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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

26
Out16

Quente e Frio!

quente-frio-cabec

 

(...)

Mas aquela “SRª DA SAÚDE” tinha-lhe deixado muita consolação e maior ilusão.

 

XVII

Chegou o tempo de a «Bila» voltar a encher-se de estudantes.

 

Cumpriu-se o “Regadinho”.

 

A avaliação escolar, no Liceu, era trimestral; na ESCOLA NORMAL, semestral.

 

E a viagem de “Férias de Natal”, quer para a “TERRA QUENTE”, quer para a “RAIA”, quer para a “TERRA FRIA” foi igualzinha à do ano passado, à das “Férias de Páscoa» e à das “Férias Grandes”.

 

Os «TINOS» foram de férias contentes com as notas.

 

As “Lindas”, preocupadas com o “EXAME DE SAÍDA” a fazer lá para fins de Fevereiro.

 

Nos meses de Inverno, Marão estava cobertinho de neve. Caíam flocos na Avenida Carvalho Araújo.

 

Nem por isso arrefeceu o ardor apaixonado que consumia o coração do “Rapaz da Terra Quente” e do “Rapaz da Terra Fria”.

 

Com o «EXAME DE SAÍDA» feito, as “Lindas” entraram em estágio nas “ANEXAS”  - conjunto de Escolas Primárias frente ao Seminário.

 

Para conclusão do CURSO, em finais de Junho, havia o “EXAME DE ESTADO”.

 

***E a viagem de “Férias de Páscoa”, quer para a “TERRA QUENTE”, quer para a “RAIA”, quer para a “TERRA FRIA” foi igualzinha à do ano passado, à das “Férias de Natal» e à das “Férias Grandes.

 

Os «TINOS» foram de férias contentes com as notas.

 

As “Lindas”, preocupadas com o “EXAME DE ESTADO” a fazer lá para fins de Junho.

 

Nos meses de Verão, o Marão está verdejante. Os canteiros da Avenida Carvalho Araújo cobrem-se de flores e recebem mil cuidados de jardineiros dedicados.

 

As “Lindas” passaram com «nota alta», o que lhes deixava boas perspectivas para fiarem colocadas perto de casa.

 

Os «TINOS» tiveram «média alta», o que lhes garantiu a entrada nas respectivas Academias: o “TINO da TERRA QUENTE”, para Coimbra; o “TINO da TERRA FRIA”, para Lisboa.

 

Aflito com os novos destinos das suas vidas, o “Rapaz da Terra Quente” encheu-se de coragem e «guardou» uma saída de casa da Carmelinda.

 

Da porta do mistério saiu um grupo de cinco «NORMALISTAS»: a Natália, a Fernanda, a Céu e as duas “Lindas”.

 

Já todas sabiam que o Celestino era um «apaixonado» da Carmelinda. Por isso, mal o viram aproximar-se até se juntaram mais as outras quatro, dando espaço e distância para que o “TINO da TERRA QUENTE” pudesse chegar à fala com a «Linda».

 

Ele saudou-as e, dirigindo-se à (sua) «linda», perguntou-lhe se podia acompanhá-la e ter uma pequena conversa com ela.

 

A «linda» assentiu com um aceno de cabeça e um tímido «’stá bem!».

 

Com a colaboração das amigas, a distância do grupo aumentou três ou quatro passos.

 

- «linda», o CURSO da Linda está terminado, o meu, do Liceu, igual. Eu sigo para Coimbra, para frequentar Medicina; e a «linda» será colocada numa Escola algures.

 

Perdem-se cada vez mais as oportunidades de nos vermos.

 

Isto aflige-me e preocupa-me. Queria saber se a «linda» quer ou não ficar comprometida comigo. Esteja eu onde estiver, escrever-lhe-ei com assiduidade e visitá-la-ei sempre que possível.

 

O silêncio respeitou a comoção do par.

 

Para o «doutor», os segundos contavam-se por eternidades.

 

Sem se dar conta, a «linda» tocou com a sua mão na mão do “TINO”.

 

Sem se dar conta, a mão do “TINO” abraçou a mão da «linda».

 

E a «linda» assentiu com um aceno de cabeça e um tímido «’stá bem!».

 

Um bando de passarada soltou-se dos plátanos do Largo da Igreja de S. Pedro, e, num chilreio troante, esvoaçou para os quintais pendurados nas margens escarpadas do Corgo!

 

Encorajado pelo sucesso do colega, ***o “TINO da TERRA FRIA” encheu-se de coragem e «guardou» uma saída de casa da Ermelinda.

 

Da porta do mistério saiu um grupo de cinco «NORMALISTAS»: a Natália, a Fernanda, a Céu e as duas “Lindas”.

 

Já todas sabiam que o Clementino era um «apaixonado» da Ermelinda. Por isso, mal o viram aproximar-se até se juntaram mais as outras quatro, dando espaço e distância para que o “TINO da TERRA FRIA” pudesse chegar à fala com a «Linda».

 

Ele saudou-as e, dirigindo-se à (sua) «linda», perguntou-lhe se podia acompanhá-la e ter uma pequena conversa com ela.

 

A «linda» assentiu com um aceno de cabeça e um tímido «’stá bem!».

 

Com a colaboração das amigas, a distância do grupo aumentou três ou quatro passos***.

 

- - - «LINDA», acabei o Liceu e agora sigo os estudos em Lisboa. Vou para a Academia Militar. A LINDA vai dar aulas ainda não sabe para onde. Sabe da afeição que lhe dedico. Agora com o Curso terminado, penso que não terá inconvenientes em namorar comigo, se assim o desejar. Será um namoro sacrificado pela distância. Mas eu escrever-lhe-ei muitas vezes e espero vê-la nos períodos de Férias».

 

Se estiver de acordo em ser minha namorada, eu ficaria muito feliz.

 

O silêncio respeitou a comoção do par.

 

Para o «militar», os segundos contavam-se por eternidades.

 

Sem se dar conta, a «linda» tocou com a sua mão na mão do “TINO”.

 

Sem se dar conta, a mão do “TINO” abraçou a mão da «linda».

 

E a «linda» assentiu com um aceno de cabeça e um tímido «’stá bem!».

 

Um bando de passarada soltou-se dos plátanos do Largo da Igreja de S. Pedro, e, num chilreio troante, esvoaçou para os quintais pendurados nas margens escarpadas do Corgo!***

 

XVIII

*****.                 

O Celestino foi para

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