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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

26
Set16

Quem conta um ponto...

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308 - Pérolas e diamantes: esterilização de pombas e esgotos a céu aberto

 

Antigamente, a riqueza anunciava-se através de coisas fáceis de partir e impossíveis de limpar.

 

Atualmente, as pessoas que têm uma vida fácil estão constantemente a explicar-nos como ela é difícil.

 

Os “artistas” possuem uma caraterística irritante que é a de tentarem fazer-nos passar por tolos. 

 

O PAN – Pessoas Animais Natureza enviou às autarquias no início de agosto um plano de controlo da população de pombos citadinos que passa por criar aquilo que apelida eufemisticamente de pombais contracetivos.

 

Este método consiste em incentivar as aves a nidificarem em locais específicos, proporcionando-lhes para o efeito alimento e água. Em troca, substituem os ovos verdadeiros por ovos artificiais.

 

Para o PAN, este plano é uma “nova forma de gestão ética da população de pombos nas cidades”, pois pretende “controlar a população de pombos de forma ética, eficaz, sustentável, ecológica e económica, sem necessidade de recorrer a técnicas letais.”

 

Descobriram agora que os queridos pombos podem transmitir agentes patogénicos e que o contacto com as suas fezes pode causar problemas alérgicos.

 

Que o diga João Neves, um antigo columbófilo e atualmente vereador da autarquia flaviense, que teve de abandonar a sua paixão devido a problemas de saúde, pois, segundo o seu pungente depoimento, “o pó que eles (os pombos) produzem estava a provocar-me problemas de asma.”

 

Felizmente, em bom tempo abandonou essa sua apaixonante atividade. “Não obstante”, acrescenta o senhor vereador, “eu gosto muito de pombos.” Não especificou foi de que forma.

 

Em Chaves, a CM decidiu proceder à distribuição de alimento às referidas aves, em duas épocas distintas, impregnado de contracetivos. Em troca, as pombinhas vão ficar estéreis.

 

Mas para que a estratégia de esterilização funcione é necessário que as pessoas deixem de dar comida às pombas, para que elas procurem apenas um sítio para se alimentarem.

 

Toda esta história rocambolesca da esterilização dos pombos que, segundo o senhor vereador João Neves, não tem a intenção de acabar com as ditas aves, pois não vão matá-las, já que o pretendido é torná-las estéreis para que não se reproduzam descontroladamente, fez-me lembrar um texto de Filipe Homem Fonseca, intitulado “Soluções impossíveis para problemas insolúveis”, onde refere que há histórias de gente incrível a fazer coisas banais, gente banal a fazer coisas incríveis, gente incrível a fazer coisas incríveis, nunca gente banal a fazer coisas banais.

 

O meu problema é que não consigo decidir onde posso encaixar a história do senhor João Neves vereador e ex-columbófilo. Desta vez caberá ao estimado leitor essa tarefa.

 

 João Madureira

 

PS – Este controlo preventivo de pombos pretende, nas declarações dos responsáveis autárquicos, evitar consequências nefastas para a saúde pública, ambiente e património.

 

Sendo assim, torna-se incompreensível que a CMC continue incapaz de resolver o problema dos esgotos a céu aberto no lugar de Vale de Salgueiro em Outeiro Seco – Chaves, situação que se arrasta desde 2007.

 

E, por favor, não me venham mais uma vez com a desculpa esfarrapada, ou com o argumento esdrúxulo, de que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.

 

De facto, esses argumentos estapafúrdicos, e as idênticas desculpas, começam a cheirar ainda mais mal do que as fezes dos pombos espalhadas pelas praças do município e os esgotos a céu aberto em Outeiro Seco.

 

 

26
Set16

De regresso à cidade com duas imagens

1600-(46720)

 

Hoje fazemos o regresso à cidade passando pela mítica Adega do Faustino, não só pela adega em si mas também por, nos últimos anos, ser também uma casa ao serviço da fotografia, onde a Associação de Fotografia Lumbudus e também este blog têm promovido todos os meses uma exposição de fotografia na galeria da adega.

 

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A contrastar com a Adega do Faustino fica também uma macro de uma dália em celebração da entrada do outono em que a magia da cor começa a acontecer. E assim regressamos à cidade, de Chaves, claro.

 

 

 

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