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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

15
Abr16

Discursos Sobre a Cidade, por A.Adolfo

discursos-adolfo

 

Ai Chaves, Chaves!

 

Enquanto aguardava por um amigo para tomar um café e ia lendo algumas notícias do jornal que no período da manhã deixei para segundas leituras, não pude deixar de ouvir a conversa dos três que estavam na mesa ao lado, aliás pelo tom da voz, penso mesmo que era para todos os presentes da sala ouvirem as novidades, pelo menos para mim eram. Entre muitos elogios a tudo que o atual executivo tem feito, disseram o Largo das Feiras já era e não tardará,  entrará em obras. Acredito que sim, pois quem falava parecia estar bem informado e ser bem próximo do executivo camarário, pelo menos da forma como se lhe referia. Afinei o ouvido neste assunto, pois interessava-me, não só pelo reconhecimento de que tudo que fizeram nas Freiras foi uma asneira, tal como quis saber se iriamos ter uma réplica melhorada das velhas Freiras de volta, tal como penso que é desejo ou sonho da maioria dos flavienses. Mas não, parece que não. Gostava de ter visto a minha cara de desilusão ao espelho. Então não é que segundo o “enviado de imprensa” as grandes obras constam em desfazer o que está feito para refazer de novo. Nem mais. Retira-se a atual fonte, ou “tanque seco”,  e faz-se uma nova, mas diferente. Levanta-se o pavimento atual e mete-se um novo, mas em granito. Nem sei se chorar se aplaudir a determinação da tacanhez com que estes rapazes depois de eleitos tomam decisões “por dá cá uma palha”, se calha por sugestão de um qualquer lerdo da cabeça que desde o facebook «mandam recados ao “Cabeleira”», coisas que segundo o mesmo “enviado de imprensa”, ele, o “Cabeleira”, tem muito em atenção. Pudera, não fosse aí o principal centro de bisbilhotice, aliás nem sei como antigamente se conseguiam saber as novidades e viver sem o facebook.

 

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Fotografia de A.Adolfo

Agora deixando as conversas de café. A ser verdade, essa das obras das Freiras, penso que o caso de Chaves é bem mais sério do que aquilo que eu pensava. Segundo me dizem a Câmara de Chaves tem uma dívida astronómica que em linguagem comum sói dizer-se  “tem a corda ao pescoço” e nem sequer “tem com que mandar cantar um cego”,  no entanto não me deixa de surpreender com a noia que  tem em fazer obra inútil e megalómana. Esbanjar dinheiro. Obra inútil porque a cidade e os flavienses nada ganham com elas, nem contribui para a sua felicidade,  antes pelo contrário, pois as obras e dívidas que o município geram estão a ser pagas por todos, no IMI e no exagero das taxas municipais (água, saneamento, lixo e de expediente). Inútil ainda porque não tem qualquer utilidade nem vão de encontro às necessidades dos flavienses, tal como o espaço construído para a feira semanal e outros eventos ao ar livre, tal como o novo parque empresarial, com uma plataforma logística e um mercado abastecedor que nunca funcionaram, agravada ainda pelo crime ambiental de lançar o saneamento do efluente lá produzido diretamente para o rio Tâmega de uma cidade que se diz da água e do termalismo. Neste último caso só acreditei mesmo quando vi com os meus olhos.  E para exemplo da inutilidade chegam estas obras.

 

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 Fotografia de A.Adolfo

 

Megalómanos são os gastos nestas obras, mas aqui talvez a Fundação Nadir Afonso seja a líder, isto se tivermos em conta quer o montante gasto na obra, quer os custos de manutenção que geralmente geram os museus desta grandeza. Nada tenho contra a cultura, contra a Fundação Nadir Afonso e contra ao edifício em si, aliás um belíssimo edifício com a assinatura do mestre Alvaro Siza Vieira, uma mais valia, é certo, mas um  museu megalómano em demasia para uma pequena cidade de província que não tem dinheiro para o sustentar, para uma cidade que corre o sério risco de caminhar para o despovoamento e envelhecimento da população,  e fora dos roteiros turísticos de interesse. É a realidade dos números.

 

1600-nadir.jpg

Fotografia de A.Adolfo 

Ai Chaves, Chaves, bem merecias outra gente à frente dos teus destinos, mas tudo se tem feito para que gente dessa,  cada vez mais,  se afaste da política e da cidade.     

A.Adolfo

 

 

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