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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

08
Nov16

Animação Sociocultural, Globalização, Multiculturalidade, Educação Intercultural e Intervenção Comunitária

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As imagens de hoje são da peça  “ Ira- 7 Pecados Capitais de Bertold Brecht ” levado a cena pelo Grupo Comunitário Cais 14 da Sociedade Euterpe de Alhanda, em parceria com o Teatro Umano, com texto e encenação de Rita Wengorovius, peça que foi representada no passado sábado no Cineteatro D.João V na Damaia, Amadora, integrada no programa do Congresso Internacional de Animação Sociocultural, Globalização, Multiculturalidade, Educação Intercultural e Intervenção Comunitária.

 

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Grupo Comunitário de Teatro feito com amadores de Alhandra dos 8 aos 85 anos de idade, das mais variadas profissões, desde reformados, estudantes ou o taxista que representa o padre da peça ou uma advogada que representa a Europa.

 

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Mas perguntarão o porquê de isto estar aqui no blog? — A resposta é simples e as razões são várias. Começando pela Intervenção – Associação para a Promoção e Divulgação Cultural ter sido a responsável pela promoção e realização do Congresso Internacional de Animação Sociocultural, Globalização, Multiculturalidade, Educação Intercultural e Intervenção Comunitária, Associação que tem a sua sede em Chaves. Depois porque durante alguns anos a Animação Sociocultural também teve “Sede” em Chaves, no Polo da UTAD com a Licenciatura de Animação Sociocultural, de onde saíram centenas de licenciados em ASC, hoje um pouco espalhados por todo o país e estrangeiro e que mais poderia licenciar se ainda tivéssemos em funcionamento o Polo da UTAD.

 

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Pois tendo em conta aquilo que atrás foi referido poderá surgir ainda outra pergunta, o porquê deste congresso se ter realizado na Damaia, Amadora? — Pois é muito simples, primeiro pela temática do congresso “Globalização, Multiculturalidade …” relembrando ou informando aqui que os habitantes do concelho da Amadora são compostos por 41 nacionalidades de quase outras tantas culturas diferentes. Em segundo lugar também tem a ver com os necessários apoios ao congresso por parte das autarquias. No entanto convém realçar que a maioria dos Congressos de Animação Sociocultural têm sido realizados no Norte de Portugal, tendo já sido realizados em Chaves, Boticas, Murça, Amarante, Ponte de Lima, Barcelos, Vila Nova de Cerveira, etc. e nalgumas localidades mais que uma vez.

 

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Contudo a principal razão de hoje trazer aqui este tema tem a ver com a própria Animação Sociocultural,  tendo em conta o seu âmbito e definição que, para melhor se entender deixo a conceção definida pela UNESCO (1977) que a toma por ( o sublinhado é meu) : Um conjunto de práticas sociais que visam estimular a iniciativa e a participação das populações no processo do seu próprio desenvolvimento, e na dinâmica global da vida sociopolítica em que estão integradas. Definição e práticas que deveriam ser bem entendidas pela maioria dos responsáveis autárquicos que confundem Animação Sociocultural com entretenimento.

 

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Tudo isto para justificar as imagens deste post que poderão ficar como um bom exemplo de boas práticas de Animação Sociocultural.

 

 

08
Nov16

Chaves D'Aurora

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  1. AMORES-PERFEITOS.

 

Em uma casa menor, ao fundo esquerdo do terreno, ficavam o galinheiro, três pequenos currais, aonde à noite recolhiam-se os porcos, patos e perus, e um espaço para o único meio coletivo de transporte familiar. Este era uma espécie de landó, quase todo de madeira, com uma cobertura conversível e dois assentos, cada um para três pessoas. Se todos da família saíssem juntos, os filhos homens iam à boleia, ao lado de Manuel de Fiães, o cocheiro.

 

Havia também as baias para os cavalos. Além do Açaí e do Murici, os que conduziam o landó, havia também a parelha Azeitona e Azeviche, com suas belas e negras pelagens, os quais ficavam disponíveis apenas para os passeios dos rapazes, algo que os putos faziam com muito gosto, sempre que lhes apetecesse cavalgar.

 

 

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 Prédio onde seria a Quinta Grão Pará, à Rua do Raio X.

Cf. croquis em poder dos Bernardes (Foto do Autor,2010).

 

 

Uma vez que os flavienses de então não eram muito dados a plantar árvores em seus quinteiros, chamava a atenção dos passantes o imenso pomar onde frutificavam laranjeiras, pereiras, cerejeiras e que tais. A uma pequena horta, cultivavam-se as couves frescas para a sopa e também os nabos, feijões, favas, abóboras, cebolas, tomates e pimentos, enquanto que, das quintas de Santo Estêvão e de Sant’Aninha de Monforte, provinham queijos, vinhos, manteiga, presuntos e outros fumeiros, lá mesmo produzidos de modo artesanal, além de outros géneros para o consumo doméstico.

 

Ao lado da escada lateral, na frente da Quinta, apreciava-se um jardim onde, na primavera e no verão, viçavam flores as mais diversas. As preferidas de Aurora, a quem era muito prazeroso cuidar da jardinagem doméstica, eram os amores-perfeitos, com suas várias colorações. A essa altura, ela mesma plantava os seus prediletos.

 

Azuis.

 

fim-de-post

 

 

 

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