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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

27
Jul16

Quente e Frio!

quente-frio-cabec

 

III

 

Comido o «mil-folhas» e bebido o «pirolito» do “Aleo”, o “Rapaz da Terra Quente” e o “Rapaz da Terra Fria” tomaram o caminho da casa onde tinham quarto alugado.

 

Espreitaram para o “Pompeia”, pararam para ler as capas das Revistas, no “Bragança”, dobraram a esquina do “Santoalha” e, quando leram “Parreco” na cumieira de uma porta, riram-se ambos ao mesmo tempo, olharam um para o outro e foi então que perceberam que levavam o mesmo caminho.

 

Bem, um, o “Rapaz da Terra Quente”, morava perto do “Macário”, na Rua do Rossio; o outro, o “Rapaz da Terra Fria”, perto do “Areias”, à entrada da Ponte.

 

A montra do “Real” era a mais moderna da cidade. E até ganhava às da Rua Direita, mesmo à do “Castelo” ou à do “Rendeiro”!

 

Ambos dois” param para ver a montra da frente, andar à volta e cobiçar as camisas!

 

1600-vila-real (74)

 

Pelas escaleiras da Capela Nova desciam duas cachopas, vestidas de igual, de cor trigueira, e cheias de graça.

 

O coração do “Rapaz da Terra Quente” deu um salto!

 

O coração do “Rapaz da Terra Fria” deu um pulo!

 

Ficaram sem fala.

 

Nem o barulho do Latoeiro, a deitar uma asa a um cântaro; nem as provocações do Miguel ao «Birtelo», que levava um recado, ou as do Dionísio ao «Zé d’Abaças», que levava uma encomenda, interromperam a contemplação em que ficaram aqueles dois!

 

Sem dizerem palavra, seguiram-nas. Tinham virado à direita e subido a Rua das Pedrinhas.

 

Lá no cimo da rua, elas entraram por uma porta viradinha para o “S. Pedro”.

 

No Largo, e no pequeno Miradouro, estudantes da Escola Comercial e Industrial misturavam-se com Bombeiros.

 

Chegados ao “Largo de S. Pedro”, pararam frente ao escritório do “Cabanelas”. Continuando sem voz, fizeram que olhavam para a Igreja, para a montra do “Amândio”, sempre muito colorida com pares de meias e camisas, e, de esguelha, para a porta e janelas da casa onde «desapareceram» as suas visões.

 

Enfeitiçados, desceram a Rua Cândido dos Reis.

 

Pararam na esquina da “Casa Calado”.

 

Olharam um para o outro. E com um aperto de mão, a dar uma ajuda ao desaperto da voz, despediram-se com um «até amanhã» cheio de cumplicidade subscrita pelo olhar.

 

(continua)

 

 

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