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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

13
Jul16

Quente e Frio!

quente-frio-cabec

 

*Dedicatória*

 

A dois amigos que nada têm a ver com o enredo, mas de quem tirei o nome para honrá-los:

-Celestino Paiva Chaves, de Águas Frias, de Monforte de Rio Livre – CHAVES.

-Clementino Ribeiro de Moura, meu cunhado, recém-falecido, de SEIXINHOS, CERVA.

A ambos louvo a sua nobreza de espírito e agradeço a amizade que partilharam, e o Tino de Águas Frias, felizmente, continua a partilhar, comigo. 

 

 Mozelos, 06 de Outubro de 2015

Luís Henrique Fernandes

 

Q U E N T E   E   *F R I O*!

 

 I

Um era primo do irmão.

 

O outro era irmão do primo.

 

Chegaram à «Bila», a Vila Real, para frequentar o 3º Ciclo Liceal.

 

Um era da “Terra Quente”.

O outro, da “Terra Fria”.

 

Não vestiam «capa e batina». Por isso, em vez de subirem as escadas de acesso à porta principal do Liceu, tiveram de entrar pela porta do fundo, atravessar o pátio de recreio dos Rapazes, subir ao corredor e procurar a pauta com a indicação da sala que lhes calhava.

 

Perto do “centro comercial” escolar do Agarez, foi crescendo o ajuntamento de estudantes.

 

A conversa de circunstância, a alegria do reencontro após as férias, as dúvidas que as quase certezas aprontavam em perguntas a servirem mais para quem as faz se torne notado e não esclarecido, o barulho e o desequilíbrio causado pelos encontrões, tornavam complicada e difícil a descoberta da Turma, do nome e do número que calhava a cada aluno.

 

Do cimo das escadas que davam para o pátio de recreio das Meninas, um chamamento feito com cristalina alegria ecoou pelo corredor:

 

- Tino, Tino!

 

1600-vila-real (24)

 

Rapazes e Raparigas foram atingidos pelas ondas sonoras daquela voz melodiosa e desviaram o olhar, do azul clarinho das folhas das pautas para o vermelho coradinho do rosto e do vestido da colega que, de braço erguido, acenava graciosamente com uma mão cheia de esperança que o «Tino» a ouvisse!

 

O coração do ”Rapaz da Terra Quente” e o coração do “Rapaz da Terra Fria” sobressaltaram-se ao ouvirem o seu nome invocado.

 

Um pequenino gosto amargo pousou-lhes, a ambos, no olhar uma sombra de tristeza. O olhar da “Rapariga de faces coradinhas e de vestido vermelho” seguia noutra direcção, mais a leste da surpresa e da esperança de um e de outro.

 

Seguiram o norte daquele aceno e daquele olhar e viram um outro Rapaz, com o braço levantado e um sorriso de contentamento, a desviar-se para o vermelho … que vestia aquela Rapariga e lhe fazia brilhar as faces.

 

O “Rapaz da Terra Quente” chamava-se Celestino.

O “Rapaz da Terra Fria” chamava-se Clementino.

 

O “Rapaz de braço levantado e um sorriso de contentamento”, Diamantino.

 

(continua)

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13
Jul16

Estamos de regresso...

1600-(46086)

 

Estamos de regresso. Sei que nem por isso deram conta, mas andei um pouco ausente. Coisas da vida e outros afazeres, mas cá estamos de novo, com um regresso à cidade, neste caso à Madalena e um regresso à essência da fotografia a preto e branco, sem os filtros que uns tanto gostavam e outros detestavam. Fases e experiências pelas quais vale sempre a pena passar, mas acabamos sempre por regressar à essência.

 

Também estamos em maré de trazer aqui novas crónicas. Ontem começamos aqui o romance “Chaves D’aurora” de Raimundo Alberto, um autor brasileiro com origens em Chaves, que nos vai falar de Chaves dos inícios do século passado com uma história de amor passada por cá nessa altura.

 

Hoje, já de seguida, vamos ter aqui “Quente e Frio”, não com uma história de amor, mas com duas, também vividas no século passado entre Vila Real e Chaves, ou melhor, em Vila Real e Chaves, de autoria de um amigo  que, quase desde o início deste blog vai partilhando aqui a sua arte de escrever. Luís Henrique Fernandes  vai  estar aqui todas as quartas-feiras com uma novela – “Quente e Frio” , com duas histórias de amor que caminharam e nasceram juntas e mais não digo, pois o resto vão ter de descobrir ao longo da sua publicação e escusam de ir à procura da novela numa livraria para adiantar episódios, pois trata-se de uma edição de autor, muito reduzida e que não está à venda.

 

Até já.

 

 

 

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