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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

16
Jul16

As nossas aldeias - uma nova realidade

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Este blog já vai a caminho dos seus doze anos de existência e desde início que as nossas aldeias do concelho têm marcado aqui presença. Até há bem pouco tempo atrás com presenças aos sábados  e domingos e ultimamente só aos sábados. Reduzimos um dia por duas razões, a primeira porque todas as aldeias já marcaram aqui presença várias vezes, umas mais que outras, é certo, mas o facto deve-se à dimensão das próprias aldeias e aos motivos de interesse que oferecem. A segunda razão é a de darmos oportunidade a outras aldeias da região marcarem também aqui presença, daí, ultimamente, dedicarmos os domingos às aldeias de aqui ao lado, do Barroso aqui tão perto, não só pelo interesse dessas aldeias mas também para despertar o apetite à sua descoberta.

 

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Ao longo da existência do blog fui dizendo tudo que havia a dizer sobre cada aldeia e, insistentemente, fui batendo na tecla do despovoamento e do envelhecimento da população rural. Um facto e uma realidade que nos leva a outras realidades daí resultantes e que, ao longo destes últimos anos (duas a três dezenas de anos) foi também transformando a arquitetura das aldeias.

 

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Primeiro as reconstruções e o aparecimento de novas construções nas periferias das aldeias. Isto era no tempo em que os nossos emigrantes ainda apostavam num regresso às suas aldeias e o ser possível fazer aí o resto das suas vidas. E se os primeiros emigrantes, que é parte da população envelhecida de hoje, foram ficando, os mais novos, deram volta atrás, partiram para a cidade ou regressaram de novo à condição de emigrante. Com a ausência de população jovem e o aumento da população envelhecida, as necessidades das aldeias passaram a ser outras. Fecharam-se as escolas, entrando algumas em abandono e outras vendidas a particulares ou cedidas para associações e centros de dia. Ampliaram-se os cemitérios e em várias aldeias foram construídos lares para a terceira idade. Entretanto as casas abandonadas começaram a cair com o peso do seu abandono e as ruas foram ficando desertas de gente e animais, as fontes secaram e os tanques, na maioria vazios, ou mesmo cheios, não passam de depósitos de lixo, deles restando apenas a memória dos lavadouros , ficando para exercício da imaginação a vida e alegria que outrora existia em seu redor.

 

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Embora na maioria das aldeias os resistente se tenham demitido da vida comunitária, mesmo porque sem comunidade é impossível a sua prática, existe também um desleixo e desinteresse pela coisa pública ou comum, em parte porque os novos tempos, erradamente, atribuem essas responsabilidades às Juntas de Freguesia ou à Câmara Municipal onde o poder do povo ou da comunidade na gestão da coisa comum deixo de existir, o mesmo que outrora  era geralmente regulado pelo bom senso da maioria no interesse da aldeia. Esse “poder” foi cedido ou exigido pelas junta de freguesia onde, em vez dos interesses da população se passou a olhar mais pelos interesses dos fregueses, principalmente dos fregueses seus eleitores, gerando-se nas aldeias e freguesias dois grupos de população, os da situação e os do contra a situação. No entanto, ao menos isso, há uma coisa que nunca deixou de ser do interesse de toda a população , onde em seu redor pode estar tudo a cair ou em ruínas, ou cheio de lixo, ou silvas, ou mato – em suma – abandonado e desprezado, mas essa coisa tem sempre os mimos da população. Falo-vos das capelas e igrejas, e não é só por uma questão religiosa, mas por ser uma das poucas coisas que fica fora da gestão do poder político e das politiquices e que, na realidade é verdadeiramente comunitária, de todo o povo, tal como as ruas e os largos, os tanques, as fontes, os fornos comunitários e etc. deveriam ser.   

 

As imagens de hoje poderiam ser de uma qualquer adeia, mas são da Amoínha Velha.

 

 

16
Jul16

Pedra de Toque - Fazes-me falta!...

pedra de toque copy.jpg

 

FAZES-ME FALTA!...

 

Preciso de te escrever.

 

Sinto saudade do teu comentário e de ti, que estás por detrás dele.

 

Tenho andado amargo, azedo, incapaz de tolerar a indignidade que me cerca, a desonestidade intelectual com que me cruzo, a mediocridade instalada, os interesses inconfessáveis e mesquinhos.

 

Indispõem-me a mentira, a presunção, a vaidade e as escadas que trepam os cabotinos para com injustiça subirem a lugares que não merecem.

 

E depois a barbárie que chega de todo o mundo, que vitima seres quase sempre inocentes, perante o silêncio ensurdecedor dos grandes senhores da terra.

 

O azedume que me consome é por vezes tamanho, que me visto de tristeza e me isolo dentro de mim.

 

Hoje escrevo-te porque a memória de ti me amacia a vida.

 

Trazes-me o sorriso aos olhos.

 

Os meus lábios humedecem-se.

 

E rogo para que as tuas duas mãos, e outras que podes inventar se aquelas não bastarem, me cubram o corpo todo.

 

Eu agradecido, acariciarei a lisura da tua pele, em vertigem, do rosto até ao teu ventre.

 

Vou então, serenando, esquecendo, graças à magia que me transmites, despindo-me da tristeza que a vida tantas vezes me provoca.

 

Ontem no limbo do sonho, o teu amor produziu-me palavras febris.

 

Tapei teus poros com meus beijos.

 

Avermelhei teus lábios com minha saliva.

 

O frenesi, as buganvílias, os jasmins, as águas do rio em que me espelho, pacificaram-me.

 

Meu amor, fazes-me tanta, tanta falta…

                       

António Roque

 

 

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