vemos sair do concelho um grande numero de residentes.

 

É por esse motivo, que quando ouço que não sabemos exportar e projetar o concelho e região no exterior, me sinto perplexo. Como pode isso ser verdade se nos debatemos com um êxodo rural crescente. Como dizer que se bens e serviços não se exteriorizam, o mesmo não ocorre com as pessoas?

 

Como entender a facilidade com que de Chaves se parta quotidianamente para os quatro cantos do mundo e exista enorme dificuldade em exportar?

 

Um amigo próximo disse-me que é muito fácil de entender. Para ele o problema não está na dificuldade em exportar os bens e serviços produzidos no concelho. O problema, para ele, está na produção em si. E tem razão! Pois, se não se produz, nada há que se possa exportar.

 

Assim, que interesse pode haver para a maioria dos empresários do concelho nas medidas de incentivo às exportações? Porque se dá tanta importância a essas medidas e menor aos incentivos fiscais, à redução dos custos das portagens, à redução da fatura energética, à diminuição dos encargos com a recolha de resíduos e fornecimento de água, à demora em obter uma consulta ou exame médico para um trabalhador de baixa médica ou à resolução de um contencioso nos tribunais?

 

Para mim também tenho como certo, em jeito de brincadeira, que também a emigração vai parar. Também menos pessoas vão sair do concelho para outros locais, pois já nascem muito poucas crianças e, se não nascem, não haverá quem parta no futuro.

 

Novas políticas, diferentes políticas, terão de ser implementadas. Políticas de estímulo às famílias e aos empresários que levem à criação de emprego e à qualificação dos trabalhadores, combinadas com apoios sociais que reduzam o custo de vida e com amenidades adequadas às empresas. Ou, não reduzindo o custo de vida, que se aumentem os salários aos trabalhadores e se reduzamos custos operacionais às empresas para lá dos salários.

 

Francisco Chaves Melo

 

 

08
Abr16

Ocasionais - Srª Das Brotas

ocasionais

 

“Srª. Das BROTAS”

 

Oh!

Que m’adianta recordar?!

 

Felicidades perdidas, mesmo pequeninas, tão pequeninas como as gotas de orvalho que me encantavam, lá na GRANGINHA, na “Aberta da Ti’Aurora”, coberta de carqueja e chamiça, e para onde eu madrugava na Primavera, levando comigo os livros de preparo para os “pontos” e os exames!

 

Felicidades perdidas semelhantes a «gosto amargo de infelizes» e «delicioso pungir de acerbo espinho» que me toma conta do «íntimo peito».

 

O amor tolheu-me.

 

A ausência tornou-me perdido!

 

Mal amparado por um e por outra, cá vou caminhando ao deus-dará, carregadinho com a Saudade.

 

Quase me igualo ao desditoso fidalgo luso – castelhano, exilado e prisioneiro no Brasil, ao sentir a Saudade como «ŭa mimosa paixão da alma», não fosse ela «um mal de quem se gosta, e um bem que se padece».

 

Hoje, estamos menos distantes das “Srª’s” da NOSSA TERRA  - A da SAÚDE, A das BROTAS, A da LIVRAÇÃO e A da LAPA. Todavia, esta Saudade não necessita de larga ausência: «qualquer desvio lhe basta» para que eu a conheça.

 

Que fado o meu! A MINHA “CIDADE” ser “fonte das minhas lágrimas”: - «…ela é lágrimas toda, eu todo pranto/ eu de amor fonte, fonte de amor(es) ela»!

 

1600-brotas-16 (56)

 

E, hoje, por uma das ameias do Castelo, espreitou-me uma recordação da “Srª. Das BROTAS”:

 

- No arraial, “Os Pardais” tocavam que nem rouxinóis.

 

Era uma multidão dançar. Era outra multidão a ver dançar.

 

Pelos quadradinhos das grades, os presos faziam descer baraços e subir cestitas carregadinhas de cigarros, mimos e lembranças variadas.

 

Só eles não podiam dançar o tango ou o pasodoble.

 

Àquele gabirum elegante e bom dançarino, uma catraia bem-parecida, conduzindo o par de dança para as proximidades, finoriamente aproveitou o lanço da volta para fazer contra-volta e ficar frente a frente com o «artista».

 

Ele, o gabirum de bom pé dançante, já tinha apanhado a firmeza do olhar daquela catraia.

 

Deu a volta.

 

Sente um toque no ombro.

 

Olhou de esguelha.

 

Ela atirou-lhe: - Quero dançar contigo!

 

“Os Pardais” tocavam.

 

Ele, um lindo pé de dança; ela, levezinha como uma pena.

 

James Dean e Liz Taylor ali estavam disfarçados de Nureyev e Margot Fonteyn.

 

Até ao fim do arraial não houve par mais inseparável e chegadinho.

 

Milagres da “Srª. Das BROTAS”!

 

M., 9 de Agosto de 2015

Luís Henrique Fernandes

 

 

Sobre mim

foto do autor

320-meokanal 895607.jpg

Pesquisar

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

 

 

Links

As minhas páginas e blogs

  •  
  • FOTOGRAFIA

  •  
  • Flavienses Ilustres

  •  
  • Animação Sociocultural

  •  
  • Cidade de Chaves

  •  
  • De interesse

  •  
  • GALEGOS

  •  
  • Imprensa

  •  
  • Aldeias de Barroso

  •  
  • Páginas e Blogs

    A

    B

    C

    D

    E

    F

    G

    H

    I

    J

    L

    M

    N

    O

    P

    Q

    R

    S

    T

    U

    V

    X

    Z

    capa-livro-p-blog blog-logo

    Comentários recentes

    • Fer.Ribeiro

      Pois não sei, mas posso tentar saber.

    • Anónimo

      O post está muito bom. Já agora aproveito para per...

    • TELMO A.R.RODRIGUES

      Cara amigo Luis Sancho o meu é Telmo Afonso R. Rod...

    • Anónimo

      Parabéns pelo seu trabalho, que é de louvar. Sobre...

    • Anónimo

      Gostaria imenso de obter a genealogia da família A...

    FB