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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

18
Mai16

Lançamento do livro "Chaves D'Aurora, de Raimundo Alberto

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Há livros e livros, mas quando são de autores nossos preferidos, de autores flavienses ou de autores que embora não flavienses retratam a nossa história e o nosso ser, então aí os livros têm um sabor diferente, é o caso de “Chaves D’Aurora”, que nos leva até à vila de Chaves dos inícios do século passado, de autoria do brasileiro Raimundo Alberto Guedes Fernandes, de ascendência materna aveiro-flaviense, que quis beber in-loco as estórias e história de Chaves e que foi passando a palavras do seu romance, escrito em Chaves. Romance que tem de fundo uma estória real da sua família flaviense, uma casa que ainda existe e todos os acontecimentos históricos e sociais de Chaves, de Portugal e da Europa dos inícios do século XX. Da minha parte um obrigado por este romance e pelo contributo para a história de Chaves

 Fer.Ribeiro

 

 

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“CHAVES D’AURORA”

 

O primeiro romance do ator, diretor e produtor teatral Raimundo Alberto

 

Em “Chaves D’Aurora”, Raimundo Alberto convida o leitor a se transportar até aos anos 1912-1926, para acompanhar as peripécias de uma saga familiar, inspirada em factos reais, ocorridos em Trás-os-Montes (Portugal) e na Amazónia brasileira.

 

O autor, de ascendência materna aveiro-flaviense, nasceu em Belém do Pará, em 1944, e mora no Rio de Janeiro desde 1966. Os originais do romance foram totalmente escritos  em Chaves, Trás-os-Montes, onde Raimundo passou mais de dois meses recolhendo dados, conversando com os moradores e pesquisando, entre outros temas, os ciganos e suas tradições, as aparições em Fátima, a Segunda Guerra Mundial, as lutas dos republicanos flavienses contra os monarquistas, vindos de Verín, a Pneumónica,  além de lendas e mitos regionais. Tudo isso forma um contexto histórico e social que envolve a família Bernardes (nome fictício).

 

A apresentação do livro será no próximo dia 19 de maio, quinta-feira, às 18 horas, na Biblioteca Municipal de Chaves..

 

Capa e contracapa de Chaves d'aurora 001.jpg

 

 

Sobre o livro

 

Mesclando os fictícios Bernardes de um clã verdadeiro, com personagens imaginárias,  ou extraídas de lendas urbanas, essas vidas se entrelaçam com eventos históricos, tais como as incursões monárquicas a Chaves, as aparições em Fátima, a Primeira Guerra Mundial, a Pneumónica (Gripe Espanhola) e outros registros pitorescos, colhidos em jornais da época, além de mitos, crendices, jogos e costumes transmontanos. Em Belém do Pará, abordam-se as reformas urbanas, no apogeu do comércio da borracha, as óperas no Teatro da Paz e o Círio de Nazaré (a protagonista real  nasceu em um domingo de Círio).

           

“Chaves D’Aurora” conta a história de amor entre uma jovem recatada, de boas posses e um cigano também rico, mas volúvel, que se torna proibida, face os preconceitos e as tradições de ambos os clãs, o que poderá conduzir a um desenlace não fatal, mas, de algum modo, trágico. No entanto, convicta dos sentimentos de seu amado, a jovem perseguirá, até à exaustão, a esperança de um final feliz.

 

O romance também apresenta uma curiosidade textual: o autor pesquisou nos dicionários, quase que inteiramente, palavra por palavra do texto,  de modo a perseguir uma escrita na qual a maior parte delas sejam comuns aos dois falares, o brasileiro e o lusitano. Restaram apenas alguns termos de expressões locais do nosso idioma, diferenças que se notam entre regiões de qualquer um dos países lusófonos.

 

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Sobre o autor

 

Raimundo Alberto é ator, poeta e dramaturgo, com vários espetáculos encenados e premiados. Sua mais recente atuação foi em “O Mercador de Veneza”, de William Shakespeare, no Rio, entre 2013 e 2015.

 

Dentre as suas mais de 30 peças, várias levadas ao palco na forma de montagens ou leituras dramatizadas, estão “O Campeonato dos Pombos”, prémio e edição do Serviço Nacional de Teatro, em 1974; “A Última Pastorinha”, prémio MINC-Brasil 2001; “Águas de Oxalá” (Seleção Brasil em Cena – CCBB, 2008); e “Próximo Ato, Suspense”, publicada em antologia do ICCG / FUNARTE / Editora Teatral, Rio, 2009.

Em 2014, foi o homenageado do ano no V Seminário de Dramaturgia Amazônida, promovido pelo Centro de Artes e Ciências da Universidade Federal do Pará.

 

Bacharel em Literaturas Brasileira e Portuguesa (UFRJ, 1978). Como compositor musical (letrista), participou do CD “Bonde Folia”, da Orquestra Popular Céu na Terra, Prêmio TIM de Música 2008. Atual presidente do Instituto Cultural Chiquinha Gonzaga, foi diretor da SBAT  - Sociedade Brasileira de Autores Teatrais e da ALTAAC – Associação Livre de Trabalhadores em Artes Cênicas. Poeta, fez parte da Antologia Poesia do Grão-Pará, organizada por Olga Savary, Rio,2001.

 

 

LANÇAMENTO DO ROMANCE “CHAVES D’AURORA” , de Raimundo Alberto

 

Edição da obra: Chiado Editora.

 

Data: 19 de maio de 2016, quinta-feira, 18h

Local: Biblioteca Municipal de Chaves

 

Assessoria de Imprensa (Brasil): Mônica Cotta –monicacotta@globo.com

 

 

18
Mai16

Chá de Urze com Flores de Torga - 131

1600-torga

 

Carvalhelhos, 3 de Setembro de 1989

 

Horas e horas de correria por este Barroso a cabo, num Domingo de romarias, na mira de assistir a mais uma vez uma chega de toiros. Mas não fui feliz. Em todas as aldeias visitadas, o grande acontecimento tinha já acontecido. Restavam dele apenas o doce sabor do triunfo ou o amargo da derrota. Na pega ribatejana, outra expressão da nossa virilidade e vitalidade, é o pegador que está em causa ao saltar para dentro da arena. Aqui, é a povoação inteira que se revê na luta entre o boi e o boi rival. E o desfecho do combate diz respeito a todos. Por isso, se vence, o deus testicular é festejado até ao delírio, se fraqueja e se rende, é amaldiçoado até às lágrimas.

 

Celebração colectiva, a turra é a mais sagrada cerimónia que se pode presenciar nestas paragens, onde cada acto tem a profundidade dos tempos primordiais e não há divindade sem terra nos pés. E eu sou uma natureza religiosa, sedenta de transcendente, que aprendeu nas grutas de Altamira que ele pode ter a figuração de um bisonte e é sempre uma resposta luminosa a perguntas obscuras do instinto.

 

Miguel Torga, In Diário XV

 

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Montalegre, 1 de Setembro de 1990

 

Eram jovens, abordaram-me, gostavam do que escrevi, e queriam saber coisas de mim. Qual era o meu segredo?

 

— Ser idêntico em todos os momentos e situações. Recusar-me a ver o mundo pelos olhos dos outros e nunca pactuar com o lugar-comum.

 

Miguel Torga, In Diário XVI

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