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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

28
Abr16

Flavienses por outras terras - Cristina Alves

Banner Flavienses por outras terras

 

Cristina Alves

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” vamos novamente até Angola, desta vez até à cidade de Benguela, uma cidade atlântica, 500 km a sul de Luanda.

 

É lá que vamos encontrar a Cristina Alves.

 

Mapa Google + foto - Cristina Alves.png

 

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci em Chaves, no hospital velho.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola Primária de Santa Cruz-Trindade, depois fiz os 5º e 6º anos de escolaridade na Escola Nadir Afonso. No 7º ano ingressei na Escola Secundária Dr. Júlio Martins, até ao 9º ano de escolaridade (antiga escola industrial), e no 10º ano fui para a Escola Secundária Dr. António Granjo. Também frequentei o curso profissional de Administração e Gestão de Empresas no IEFP, antes de me candidatar ao Ensino Superior. Acabei a minha formação na Escola Superior de Enfermagem de Vila Real - UTAD.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Saí de Chaves pela primeira vez por motivos profissionais, em 2011, para Angola. Estive a viver na Catumbela, que fica entre Benguela e Lobito, mas não fui bem sucedida e regressei a Portugal, em 2012. Contudo, a situação a nível profissional em Portugal continuava mal e com o tempo resolvi voltar para Angola, em Agosto de 2013, desta vez para Luanda.

 

Porquê Angola?

Porque desde que nasci que ouço as histórias que os meus pais, avós e familiares contavam, cresci a dançar merengue e a comer funge com óleo de palma. Os meus pais nasceram e cresceram na Gabela/Amboim e viram-se obrigados a abandonar a terra que os viu crescer em 1975. Os meus familiares, sem quererem, incutiram as suas raízes nos filhos e netos e a paixão que ainda mostravam pela sua pátria fez-me vir ao encontro da felicidade, da alegria, da beleza natural de que tanto falavam nas histórias de família…

 

Conheci uma Angola bastante diferente das histórias que contavam e das notícias que via passar na televisão na altura. Vi uma Angola cheia de tradições e culturas diferentes da minha realidade, vi muitas necessidades de quase tudo em muitas famílias, mas mais ao nível da saúde e da educação. Também vi uma Angola cheia de vontade, de festa e alegria, um país onde o clima é ouro e a terra é fonte de criação sem fim, onde o natural é belo e poderia ser melhor se o “bicho ser humano” não estragasse mais…

 

Hoje vejo uma Angola também minha, que me ensinou a “estranhar, adaptar e agora a entranhar” como diz toda a gente que conheceu este país, este continente Africano. Enfim, uma terra que me fez conhecer gente boa e gente má como em todo o lado, que me fez apaixonar e acreditar que juntos podemos fazer algo diferente e útil para as necessidades deste povo que merece atenção, e que já me ensinou muito…

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Vivi na Catumbela, no Lobito, em 2011/2012. Em 2013 vivi no Rangel/Cidadela, na Ilha do Cabo, em Benfica e em Talatona na cidade de Luanda. Trabalhei no Hospital e assim que tive oportunidade vim para Benguela por ser uma cidade mais calma, mais organizada, e com outras oportunidades de vida pessoal e profissional.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

Se mencionar só duas serei injusta comigo e com a minha terra mãe! São tantas…

 

As tardes na quinta dos meus avós, junto dos animais e da lavoura, sempre acompanhada ao ritmo das suas histórias e cantares da época…

 

Os piqueniques que fazíamos em família, tipo casamentos.

 

Os encontros e saídas com as(os) amigas(os) de escola e da faculdade…

 

Já disse três…

 

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

Têm várias opções, visto sermos uma cidade cheia de história que os Romanos nos deixaram como herança! Devem passar sempre pelo Castelo e não podem deixar de ir beber a água das termas, indicadas para problemas do aparelho digestivo, assim como doenças crónicas e alergias das vias respiratórias.

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Saudade de tudo… Saudade do meu bairrismo, saudade da minha infância, saudade da minha juventude… Saudade de casa, da família, dos meus animais, das amigas, dos meus “brinquedos”, das minhas “coisas”… Saudade de não ter responsabilidades, de não ter que decidir.

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Depende. Uma a duas vezes por ano. Não é que não tenha vontade de ir mais vezes, mas são as circunstâncias e as prioridades da vida que decidem por mim.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Claro que sim! Adoraria, mesmo sabendo que nada seria como era antes… Mas existe uma nova realidade: no dia que partir vou sentir saudades desta terra, e talvez me sinta dividida…

 

Ilha do Cabo, Luanda.jpg

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

 

Rostos até Cristina Alves.png

 

 

 

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