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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

04
Ago16

Discursos (emigrantes) Sobre a Cidade

800-(34358)-sandra

 

 

A Lei do Medo

 

            Vivemos tempos conturbados e cheios de interrogações. A Europa ocidental vem gozando desde há uns anos tempos de paz e já todos se habituaram a ver os conflitos nos ecrãs de televisão e páginas de jornais, como se fosse uma série de ficção ou algo fora da sua realidade. Nada mais ilusório e ingénuo, pois a violência, a agressão, a morte, a pobreza extrema e a injustiça continuam a suceder por todo o nosso planeta e a Europa ocidental não é, nem nunca foi, inocente nem neutra no seu contributo... Exemplo disso aconteceu bem recentemente com a tragédia de Nice, em que logo após o ataque de 14 de Julho, o presidente francês veio afirmar alto que a França iria reforçar os ataques na Síria e no Iraque. Pois é, já diz o ditado popular que “quem vai à guerra, dá e leva...”, como podem os franceses, orgulhosos de viver no país onde nasceram os Direitos Humanos, ignorar e tolerar esta escalada de violência?

 

            Nestes tempos conturbados e cheios de interrogações, os meios de comunicação social – tampouco inocente e neutros – alimentam a lei do Medo que se instalou na Europa ocidental, com preconceitos, meias e falsas verdades, “não notícias” que servem para desviar a atenção do essencial, “opiniões” suspeitas e partidárias. É fácil apontar o dedo à religião, à intolerância, à diferença de costumes, aos poderosos, à ganância do dinheiro. Certo é que a Terra é só uma e de todos os seres humanos, que são iguais como tais. As fronteiras e as “regras do jogo” foram criadas pelos próprios seres humanos que optaram por “dividir para reinar” em vez de unir em nome da justiça e paz social. Até quando vamos tolerar tanta injustiça e desigualdade? Até quando vamos continuar a viver a lei do Medo que nos paralisa e nos torna indiferentes ao sofrimento e à dor humana? Em que sociedade queremos viver e qual queremos deixar para os nossos filhos e netos?

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            Nestes tempos conturbados e cheios de interrogações, há que começar a pensar, a debater ideias e formas de agir com a gente que cruzamos cada dia. As grandes mudanças começam sempre com pequenos passos e sobretudo com novas formas de pensar. Porque a Paz é algo tão difícil de alcançar se o desejo de todo o ser humano é ser feliz e o planeta chega para todos? A “Terceira Guerra Mundial” que os media se deliciam a sugerir para manter a lei do Medo não irá acontecer se tal não for a nossa vontade.

 

            Reflicta-se bem em tudo o que aconteceu na curta história de vida da Humanidade. A culpa não é ninguém, a culpa é de todos. Coragem para assumir ideias justas para todos e juntar-lhe os actos certos procura-se. O amor pela Humanidade pode ser a resposta justa.

 

Sandra Pereira

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